Incessante Busca

Postado em

“Quando se espera do calmo lago a tranquilidade, vem o vento da vida soprando as novas direções. Nossa vida, supostamente assentada, vê-se novamente num processo de reacomodação. Vem a pergunta da língua inquieta: por quê? Por que o frio desliza por meu corpo, assustando-me com as perspectivas que vêm à mente, por mais que tente evitar, alegra-me o coração, faz-me rir sozinho, gargalhar na alma? ‘Mas é tanta vida pra mudar!, argumenta um eu admirado, em vão, já que não aceito para mim senão a felicidade. Ver teu sorriso, o brilho no teu olhar alumiando o meu, já meio apagado de mundo, mas com forças bastantes para te admirar. Ficar perto. Encontrar o que já claramente achei. Como tudo isso é parte de um desejo que se sustenta doidamente a cada segundo que tic-tac-teia no inexorável relógio da vida. Busco fórmulas que expliquem tudo. Em vão. Pretextos pra ti. Atravesso os sentidos inenarráveis da linguagem com a te dar pistas, como a cantar meu grito silencioso. Em vão. Pretextos pra mim. Fico, a cada visão de ti, no meu silêncio querente, no meu olhar cansado que grita para ti: ‘Eis-me!’ Onde reverberará o eco? Onde estará o teu dizer: ‘Eis-nos!’ E em silêncio – sempre o silêncio, pouso dos que amam -, nas suas diversas formas, te buscarei sempre. Porque o sempre é minha meta pra ti. Dá-me um sinal, um mero sinal, que te dou uma vida. Completa.”  SF

Anúncios

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s