Amor Desfeito é Amor Refeito

Postado em Atualizado em

Escrevi este texto em 2005 para a minha irmã Luciana, que sofria horrores com o fim de um namoro. Ele andou circulando pela net e, para minha surpresa, vi que serviu de remédio para um monte de gente na fossa. Isso me deixa feliz: saber que o que eu escrevo faz algum tipo de diferença. Então, da série Um texto antigo para recordar, lá vai de novo.

AMOR DESFEITO É AMOR REFEITO

Para a Lu, com amor.

“Meu coração tropical está coberto de neve, mas ferve em seu cofre gelado”.
Corsário,
de João Bosco

Não há palavra no mundo que expresse a dor de um amor desfeito. Só aqueles que já vivenciaram – ou mortificaram – um momento de ruptura sabem o tamanho da dor vazia e surda que rasga a alma e paralisa a vida. A gente chora, olha o teto, anda em círculos, tem vontade de ligar e implorar, dirige a esmo pela cidade sombria pensando em bater nos postes que se oferecem, não tem vontade de comer, falta vontade de viver. O corpo se entrega de cara, jogando covardemente a toalha e deixando toda a responsabilidade de lidar com o monstro para a mente que, funcionando a todo vapor, mas sem rumo, beira o colapso.

O chão cai. Um buraco negro sem fim e fedorento engole a gente. A dor anímica é lancinante. E a gente chora. No travesseiro, nos colos solidários, no chão, no banho. Todos os gnomos das glândulas lacrimejantes são convocados para o trabalho. Produção total. Parece que não tem fim.

Chegam as pessoas amigas, famílias, parentes, gente de bom coração. Milhares de palavras sinceras, cafunés, ombros. Uns querem nos levar de volta à vida na marra, forçam saídas, cinemas, shows, bares. Outros querem logo nos casar porque acham que fantasma de amor só se exorciza com um amor real, novo, daqueles de dar friozinho na barriga. Fazem conchavos, convidam possíveis pares perfeitos para encontros arranjados. Mas um amor foi desfeito. Ninguém entende isso?

Quem teve o amor desfeito fica impermeável a sons, a palavras, ao mundo. Não adianta cem entre cem dizerem que, calma, tudo passa. Porque na mente do sujeito que teve seu amor desfeito, não há menor vislumbre de uma luz no fim do túnel. Não há túnel. Só escuridão. E na escuridão não há caminhos, só estagnação. Então não pode passar. As músicas falam de nós. As cores na retina são as favoritas do amor que se foi. Os lugares são testemunhas da aposta das fichas de nossas vidas que agora nos olham sem graça como quem diz: “e agora? Perdemos tudo…”. Os cheiros entram pelas narinas, sem nenhum traço da delicadeza que outrora tinham, para arrancar com sua mão pesada a imagem do amor desfeito. Os rostos se resumem a um só, como o vilão de Matrix: o do amor que se foi. As novelas zombam da gente. Os pagodeiros também. Até o cachorro que late para a gente, late ridicularizando o ridículo trapo humano em que nos transformamos. E a gente chora. Os olhos no espelho não são mais os nossos, mas os do Benicio del Toro de tanta papada. Estão roxos. E ainda tem aquela amiga desavisada que nos encontra, sorri e pergunta pelo nosso amor, sem saber que ele está desfeito. Engraçado… o mundo demora para se dar conta do amor desfeito.

Com o amor desfeito, a central de controle da vida fica à deriva, nau sem rumo. Quem diz quando é hora de rir, de comer, de amar? Ninguém, porque o único marujo na cabine de controle da mente está se virando para ver se consegue evitar que o navio afunde. Rir? Comer? Amar?! Isso é luxo para quem busca desesperadamente sobreviver. E a gente chora. Ensopa o colo da mãe, que sofre com a gente como só as mães sofrem. Tamanhos marmanjos se abebezando de novo no ninho materno, o único bálsamo que ameniza 0,1% a situação. Mãe é a morfina da alma de quem teve o amor desfeito. O único remédio não remédio. Precisamos terceirizar a mente: Olcadils, Lexotans, Lexpirides, Lex-Lutor… O mundo é um Lex-Lutor com pedras e pedras de Kriptonita nas mãos apontando para nós, super-homens transformados em sub-homens, Popeyes embrutecidos na alma e enfraquecidos no corpo sem o espinafre diário, ido na sacola da feira do amor desfeito, Sansões carecas e raquíticos, Rei Arthur sem Excalibur, Bochecha sem Claudinho…

