Entre iguais

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“Primeiro as sensações lhe incomodavam pelos sentidos depositados pela religiosidade. Melhor não lhes dar palco e deixá-las quietas. Mas escondido na gaveta da individualidade, o reclacado reclamava seu retorno. Queria ser e só se é à luz do dia. A infelicidade começara a brotar e precisava ser podada pela tesoura do desejo e pela liberdade dos quereres. Ela, então, abriu-se em flor. Grilhões e amarras explodiram em cacos que lhe deram a identidade. Entregou-se ao desejo do seu amor , tão verdadeiro quanto os amores normalizados pela sociedade. Mais verdadeiro até, por suposto, porque tinha que ser duplamente espesso tanto para se dar para uma igual como para se defender da hipocrisia dos falsos amores normais que inundam as ruas, as cidades, o mundo. Tinha, no entanto, a solidariedade dos amores verdadeiros, em todas as suas combinações. Os amores verdadeiros querem outros amores verdadeiros. Qualquer um, desde que verdadeiro. Supurar e superar. Ou separar. Era essa a encruzilhada dos dois caminhos lógicos albergando sua felicidade e sua infelicidade, respectivamente. Uma questão de vogais. Uma questão de prefixo. Uma questão de felicidade.” SF

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