Ótica VEJA: um case para não esquecer

Postado em Atualizado em

Eu tenho mil defeitos, como todo mundo. Mas tenho um virtude que, imodestamente, reconheço. Sou uma pessoa extremamente paciente com adversidades, sejam elas quais forem. Quem convive comigo sabe que perder o humor e a paciência é algo muito sazonal para mim. Raro mesmo. Coisa de minha vó, que sempre dizia: “O tempo é o senhor da razão”.

Por vezes, no entanto, a paciência se esgota porque vê seus limites testados. Por isso divido isso como vocês, de pavio mais curto, para que não queimem suas raivas com uma empresa que presta um serviço de péssima qualidade. Estou falando da Ótica Veja. Vou compartilhar a história com você, que me lê, para que faça você juízo de valor do atendimento prestado. Será que estou exagerando?

Uso óculos desde os 14 anos. Estou com 43. Os óculos já fazem parte da minha personalidade. Chego a tomar banho com eles, às vezes. Como a idade chega para todo mundo, minha vista começou a ficar cansada e minha miopia, estabilizada há anos, resolver fazer um upgrade no grau. Fui ao oftalmologista, Dr. Diego, que me atendeu muito bem na Clínica Vision e constatou o que eu já desconfiava.

Com a receita em mãos, fui a quase todas as óticas do  Manauara Shopping para fazer um levantamento de preços. Como fazia anos que não mandava fazer óculos, assustei-me com os preços. Nós andamos praticamente com um notebook ou um bom tablete no rosto… Mas é saúde e saúde não tem preço.

Em todas as óticas que fui, recebi anotado em um papel o orçamento e as condições de pagamento. Aí entrei nas Óticas Veja. E tal qual Alice, entrei em outro mundo. Mas não um mundo das maravilhas, mas um planeta do descaso, desrespeito  e, talvez, má fé (o “talvez” é a minha boa fé nas pessoas e no mundo que ainda insiste aqui).

Fui atendido pela vendedora Patrícia. A moça é um jaguar. Excelente vendedora, reconheço. Acredito que é capaz de vender Bíblias no inferno. Com filas para comprar. Fui muito bem atendido e ela me convenceu de mandar fazer meus óculos e mais um par de lentes adicionais para colocar na minha armação atual, de backup. Em meio a sucos e picolés, que fazem a compra parecer mais agradável, fiz uma compra de R$ 1700,00, que paguei no cartão de crédito. Isso era dia 04 de outubro. “Como a lente é trabalhada de forma especial”, teria de esperar até dia 31 de outubro. Paguei, deixei minha receita lá e limpei o picolé da boca. “Não precisa ligar”. Assim que estivessem prontos os óculos, a loja me ligaria. Desencanei. Fui viver meus vinte últimos dias de dores de cabeça e vista cansada.

Chegou dia 31 de outubro. Nada. Ninguém me ligou. Eu liguei. A moça que atendeu disse que os óculos só estariam prontos na quinta-feira, dia 03. Fico meio chateado com essa falta de monitoramento de datas de entrega em serviços. Não tenho formação em engenharia de produção, mas será que é tão complicado acompanhar isso? Uma simples planilha no Excel daria conta. Enfim. Dia 03 fui lá.

Depois de quase vinte minutos depois de ter entregue o papel com a identificação e depois de dois picolés, a moça trouxe os óculos. As lentes eram bem maiores do que as da armação original. O meu rosto ficava igual ao do Mr. Magoo. Achei estranho, mas creditei isso ao tipo de lente. Como a progressiva traz as configurações para longe e para perto, deixei quieto, mas inquieto com a cara de cientista louco que aqueles óculos macetas me deixavam. Deixei minha armação velha para colocar as lentes reservas.