E a gente chora. Chora até o sol nascer e constatar, consternado, que o choro continua. Chora na hora do Globo Esporte. Chora na Sessão da Tarde. As novelas, cruéis, nos fazem chorar. Chora com a musiquinha do Jornal Nacional. O que me interessa se a febre aftosa atingiu o gado gaúcho? Dane-se! Meu mundo acabando e o William Bonner preocupado com as vacas! E vou votar Não no plebiscito das armas porque preciso desesperadamente de uma arma. A gente chora, então. Para a lua, que, paciente, nos olha e espera que caiamos no sono de tanto chorar. Mais um dia se vai e a gente nem percebe. A vida gira em torno de um só nome: a do amor desfeito. Ficamos absolutamente monotemáticos.

É preciso gastar. É preciso viver a perda. Acabou e a gente não aceita. Queremos saber por quê? Por que o amor se foi? O que deu nele? Onde errei? Mas ele disse que me amava até ontem à noite, puxa vida? O que mudou? Chama o meu amor desfeito aqui! Ele precisa me dar explicações… As explicações…. as explicações não existem e nem fazem diferença, na verdade. O fato é: acabou. Querer explicações é uma tentativa da mente de continuar pensando no amor que se foi. Se foi. Ponto. E levou junto muita coisa.

O amor desfeito não leva somente o corpo que me dava prazer. Leva a alma que passeava de mãos dadas com a minha nos pensamentos dos planos futuros. Leva um pedaço da história de nossa vida que não tem mais volta. Leva o olhar cúmplice que dividia comigo os sentidos do mundo. Estou órfão de prazer. Estou com um amor desalmado, estou hanseniano de história: pedaços meus estão ficando para trás e não posso fazer nada. Estou impossibilitado de dar sentido ao mundo, mundo completamente sem sentido e dispensável.

E a gente chora. Ou tenta, pois a lágrima secou. Passou o tempo. Tem algo diferente. Já não dói tanto. Mas ainda dói muito. De repente, um vaga-lume. Luz? É. Luz.

De repente, saímos do olho do nosso Katrina particular. Respiramos no ritmo novamente. E o amor desfeito? Ah, o amor desfeito… O amor desfeito deixou em nós a lembrança de que é possível amar, de que o amor existe mesmo. O amor desfeito nos fez perceber que devemos viver a certeza da eternidade do amor enquanto durar, como dizia o poetinha, e que para isso é preciso acreditar que a felicidade só é possível com aquele amor específico, o que não é verdade. A gente pode ser feliz com qualquer pessoa porque a felicidade é intrínseca, vem de dentro. Por outro lado, “tudo na vida é frágil; tudo passa”, como retruca Florbela Espanca, a poetisa da dor. O amor pode passar. É uma possibilidade que não queremos, contra a qual lutamos, mas que não podemos desconsiderar. O amor desfeito nos amadurece ao lembrar que a vida é assim: as coisas vêm e vão. As pessoas vêm e vão. É da própria vida, que veio e um dia irá. O amor desfeito pisca para nós e diz: “Pronto, fiz minha parte na tua vida”. Zecabaleirianamente, ele nos lembra que percorreu a parte da sua estrada no nosso caminho.

Por isso não podemos odiar o amor desfeito. O amor desfeito deve ser amado pelo mundo que nos mostrou, pelos espaços que nos abriu, pelos sonhos que desenhamos juntos. O amor desfeito deve ter seus feitos registrados no livro da antologia universal do amor. As coisas ruins, bom…essas esquece! As boas, essas devem ser vividas e lembradas com carinho. Aquela música, aquele perfume, aquele beijo, aquela noite. Como era perfeito aquele amor desfeito. Mas é preciso que um amor se desfaça para que outro se faça. Um outro tão perfeito quanto. Mais perfeito que.

