Saudade

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É tão injusto quando as pessoas que amamos são arrancadas de nós pelos arranjos, rearranjos e desarranjos da vida. Pessoas que queríamos abraçar, beijar, sorrir juntos. Ainda que saibamos da impossibilidade de fazer isso todos os dias pelas contingências da vida de cada um, queríamos que elas estivessem sempre disponíveis para suprir nosso desejo quando ele reclamasse por elas. Pessoas queridas que se vão e são separadas de nós por muros construídos por motivos que nos escapam e nem nos dizem respeito. Com cada carreira de tijolo subida pelo tempo, elas ficam mais distantes, com mãos difíceis de serem alcançadas, com seus cheiros sendo levados pelo vento de outros lugares e paisagens. A ordem natural das coisas lhes queria coladas ao nosso peito, mas o mundo nos diz “não” por várias razões. Meus olhos se enchem de lágrimas quando a mente me traz a imagem dessas pessoas, com suas memórias e momentos que dividimos e que, agora, não mais podemos. Perder seus cotidianos é duro. Mas elas serão sempre parte de minha vida, ainda que levadas fisicamente para longe. Elas sempre terão morada em meu coração e no meu afeto porque deles nunca saíram e nem sairão. O vai-e-vem da vida machuca a gente, cruel como um cossaco russo. É preciso aprender a (con)viver com isso para não morrer em vida. Porque saudade dói fisicamente, arde os olhos, murcha a alma…

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