Antes de sair, recebi um conselho inusitado da moça. “Seu Sérgio, o senhor está vendo esse paninho aqui que vem com os óculos?” Pensei em dizer: “Muito mal. Está tudo embaçado, né? Estou sem óculos…”. Mas minha educação não deixou. “Sim. O que que tem?”. “O senhor não pode limpar os óculos com ele. É só para embrulhar na caixinha”. Confesso que em décadas de usuário de óculos, essa era primeira vez que eu ouvia que paninho para limpar óculos não podia limpar óculos. “Por quê?”. “Porque senão arranha a lente”. Sorri.

Quando sai fantasiado de Magoo pelo shopping, percebi que olhando para cima à direita, a vista embaçava. Primeira reação: limpar os óculos. Mas parei com medo de usar o paninho. Olhei bem e vi que a lente trazia um defeito de fabricação. Um embaçamento de fábrica com arranhões no canto superior direito da lente esquerda. Voltei à loja.

“Moça, essa lente está com defeito”. “É assim mesmo”. “Não, moça, está com arranhão, ondulada e embaçada”. “É porque o senhor não está acostumado com ela”. “Não. Ela está com defeito. Quero que mande fazer outra”. “A gente pode até mandar, mas vai demorar mais vinte dias”. Ela falou num tom de pegar ou largar com uma espera de mais um mês. Eu larguei. “Não, quero que conserte. Eu espero”. “Outra coisa, cadê o certificado de garantia? Varilux tem certificado”.  “Ah, eu vou providenciar para o senhor”. Saí dali com meus óculos velhos, frustrado e, confesso, um pouco irritado, com a situação. Cheguei em casa e pensei melhor.

Decidi cancelar a compra. Como estava participando de um evento acadêmico na manhã seguinte, minha mulher ligou e falou com a Patrícia, a Sílvio Santos da ótica. A Bia falou que eu não queria mais e que era para cancelar a compra e deixar tudo preparado porque eu passaria lá para desfechar o negócio. “Ah, não sei se vai ser possível, dona Fabiana”. Como não, Bial? A Bia soltou as tamancas e a conversa terminou com a vendedora pedindo para eu passar lá, num tom de “deixa ele vir aqui que eu convenço ele”. Como sou bonzinho, a Bia ficou com medo de eu ser convencido. Mas bonzinho quando se invoca se invoca mesmo. E eu estava invocado.

Não sou advogado. Mas não sou leso quanto às leis. Código do Consumidor, Artigo 20, neles. Fui à loja.

“Olá, Patrícia. Minha mulher ligou pedindo para você providenciar o cancelamento. Providenciou?”. “Oi, seu Sérgio. Ligou, sim. O senhor quer um picolé?”. “Não, obrigado. Quero um estorno. Pode ser?”. “Seu Sérgio, deixa eu lhe falar…”. Eu deixei. “Realmente sua lente veio com defeito, mas nós já mandamos consertar. Meu gerente tentou ligar para o senhor de manhã, mas o senhor não atendeu”. “Verdade, estava trabalhando”.  “Pois é. Ele queria falar com o senhor para lhe fazer uma proposta. Ele vai lhe dar de graça um armação para as suas lentes sobressalentes, que vão ficar prontas imediatamente, pro senhor não ficar sem óculos. Não é legal?”. “Não. Eu quero o cancelamento e estorno. Grato”.  “Então deixa eu ligar para o gerente”. “Ok. Tem picolé de coco?” Eu a ouvi conversando com o gerente. “Estou aqui com aquele cliente. É. Pois é, mas ele está irredutível”. Eu estava. “Seu Sérgio, o senhor pode falar com o gerente geral aqui no telefone?”. “Posso”.