Quando a gente consegue heroicamente sobreviver ao ciclo do amor desfeito, somos capazes de converter a necessidade inegociável da sua presença em certeza inalienável de sua importância para nosso crescimento afetivo e pessoal. O mundo volta a ter sentido. A lua, num quarto-minguante feito para nós, sorri feliz. Aí a gente entende a razão de ser minguante. Ela sorri quando mingua a dor. O sol ilumina o dia e o céu azul lindo, que estava aí e nossos olhos de ressaca não viam. E chega um novo amor. De repente. De surpresa. E o nosso amor próprio, alquebrado pelo amor desfeito, desenganado pelos pessimistas do mundo, brilha de novo. Refaz-se.

Não há palavra no mundo que expresse a certeza de um amor refeito. Só aqueles que já vivenciaram um momento de abertura a um novo amor sabem o tamanho da alegria plena e verdadeira que inunda a alma e nos devolve a vida, à vida. A gente ri para o teto, anda sem rumo de tão feliz, tem vontade de ligar e conversar por horas, dirige pela cidade formosa pensando em gritar a todos que está amando, que não tem vontade de comer, mas tem muita vontade de viver. O corpo se entrega, jogando-se alucinadamente ao novo amor e deixando toda a responsabilidade de pensar nas responsabilidades do mundo lá fora para a mente que, funcionando a todo vapor, diz para o corpo: “Vai fundo! Aproveita! Carpe Diem!”

O chão do mundo novo é ladrilhado, como na canção de roda. Um tsunami de paixão engole a gente. A sensação de querer tudo e mais é atordoante. E a gente ri. No travesseiro, nos colos dos amigos – que reclamam que foram abandonados por nós depois que entramos no templo da paixão, como diz o Chico César. A gente ri no chão, no banho. Todos os gnomos do setor de produção da adrenalina são convocados para o trabalho. Produção total. Parece que não tem fim.

Chegam as pessoas amigas, famílias, parentes, gente de bom coração. Milhares de palavras sinceras, cafunés, ombros. Felizes por nos ver de volta à vida, sem ser na marra, sem saídas, cinemas, shows, bares forçados. Outros fazendo questão de nos lembrar que disseram que fantasma de amor só se exorciza com um amor real, novo, daqueles de dar friozinho na barriga, como o que sentimos ao ouvir o nome do novo amor. Um amor foi refeito.

Quem teve o amor refeito fica sensível a sons, a palavras, ao mundo. Não adianta cem entre cem dizerem para ir com calma. Bobagem. Porque na mente do sujeito que teve seu amor refeito não há menor vislumbre de calma. Só há luz, energia. Só há movimento. As músicas falam de nós. As cores são as favoritas do amor que se faz. Os lugares testemunhas da aposta das fichas de nossas vidas que agora nos olham vibrantes como quem diz: “Aposta tudo!”. Os cheiros entram pelas narinas para levar delicadamente, com sua bruma leve, a imagem do amor refeito. Os rostos se resumem a um só. As novelas falam da gente. Os pagodeiros também. Até o cachorro que late para a gente, late parabenizando o ridículo humano cheio de amor em que nos transformamos. E a gente ri. Os olhos no espelho são os nossos em seus melhores dias. Estão indisfarcavelmente brilhantes. E ainda tem aquela amiga desavisada que nos encontra, sorri e pergunta pelo nosso ex-amor, sem saber que ele está desfeito. Engraçado… a gente nem lembra mais do amor desfeito… Diz que está amando muito uma pessoa especial, dá dois beijinhos, se despede e corre para encontrar o onipresente novo amor.

Com o amor refeito, a central de controle da vida acha o caminho e descobre novas terras. Toda hora é hora de rir, de comer, de amar. Nosso navio singra os mares, potente, firme. E a gente ri. E traz o sorriso para os lábios da mãe, que ama com a gente como só as mães amam. Tamanhos marmanjos se abebezando de novo no ninho materno, ninho perfeito para descansar depois de um dia feliz. O amor de mãe é o modelo da alma para quem quer um amor refeito. Somos super-homens salvando o mundo das maldades. Popeyes fortificados no braço e no coração com espinafre fresquinho, trazido pelo amor novo. Sansões cabeludos, Rei Arthur empunhando Excalibur, Lennon e McCartney em seus melhores dias.

