Soneto do dia seguinte

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Hoje os pássaros não bateram asas
Nem cantaram sua mais bela melodia.
Nem se abriram as janelas das casas
As flores também não, em rebeldia.

Hoje os peixes se recusaram a nadar.
E os bebês decidiram não sorrir.
As marés se aquietaram no mar,
Só as lágrimas não pararam de vir…

Hoje a sineta ficou bem silente,
E, insistente, repetia à mente,
Que sentido (nenhum!) não fazia…

Junto a ela, com a voz embargada
Uma grande tristeza engasgada
Contemplava a carteira vazia…

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Um comentário em “Soneto do dia seguinte

    IZABEL disse:
    08/01/2012 às 08:06

    Adorei o poema … N conhecia esse poeta … Muito bom!

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