O gerente: “Olá, seu Sérgio, eu sou o Gerente Geral. Fui eu que liguei pro senhor de manhã e o senhor não atendeu. Seu Sérgio é o seguinte: sua lente veio com defeito mesmo. A gente sabia. Nós lhe entregamos assim para o senhor não ficar sem os óculos enquanto providenciamos a outra”.  “Engraçado, ninguém me falou que os óculos eram provisórios. Se eu não volto para devolver, ia ficar por isso”. “É porque a moça que lhe entregou não sabia”. “Então vocês têm um sério problema de comunicação interna…”. “É verdade, seu Sérgio. Eu reconheço isso. Mas olha. O erro é nosso. Eu reconheço”. Eu não estava disputando o erro. Eu sabia disso. “Deixa eu fazer uma proposta. Eu lhe dou uma armação grátis e ponho suas lentes sobressalentes nele. Aliás já está aqui, quase pronto”. “Obrigado. Sua vendedora já me fez a proposta e não me interessa. Perdi a confiança”. “Não, seu Sérgio, me dê uma chance”.  A última pessoa que tinha me pedido uma chance tão chorosa tinha sido a Mara Rúbia, quando eu terminei o namoro com ela, aos 16 anos. “Olha só”, disse eu, “você é o gerente, então você sabe as minhas opções pelo CDC, né? Estou querendo a mais simples. O cancelamento da compra e o estorno”. “Não, seu Sérgio. Veja. Eu trabalho nisso há muitos anos, vim de fora de Manaus, batalhei para chegar onde cheguei”. E passou a desabafar sobre sua trajetória. Eu ouvi.

“Olha só, eu entendo sua posição de gerente. Você faz óculos e vende. Eu compro óculos há anos. Perdi a confiança na loja. Você cancela minha compra, estorna meu pagamento e segue a vida. Sem traumas”. “Seu Sérgio, não tem nada que eu possa fazer? Qualquer coisa”. Se fosse mulher, dava para suspeitar de assédio. Eu disse, calmamente. “Não, obrigado”. “Um par de óculos de sol?”. “Não, obrigado”. “O senhor está irredutível, né?” “Sim, estou. Você pode autorizar o responsável aqui a cancelar a compra?”. “Tá bom, seu Sérgio. O senhor é quem sabe”.  Era eu quem sabia mesmo da minha decisão. O gerente falou com  a vendedora e mandou que efetuasse o cancelamento.

Demoraram um tempinho para achar o bloquinho com o formulário do cancelamento. De repente, a verve arrebatadora da vendedora virou um desânimo entristecedor. Preencheu-se o formulário, eu assinei. A vendedora pediu o meu recibo. Como o recibo de compra é prova em caso de litígio, pedi que ela tirasse uma cópia. Ela disse que não tinha como. Ok, eu tiro. Saí da loja, tirei a cópia e deixei a cópia lá. Solicitei que ela pedisse de volta a minha receita porque teria que mandar fazer os óculos. Ficaram de me ligar na segunda para falar do estorno, que ainda ia dar uma volta “no financeiro”.

Na segunda liguei, já que não me ligaram, como de costume. Perguntei pela minha receita e pelo estorno. “O senhor pode vir pegar a receita. Quanto ao estorno, o financeiro ainda não deu retorno”. “Ok. Vou passar para pegar a receita”. Meia hora depois… “Alô, seu Sérgio. Patrícia. Seu Sérgio, houve um engano. A receita que veio não era a sua. A sua vem só amanhã, tá?” “E o financeiro?” “Nada.” “Amanhã então eu passo aí então”, desliguei meio chateado.

Amanhã é hoje, quando escrevo este texto. Acabo de receber a ligação da Patrícia.

“Alô, Seu Sérgio? Olha, o financeiro está resolvendo seu estorno”. “Que bom, né, Patrícia?”. “É, mas aconteceu uma tragédia, seu Sérgio”. Fiquei com medo, confesso. “O que foi?” “Nosso office boy foi assaltado no Centro e levaram tudo dele. Inclusive a sua receita. Mas não tem problema! O senhor pode pegar uma segunda via no seu médico”. Deu vontade de soltar um palavrão, confesso. Mas mamãe me disse que a gente deve ser educado sempre. Eu ouço a minha mãe. “E agora, Patrícia?”“Agora… não tem jeito…”.