E a gente ri. Ri até o sol nascer e constatar, feliz, que o riso continua. Ri na hora do Globo Esporte. Ri na Sessão da Tarde. As novelas, engraçadíssimas, nos fazem rolar de rir. Coitadas das vaquinhas bonitinhas que sofrem de febre aftosa. Bem que o mundo poderia ser mais perfeito como o meu e do meu novo amor. E não é que o William Bonner e a Fátima Bernardes fazem um belo casal! E quer saber? voto Sim no plebiscito das armas porque sou pela vida. A gente ri e ri. Para a lua, que, preocupada, nos olha e pergunta se não temos medo de desmaiar de tanto rir. Mais um dia se vai e a gente nem percebe. A vida gira em torno de um só nome: a do amor refeito. Ficamos absolutamente monotemáticos. Sentimos até o cheiro quando pensamos no novo amor.

É. De nada adianta querer apressar as coisas. Tudo vem a seu tempo, dentro do prazo que lhe foi previsto, mas a natureza humana não é muito paciente. Temos pressa em tudo. Queremos apressar o rio e esquecemos que ele corre sozinho. Vemo-nos num labirinto e enlouquecemos. Mas um labirinto é a metáfora da vida: a busca louca pela saída nos faz ignorar a beleza dos descaminhos. Drummond dizia algo com que concordo: muito choro é limpeza de alma. E dizia também: “Tem tanta gente esperando apenas um sorriso seu para chegar perto de você”. Basta sorrir.

É preciso fazer com que o cofre de neve que cobre nosso coração, fervente e tropical por natureza, derreta. Então, valeu, ex-amor! Por tudo. Obrigadão e seja muito feliz. Mas dá uma licencinha agora…Venha você aqui pra pertinho, meu novo amor, razão da minha vida. Para sempre. Ou enquanto durar, “posto que é chama”… Devemos não esquecer o poeta para sofrer menos e viver mais felizes.

Sérgio Augusto Freire de Souza

12 de outubro de 2005

38 comentários em “Amor Desfeito é Amor Refeito

    Larissa disse:
    30/11/2008 às 23:51

    Esse texto é demais!
    Muito lindo e me ajudou quando eu estava na fossa tb, hehehehehe….

    Carolina Beu disse:
    01/12/2008 às 01:56

    Olá professor!
    É uma honra ter um comentário seu no Pluralidade! Este texto me ajudou muito também. E sim, o que escreve faz toda a difença. Vou aparecer sempre por aqui.
    Muito obrigada! =)
    Beijos

    Gisele disse:
    01/12/2008 às 03:17

    Ajuda mesmo!!!!!
    rsrsrs
    Abraços

    July Santiago disse:
    01/12/2008 às 14:18

    Bom Dia Professor!
    O seu texto tem me servido como um mantra! Lindo, delicado e ao mesmo tempo tão direto.
    Muitíssimo obrigada!

    Emilie Dwytan disse:
    04/12/2008 às 17:10

    adorei esse texto. [lembrando que não li, mas ouvi na palestra que deu na Semana de Letras da UFAM). nem preciso dizer que me identifiquei com o texto porque isso está na cara!Não posso dizer que estou vivendo um “amor refeito”,mas que seu texto me fez pensar que ainda posso vivê-lo!

    P.S.: gostaria que tivesse sido meu professor ^^

    Mabel Gonzalez disse:
    26/05/2009 às 17:45

    Lindo demais!!Uma cartilha!!!rs

    Sandra disse:
    06/06/2009 às 00:39

    Texto maravilhoso, alucinante, qualquer criatura viva que já passou por isso sabe que é exatamente assim… adoro ler… e sou apaixonada pela escrita… nos meus rabiscos você será fonte de inspiração! Fantásticooooooooooooooo!

    Sandra disse:
    06/06/2009 às 00:54

    Só um detalhe: já repassei pra muita gente esse texto… e tem cerca de uns dois anos que o tenho em maos. Leio sempre que necessário. Certas partes até decorei; ele me conforta!

    re disse:
    01/08/2009 às 14:31

    Minha mãe mandou esse texto pra mim, adoreeeei!
    Estou nessa fase, amor desfeito, mas nada como o tempo pra ter um amor refeito!

    Renato Rostás disse:
    04/10/2009 às 08:33

    Belo texto, um pouquinho maior que os microcontos, mas tão inteligentes quanto.

    Um abraço.

