Bala Perdida

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‎”Qualquer mulher quer se sentir desejada, se sentir objeto dos quereres loucos de um homem. Eu me senti assim várias vezes, ainda que ele tivesse o cuidado gentil de disfarçar. Mas ele estava demorando demais a dizer que me queria, que nos queria. Fico forçando os meus sinais e esperando que ele diga algo. Ele não diz. Só olha para mim com aqueles olhos de chama de vela e sorri. Um sorriso não me serve como certeza. Ele é afoito de menos e fugir às regras dos homens me desmora os esquemas. Cheguei a pôr em xeque minha capacidade de sedução. Tudo bem que quando ele sinalizou com mais vigor, eu recuei, como manda a regra. Agora começo a pensar que aquela tenha sido minha única chance com ele. Sinto frustrada que ele está se esvaindo. Com alguns homens é preciso se deixar acertar com a primeira bala. Porque eles são econômicos nas tentativas com o mesmo alvo. Porque uma bala é tudo que eles põem no tambor do revólver. Se voltar para o coldre, esqueça. Eu perdi o tempo da bala dele e aquilo me atingiu mortalmente no coração.” SF

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Um comentário em “Bala Perdida

    Dara Alves disse:
    27/01/2013 às 23:13

    Parabéns pelo seu lindo texto Sérgio. Foi um dos melhores que já li por aqui. Você colocou nele as reliquias das palavras, com a modernidade a vida. Parabéns!
    Estou sempre por aqui lendo e relendo tudo que você posta, mesmo não comentando sempre os seus posts.
    Bjinhos. Dara

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