Enfim, quarenta dias depois, sem os óculos, receita extraviada, pagamento não restituído. Sei que essa história não terminou. Sei que ainda vou passar mais raiva com a Ótica Veja. Por isso, compartilho com você, peço que divulgue isso para sua rede de contatos para que outras pessoas não sejam vítimas em vez de clientes. Só o que vi até agora é uma venda agradável e uma pós-venda dos infernos. Falta de profissionalismo generalizado. Uma desorganização monumental. Histórias desencontradas que tomam o cliente como um ingênuo abestalhado.  Limpar os óculos com paninho pode, claro, arranhar uma lente já arranhada, certo? Senta lá, Cláudia!

O picolé da Ótica Veja é gostoso. Mas dá um ressaca danada. Evitem.

26 comentários em “Ótica VEJA: um case para não esquecer

    Karen Tatiana disse:
    08/11/2011 às 12:21

    Uma vez pedi a meu pai que pagasse uma parcela pra mim e debitaram uma parcela repetida! E quando fui reclamar tentaram me convencer de todos os jeitos que era eu quem estava errada!

    Felipe Fonseca disse:
    08/11/2011 às 12:26

    Professor,
    Meus últimos óculos foram feitos lá, não na filial do Manauara Shopping e sim na do Centro. É incrível como a empresa se transforma na pós-venda mesmo: os meus sofreram atraso de duas semanas, sendo que o meu anterior havia quebrado antes da compra dos novos, fora o aborrecimento de ligar todo dia esperando uma resposta.
    Picolé por picolé, melhor o dos picolezeiros do ônibus.

    Ana Kely Mendes disse:
    08/11/2011 às 12:31

    É professor….esse povo ta acostumdo fazer isso….
    Fizeram com minha mãe ..tadinha…minha mãe idosa….foi comprar sozinha…..já viu né…
    A briga foi feia!!!
    Por isso eu compartilho sim….
    E digo …ta mas que na hora da população limpar, desembaçar as lentes….e arrancar a mordaça….
    e parar com essa revolução silenciosa, …
    O povo deve se ingnar sim…..
    O povo ta muuuito quieto….

    Nara Luz disse:
    08/11/2011 às 12:40

    Coisas do MARKETING: Vamos conquistar o cliente com picolé, refrigerante, suco, bandas de forró… e assim eles caem na nossa rede!!!

    anapaulafreirena Paula disse:
    08/11/2011 às 12:41

    Vai na sessão Defesa do Consumidor do Jornal O Globo e denuncia esses caras.

    Márcia Rebeca disse:
    08/11/2011 às 14:27

    Eu uso óculos há uns 20 anos eu acho… e meu último eu fiz na dita cuja Ótica Veja. NA hora da compra o atendimento é lindo, você nem percebe que tá deixando mais de 1000 reais por lá.
    Fiz no crediário da própria loja, ou seja, todo mês tenho que dar as caras por lá, pelo próximos 5 meses.
    No primeiro vencimento fui lá e tive que voltar mais duas vezes porque estavam sem sistema. Na terceira vez, muito chateada recebi como resposta que a máquina de débito estava quebrada. Me dirigi pacientemente a outra loja e esperei por pelo menos 20 minutos as moças do caixa ensinarem uma outra a operar o sistema. “Quer uma água?” elas insistentemente perguntavam como se a minha cara fosse ficar mais simpática. “Não, quero pagar minha conta” eu respondia com o resto de delicadeza que a paciência ainda não tinha comido.
    E assim essa loja vai… no padrão Manaus de atendimento.