    Denilson disse:
    28/10/2009 às 11:09

    Estou vivendo essa situação, o texto me renova as esperanças, que venha um amor refeito.
    Um forte abraço professor.

    Cyane Lima disse:
    30/10/2009 às 14:10

    Que texto lindo!!!!!

    Assim, acabo voltando para Manaus. Abandono meu mestrado, mudo completamente de área, faço uma nova faculdade e, se tiver muita sorte, acabo sendo sua aluna! Rsssss

    Adorei!!!!

    Luna disse:
    06/06/2010 às 17:51

    mãe é a morfina…
    e como é.
    vou guardar esse textinho e postar no meu blog. tá?

    Carolina Marinho disse:
    08/06/2010 às 20:50

    O começo do texto é totalmente agosto de 2009 pra mim. O final, ainda tô esperando 🙂 Mas, de fato, as lágrimas secam 🙂

    Camila Alves disse:
    09/06/2010 às 16:13

    É… amores que morrem são, realmente, dolorosíssimos. Criam feridas e machucados difíceis de sarar, que às vezes nós até cultivamos, sem perceber.
    Mas o bom de tudo isso mesmo é o aprendizado. Acho que todas essas dores que passamos com os amores desfeitos servem para que saibamos perceber a possibilidade de viver um amor refeito.
    Vamos ficando mais astutos, mas escolados, com o olhar mais atento.
    Né? =)

    Tatiane Freitas disse:
    29/06/2010 às 20:38

    Deve ser a sexta vez que REleio esse texto. Adoro! Traz um Tsunami de lembranças, sensações… que valem a pena serem revividas. Obrigada por escrever, por usar seu talento e assim, despretenciosamente, tocar nossas vidas…as de seus leitores. Beijos!

    Huge Fan!

    Camila Fabbri disse:
    17/08/2010 às 23:02

    Em 2008 eu estava vivendo um amor desfeito e esperando longamente pelo meu amor refeito…e ele chegou esse ano! Ler esse texto é como ler minha história! Mt bom 😉

    Luana disse:
    05/11/2010 às 02:59

    lindo, lindo, lindo.

    Michelle Ataide disse:
    02/02/2011 às 14:27

    Oi Sérgio.. você conseguiu, através desse texto, descrever exatamente como nos sentimos quando temos um amor desfeito.. Mas que cada amor desfeito nos sirva de experiência e deixemos a porta dos nossos corações aberta para um “amor refeito”.
    Parabéns!!

    Danielle disse:
    12/05/2011 às 12:32

    Estou nessa aí … mas mesmo sabendo que tudo passa… dói muito …o texto é bem real .

    Chris Ferreira disse:
    12/06/2011 às 10:20

    Muito bom, Sérgio, como sempre !!
    Parabéns !

    Anne Caroline disse:
    24/08/2011 às 10:37

    Perfeito esse texto, qdo li me trouxe lembranças, me fez chorar, + m fez perceber + ainda q eh so esperar porq realmente um amor novo preenche nossos corações q antes estavam vazios e tristes por causa d um amor desfeito!!!

    Silvia disse:
    01/12/2011 às 23:17

    Dos inúmeros e maravilhosos textos que leio aqui esse é um dos meus preferidos 🙂

    earle jose de andrade rodrigues disse:
    02/12/2011 às 07:31

    Esse texto é excelente! Me vi dentro dele em todos os paragrafos… Fala simplesmente a realidade que vivemos em busca de um amor. abraços tsunami….

    Ana Cristina Q. da Rocha disse:
    03/12/2011 às 08:29

    Gostei primo, se possivel mande p o meu hotmail, preciso enviar p algumas amigas,lembranças!!! cristina.yj@hotmail.com.obrigada!!

    Rafaela Mascarenhas Coelho disse:
    21/12/2011 às 16:35

    Obrigada professor….

