Subindo pelas paredes

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Estou subindo pelas paredes de prazer/Estou subindo pelas paredes com você/ Estou subindo pelas paredes de prazer/Estou subindo pelas paredes com você/Ai, meu Deus, o nosso quarto…/As lembranças de um passado/De um passado que eu não posso esquecer/Ai, meu Deus, que saudade de ocê…/Me dá um beijo? Me dá!/ Me dá um cheiro?/ Me dá!/ Me dá aquele banho que você me deu/ quando a gente acabou de fazer amor/ Me dá um beijo? Me dá!/ Me dá um cheiro?/ Me dá!/ Me dá aquele banho que você me deu/ quando a gente acabou de fazer amor/ Estou subindo pelas paredes de prazer/Estou subindo pelas paredes com você/ Estou subindo pelas paredes de prazer/Estou subindo pelas paredes com você/ Estou subindo pelas paredes de prazer/Estou subindo pelas paredes com você/ Estou subindo pelas paredes de prazer/Estou subindo pelas paredes com você…

Estava pensando na gente. Quando a gente se entregava aos tórridos amores. Não tinha hora, lugar, pudores. O mundo lá fora virava outro mundo. O nosso era só nosso, nossas leis, nossa falta de regras. Esse desvario de corpos alucinados nos fazia subir pelas paredes de prazer… eu e você… Duas osgas lascivas, minha boca manchada do seu batom Grape…

Cada lugar com sua história. Vestígios de amor nos nossos lençóis… Ai, meu Deus, o nosso quarto… quantas histórias registradas pelas quatro paredes ruborizadas pelo testumunho de nós. Sodoma, Gomorra, nossa masmorra…  Presos pelo cheiro de nós dois rasgando os lençóis, enrugando tapetes, rangendo cadeiras… Aquelas cenas estão presas à minha memória de forma tão emaranhada que é impossível deslindá-las do nó em que se meteram… Ainda vejo aquela sua tatuagem azulada com as iniciais do seu nome. Eu acho que eram as iniciais do seu nome. Não importa…Que saudade de você…

Ai, que saudade daquele teu cheiro! Quando beijava teu pescoço, me entorpecia com o aroma do teu corpo, único, estonteante… Kolene… Isa…Ou era Toque de Amor? Ah, eu  queria ser aquela tua Minancora, colada em seu suor … hummm… Me dá um cheiro! Me dá… Revive aquele tempo bom! Nosso momento, um Lázaro particular que merece ressuscitar, merece viver para morrer de novo, sempre de amor, sempre de amar… E depois de fazer amor, aquele banho… água, mãos, partes de nós, tudo se misturando… E a gente subindo pelas paredes. De  prazer… eu subindo pelas paredes. Com você… E o barulho do ventilador de teto frouxo a embalar a nossa dança corporal… Mas acabou.

Hoje vivo, triste e imóvel, no subsolo do Edifício Amor. Mas em meus pensamentos, subo pelas paredes toda noite…

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Um comentário em “Subindo pelas paredes

    Raquel Marques disse:
    13/02/2011 às 05:55

    No pézinho dela tem até a marca do sol causada pelo chinelo. Ela está sentada entre telhas mas, para o seu amor, tem o mesmo efeito de quem está entre travesseiros do Emiliano.
    Somos todos iguais.

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