    Paulo Medeiros disse:
    08/11/2011 às 14:33

    Professor, o senhor é um santo! Já teria explodido!!!
    Pelo menos o picolé era da massa!!rsrs

    Vanessa Marruche (@luadosolzinho) disse:
    08/11/2011 às 14:55

    É lamentável, sua situação. Também uso óculos desde cedo, lá por volta dos 10 anos de idade. Troco de óculos a cada dois anos mais ou menos e, como você bem lembrou, o valor que pago daria mesmo pra comprar um notebook e um bom tablet. Mas não economizo com óculos porque quase não enxergo sem eles.
    Como disse a você no twitter, sou cliente antiga da ótica avenida e, sinceramente, nunca precisei ou tive vontade de procurar outra loja porque sempre fui bem atendida. Os prazos são cumpridos e quando algum imprevisto acontece, eles ligam avisando. Os últimos que mandei fazer lá há pouco mais de um ano, levaram em torno de 20 dias pra ficarem prontos também (peço pra tratarem as lentes com tudo que tenho direito), mas fui avisada na loja de todos os procedimentos. O certificado de garantia sempre vem com os óculos. Como meu oftalmologista, Dr. Paulo Magalhães, atende no Millennium, onde fica a ótica, eles mesmos levam os óculos ao consultório pro médico conferir as lentes.
    Uma vez, pela falta de costume com o grau novo, achei que uma das lentes tava com problema. Tava enxergando meio embaçado. Voltei uns dois dias depois e deixei o óculos pra trocarem as lentes. Acabou que era o grau mesmo. Mas a troca foi feita sem dor de cabeça.
    Acho importante partilhar as boas experiências, por isso falei da minha. Lá eles não servem picolé, mas pelo menos a água e o cafezinho deles não dão ressaca. =) Espero que a situação do seu estorno termine bem e em breve tudo esteja resolvido. Boa sorte na próxima compra.

    Bianca Abinader Gavinho disse:
    08/11/2011 às 17:54

    Conclusão: vc realmente é muito paciente! Pq se fosse eu, olha….

    Danna Valente disse:
    08/11/2011 às 18:00

    Sérgio, o “padrão” Manaus realmente deixa a desejar… E parece que outros segmentos aderiram… Você já experimentou comprar em sites de compras coletivas? Um casal de amigos meus comprou dois rodízios de pizza. Ao chegaram na pizzaria para a hora do “vamos ver”, a atendente que os recebeu, perguntou: “É rodízio de compra coletiva? Então vocês sentam lá fora.” Lá fora é no calor, diga-se de passagem! E a pizzaria estava vazia! Outro casal comprou dois pratos de bacalhau em compras coletivas. Já no restaurante, escolheram no cardápio e quando o pedido chegou, parecia prato de sobremesa. Totalmente diferente das fotos tanto do site de compras quanto do cardápio do restaurante. Eles questionaram o garçon e ele se limitou a dizer “o prato que vendemos no site de compras coletivas é este mesmo que vocês estão desfrutando. O outro, é o prato normal, com preço do cardápio”. Detalhe: preço do site: R$ 15,00, preço do cardápio R$ 70,00. Então tá! Não é promoção! O pior, Sérgio, no meu entendimento, é o marketing contrário que essas empresas que não respeitam os clientes fazem. O prejuízo não é só nosso…

      lucidalva disse:
      21/10/2012 às 07:32

      tenho otica tbm e ha essas lentes q sao fabricadas ultimamente realmente deve se limpar com lenços bem macios aqueles vendidos em farmacia
      por serem lentes em resina ,e nao de vidro, q podem ser limpas com tecido

    Tatiana disse:
    08/11/2011 às 19:00

    Eu já nem pesquiso mais. Independente do preço só faço meus óculos na ótica avenida. Tive problema com a ótica veja e minha mãe com a ótica Diniz.
    Já na ótica avenida, quando uma armação não deu certo de jeito nenhum, eles fizeram a troca imediatamente, devolveram o valor que paguei pela outra armação já que a nova armação tinha um preço mais em conta e os óculos ficaram prontos no final do dia!