    CLAUDIA disse:
    09/01/2012 às 09:41

    NOSSA QUE REALIDADE, MAIS BEM CONTADA!!!PARABÉNS…

    Raquel disse:
    09/01/2012 às 22:48

    Olá Sérgio,

    Olha, após ler seu texto tenho que dizer: O que está fazendo da vida que ainda não virou escritor????
    Seu texto foi incrível, e de fato, o conheci através de um amigo que o encontrou e me enviou devido a minha situação (acabo de terminar um relacionamento de 5 anos). De fato passamos por isso tudo e de fato encontramos um novo amor ao final da jornada (assim espero encontrar novamente hehe ou não, me sinto bem e segura sozinha também 🙂 ). Porém algumas pessoas saem tão machucadas, que preferem guardar raiva ou rancor do ex. Se todos vissem a vida como um grande aprendizado e soubessem que esse processo todo se iguala a um grande resfriado, onde a sensação no momento é ruim, mas passa (como tudo na vida), seria muito melhor. Seria apenas o sentimento de aceitação e compreensão de que a vida é um grande circulo, onde não importa quantas voltas vamos dar, sempre chegaremos no mesmo lugar novamente, porém, mais fortes e determinados, com outros objetivos, metas e amores.
    Um grande abraço e obrigada pela leitura e grande lição de vida.

    Muito sucesso!

    Raquel disse:
    09/01/2012 às 22:59

    P.S.
    Gostaria de deixar aqui também a dica de um livro, que está me ajudando muito a superar tudo com muita serenidade e conformação. Embora tenha terminado meu relacionamento, a vida continua e tudo torna-se aprendizado. Se chama “Só o amor é real” de Brian L. Weiss. Quem quiser ler, pode ter a certeza de que vale muito a pena e que ao chegar no final do livro, obterão muitas respostas das perguntas feitas após o término do namoro. É um livro de fatos reais, é a história de duas almas gêmeas. Para quem acredita e para quem não acredita, vale a pena a leitura. Um abraço á todos.

    Dani Albuquerque disse:
    24/04/2012 às 08:01

    esse texto me ajudou e muito…pq era exatamente o que eu sentia …. e hj estou bem …ainda não apareceu um novo amor… mas a luz no fim do túnel, aliás eu já cheguei ao fim dessa caminhada por este túnel, e hoje estou ótima, quem disse que o amor próprio não é um amor refeito? =D …MEAJUDOU MUITO E ME DEU MUITA FORÇA PRA CONTINUAR E SEMPRE PASSO PARA QUE MEU AMIGOS SAIBAM QUE “TUDO PASSA” APESAR de lutarmos contra não podemos descartar a idéia o “amor pode passar”…

      Dani Albuquerque disse:
      24/04/2012 às 08:06

      é acabei de ver que comentei no tempo da minha fossa no dia 12/05/2011 …(danielle)

    Tânia Varão disse:
    11/05/2012 às 12:32

    Através de minha irmã mais nova fiquei conhecendo você, professor Sérgio, me encantei e fui buscar mais . Primeiro foi o texto “Tão forte, tão perto” e então comecei a devorar tudo que fui encontrando. Sabe professor, o que me encanta mais profundamente nos seus escritos é essa sua capacidade de materializar os sentimentos que eu e muitos sentimos nessa vida. Sou alguém que curte muito música romântica e ao ouvi-las sempre descobria muito da minha história musicalizada ali … os seus textos falam muito de mim, percebo a viagem que você faz dentro de si para expressar através da linguagem escrita, aquilo que muitas vezes eu, pessoa que sente, não consegue expressar. Parabéns por textos tão bem escritos. Tânia

    Cristina disse:
    28/05/2012 às 23:03

    Demais, muito bom…..espelho fidedigno da dor da perda do amor e da exaltação da possibilidade do novo amor… Adorei !!!! Vou roubar alguns trechos (com créditos ao autor, sem dúvida) para explanar em meu face !!!!! Parabéns pela entrega ! Que Deus te proporcione muitos, muitos momentos de amor verdadeiro !!! Ajudar as pessoas a se entenderem, a se fortificarem na fé e na esperança e certeza de novos dias é sempre um trabalho de Amor…..com retorno garantido de felicidade !!!!

    Solange disse:
    16/09/2012 às 21:08

    Já tinha lido seu outras vezes, enquanto estava amando e muito apaixonada.Hoje o gosto da leitura foi bem diferente, pois meu amor foi desfeito.Quero muito internalizar tudo isso e acreditar q a dor vai passar e logo outro amor vai chegar!
    Parabéns e obrigada pelas sábias palavras!

    CLAUDIA disse:
    03/10/2012 às 08:22

    lindo…simplesmente divino,poeta,real e verdadeiro….

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google

Você está comentando utilizando sua conta Google. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s