(Des)limite

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“Enquanto era só ele, ele segurava. Deixava-se para depois em tudo porque assim tinha de ser. Sua dor anímica afetava sua concentração, seu trabalho, suas vontades. Chorava apenas no chuveiro, para ninguém saber e para ter as água do banho como álibi caso fosse flagrado. Mas estava tudo dentro das cercanias do seu eu. Por isso tinha segurado até então. Sim, ele chorava. Chorava não porque era fraco, mas porque não conseguia mais ser forte. Sabia que tinha de colocar a máscara de oxigênio primeiro em si, pois precisava estar são para cuidar de todos. Mas chegou ao seu limite. Dali em diante não sabia mais como agir. Ver faltar o que nunca faltou aos seus era como ter cravado no meio do peito uma estaca que lhe sangrava a impotência para lidar com os fatos. Quis chorar então. Mas até as lágrimas lhe faltaram…” SF

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