L15, 11-32

Postado em

“Não sabia explicar a sensação do reencontro. Buscou em vão adjetivos que o descrevessem. A dificuldade talvez indicasse que o acontecimento era de fato para ser vivido e não nominado. O tempo por muito pouco não o fizera esquecer daquela sensação de acolhimento, de consolo, de paz. Reviveu um sopro de certeza de que tudo, ainda que aparentasse o contrário para os olhos desacostumados, tudo daria certo pelo lastro, lastro esse que lhe foi ensinado em tardes de sábados de sua infância. O barulho à sua volta tornou-se um silêncio grandioso quando seus olhos fecharam. A música foi invadindo a sua alma, iluminando os cantos escuros e mofados, dando-lhes o viço que outrora ali habitava e aspergia paz. Sentiu a presença dos seus ali com ele, dos seus de todos os tempos. Uma lágrima caiu em seu rosto, lavando-lhe a tristeza e lhe dando a certeza de que ali sempre foi um dos seus lugares fundamentais. Havia andado longe dali, pródigo em muitas coisas, mas abatido no sustento basilar. Estava de volta para constatar que há amores que sempre velam por nós. Sempre. Mesmo quando quase esquecemos deles…” SF

Anúncios

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s