Impermanência

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“Acordou cedo. Decidiu caminhar até o riacho. Chegou lá à frente do sol. Sentou na pontezinha de madeira, pôs os pés na água e pôs-se, ao mesmo tempo, a pensar. Viu a água a lhe lamber os pés correr e se lembrou das aulas de filosofofia, sobre a impermanência de Heráclito. Nunca mais a mesma água; nunca mais o mesmo homem. Perguntou-se, então, para onde foram as águas que já passaram por baixo de sua ponte. E pensou a respeito de onde viriam as águas que ainda lhe molharão as carnes. O sol nasceu, rasgou num raio de luz por entre as folhas das árvores e testemunhou a pergunta mais incômoda: o que fizera ele do homem que as águas tocaram?” SF

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