Quimera Quem Dera

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“Parecia desculpinha de flerte adolescente, mas era verdade. Ele tinha sonhado com aquela amiga. E mais: resolveu contar para ela. Ela, como toda mulher, ficou curiosa. Ele, como todo homem, fez suspense para manter a atenção dela voltada por alguns minutos a mais para ele. De fato, logo ele se tocou: não podia contar os detalhes do sonho. Na mente, os sonhos brincam dando cambalhotas sem regras. Na boca, eles são escravos dos filtros sociais. Ele começou a história. Mas não terminou. Ela perguntou no começo. Mas não insistiu. E a história inacabada ficou guardada no limbo das histórias inacabadas. Há de ser resgatada, quem sabe algum dia, por outro sonhador. Quando se veem, nem tocam no assunto. Há obras abertas, cujos fins são silêncios a serem preenchidos…” SF

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