A primeira

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Ela foi a minha primeira namorada. Meu primeiro beijo. O primeiro chupão dos veras. A descoberta da adrenalina dos desejos adolescentes. Eu tinha 12 anos. Borboletas e todo tipo de bicho faziam a festa na minha barriga quando eu estava com ela. Mas teve um lance de timing. A gente começou a namorar às vésperas de uma viagem minha. Fui com o coração destruído, querendo ficar. Viajei vendo imagens de amor nas nuvens pela janela do avião. De lá para onde fui, mandei uma carta, apaixonado. Ela nunca respondeu. Passei um mês fora. Voltei. Quando a procurei, descobri que ela não namorava mais comigo. Aliás, que nunca namorara. Falei da carta. Ela disse: “Ah! aquela carta que recebi era tua? Fiquei me perguntando quem era Sérgio…”. Morri por dentro. A Ana Maria é responsável por meu desejo recorrente de namorar e querer logo me casar. Trauma. Medo de virar as costas e perder. Freud veio me explicar isso três casamentos depois. É três. Mas a Ana Maria não tem responsabilidade nisso. Mas essas são outras histórias… Ana Maria, só pra dizer, ainda que tardiamente: eu estava muito apaixonado. Perdeu. Eu teria sido um bom namorado…

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