    Jorge GhostWriter Cativo disse:
    08/11/2011 às 21:56

    Se eu contar que história parecida aconteceu comigo e com o óculos a dor de cabeça aumentou e a visão é ainda pior …. 750 reais perdidos que pagos em 3 vezes me fizeram esperar quase um mês até que resolvesse chutar o pau da barraca na Ótica veja da Getulio vargas

    Marlice Cris disse:
    09/11/2011 às 15:51

    Se eu fosse o dono da òtica Veja largaria mão do ramo dos óculos e lançava uma fábrica de picolé kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk.

      Professora Janemar disse:
      09/11/2011 às 21:50

      Já passei por situação desagradável na Ótica Veja da Getúlio Vargas em 2005
      Encomendei um óculos de sol com grau e quando recebi o mesmo estava danificado. Fui com meu marido ele percebeu o defeito na armação. Passaram caneta permanente para esconder o arranhão na armação. Voltei lá, reclamei e fizeram a troca. Mas confesso que fiquei decepcionada e depois disso nunca mais pisei lá.

    silvia disse:
    09/11/2011 às 21:38

    Eu também já fui cliente da loja, ou fui vítima? bem, tive que dar uma de maluca, gritei e exigi que o óculos me fosse entregue antes de minha viagem, mais ou menos uns quinze dias. Quando chegou, também veio com defeito (armação), mandei trocar, mas não autorizei mais alguns dias,como disse anteriormente me fiz de maluca e troquei por outra armação na hora. Conclusão: Meses depois precisei mudar as lentes, só que escolhi fazer na ótica de uma amiga, escolhi a armação, escolhi o tipo de lente e recebi o óculos em dois dias e por um preço ótimo. Detalhe: Sei que tudo leva tempo, até entendo, mas depois de esperar tanto, ainda temos que aguentar o defeito? Prof. Sérgio, entendo o que sentiu…

    @daniellsantana_ disse:
    10/11/2011 às 02:40

    “Mas bonzinho quando se invoca se invoca mesmo PARCÊRO. // E eu estava invocado”. (Sérgio ‘Nascimento’ Freire)

      Renato Alexandre disse:
      25/11/2012 às 08:01

      Caramba!! acho que vou iniciar o mesmo calvário que vc porém, devido seu depoimento ja vou mandar cancelar a compra direto e pegar o dinheiro de volta.
      Ótica Golden Mix tudo isso colocado por vc da vendedora um avião etc… Eu queria uma boa armação, uma boa lente slicieti a varilux com 3 tecnologia inclusa Transitions, anti reflexo crizal e optifo antie-mbaçante preço da brincadeira toda R$ 1.600,00 fazer O que? Paguei R$ 400,00 e dividi o restante em suaves kkkkkk Uma semana peguei o bendito óculos diferente do meu anterior pois esse novo é multifocal, até se acostumar bem resumindo acredito que eles não colocaram o anti-embaçante pois no papel tbm não veio especificado e devido minha surpresa ao parar em uma barraquinha de milho verde e o cidadão ao abrir a panela!! pronto não vi mais por… nenhuma lá se foi o anti-embaçante kkkkkkk liguei pra ótica e ficou de eu retornar lá para verificar o problema, farei o mesmo que vc.

    Junior disse:
    10/11/2011 às 16:44

    Sergio, qual ótica veja foi que aconteceu?

    Temos que falar onde não é bom o atendimento, pós venda etc.

    Aliás algumas lojas parecem que não sabem o que é pós venda.

    Dizem que tem que falar com o gerente para ver como vai resolver.

    Outra loja que não é boa é a AJL (aquela que vende ar condicionado da Westinghouse) e a empresa de instalação G refrigeração.

    Filipe disse:
    14/11/2011 às 05:18

    que situação hein!

