Soneto da lona

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Traíste-me, em corpo e em pensamento.
Tripudiaste desse meu amor tanto.
Deu-me de beber o desencanto.
Abandonaste-me ao puro desalento.

Minh’alma, um descontentamento!
Fúnebre e triste é o murmúrio do meu canto.
Com o pingar amargo do meu pranto
Afoguei a vida em todo meu tormento.

Que nenhum sorriso falso me procure!
Nem mesmo aqueles bons que um dia tive.
Que não me aqueça aquela velha chama!

Como matar em mim o que ainda vive?
Triste súplica é a do que ser que ama!
A dor perdura, mesmo querendo que não dure…

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Um comentário em “Soneto da lona

    nelson da cunha disse:
    02/08/2010 às 18:42

    Adoro sonetos e o clássico neles presente.A forma sem descuido do conteúdo, o sentimento controlado à moda camoniana. Parabéns. Ainda bem que vim aqui, onde se respira arte pura.

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