Soneto do corte da corte

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Olho a chuva a escorrer nos beirados
Falando em gotas que ninguém entende.
Das suas frases-gotas se desprende
Convite pra magia e pros pecados.

Dos seus contornos d’água delicados
Outro caminho me convida e ascende.
Será que minha alma não aprende
Que o fim nesse caminho é desolado?

Do corpo quente faço o corpo frio,
Pois quero do Vambora o arrepio
Não quero escolhas no fim dolorosas…

Na vida a dois é triste o mistério
Pois dele brota sempre o revertério
Hei de arrancar espinhos dessas rosas…

 

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Um comentário em “Soneto do corte da corte

    Berenice Corrêa disse:
    25/08/2010 às 19:59

    Beautiful! Dear poet…

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