    Prof. Elias Santos Junior disse:
    21/11/2011 às 23:37

    Eu que sou grosso nem teria falado com o gerente….antes disso eu teria chutado o balde com a vendedora

    Dr. Caio disse:
    02/12/2011 às 22:36

    Sergio nao sei se choro da sua historia ou se me acabo de rir, pq seria cômico se nao fosse trágico pro seu lado. Mas, valeu a historia. te aconselho a Otica Avenida, me entregaram na data certa..

    anita azevedo disse:
    20/05/2012 às 14:55

    Um dia fui a otica avenida e a moça fez toda a documentação e eu disse a ela que o meu convenio era da empresa x e a propria empresa era conveniada com uma certa instituição a qual ela financiava, moral da historia o convenio so estava funcionando para a dita instituição, então no outro dia a moça liga para mim e diz que eu teria que pagar os óculos por que as lentes já estavam prontas e no momento não havia convenio com a empresa x ,pois a culpa era minha pois eu deveria ter dado a informação correta, ora se ela estava com a listagem das empresas e no momento ela mesma fez as observações e eu sou a culpada? , e ainda disse que o meu nome ia pro spc sem ao menos eu ter posse sobre os óculos , eu a ignorei e simplesmente a auxiliei p verificar a lei e nunca mais voltei neste lugar.

    Mara Rubia Arirama disse:
    07/05/2013 às 23:08

    O relato foi muito bem redigido e, confesso me compadeci de sua saga, mas ri horrores com o trecho seguinte: (..)”A última pessoa que tinha me pedido uma chance tão chorosa tinha sido a Mara Rúbia”
    P.s:não sou eu rsrs

    Ivens disse:
    13/08/2013 às 10:07

    Rapaz, adorei seu texto. Moro em Manaus há 1 ano e o que não me falta é história de decepção com o comércio e a prestação de serviços daqui. Recentemente fiz meus óculos e os da minha esposa na Ótica Avenida e, apesar de o atendimento ter sido muito bom (pela Déia, da loja do Shopping Amazonas) e rápido (os óculos chegaram em 3 dias), vieram também com alguns defeitos. Acredito que tenhamos de ajustar ambos, o meu par e o dela. O dela, pelo menos, com certeza, pois lhe é desconfortável e causa dores de cabeça.

    Seu texto me dá uma prévia do que terei de enfrentar a partir de amanhã, e que já conheço bem. Mentiras, atrasos, mais mentiras. E mais um tempão sem óculos novos. Lá vamos nós. Pelo menos também nos consultamos com o Diego, que acredito ser o mesmo médico que você citou, da Vision, e do qual gostamos muito.

    “Ok. Tem picolé de coco?”.

    Emilio Garcia disse:
    07/05/2014 às 10:56

    Senhor Sergio, Muito interessante a sua história e realmente vejo que a ótica cometeu vários erros aí. Não tenho nada com a ótica Veja, nem se quer a conheço. Mas já que o senhor expôs publicamente sua história, acaba dando o direito de descordarmos dela. E quero lhe dar um feedback amigo, pela riqueza de detalhes que relata, acho que se o senhor tivesse aceitado o produto que comprou já teria ficado satisfeito a muito tempo e não teria passado por nenhum outro transtorno. Entendo que o senhor tenha sido inflexível, pois não entende como é o processo de fabricação de uma lente. Se você tivesse comprado um carro e ele desse defeito, eu duvido que tentaria cancelar até a providência do reparo.
    Acho que o brasileiro está muito mal acostumado com sua cobrança de direitos de consumidor e na parte onde somos mais lesados, não cobramos nossos direitos. Você paga plano de saúde, porque o seu direito a saúde não é respeitado, você paga escola para seus filhos, porque seu direito a educação não é respeitado… Mas das empresas privadas que rompem uma puta barreira para empreender, para gerar emprego, formar uma boa profissional para lhe atender.. Em fim… Nada de pessoal.. Apenas um desabafo pois só enxergamos o que queremos.

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s