Avesso

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“Ela me atraía como poucas. Sabia me tocar de leve. E sabia me tocar com força. No começo, os olhares suspeitos nos limitavam os movimentos. Com o tempo, abrimos nosso campo de conversa, de momentos divididos, de limites. A cumplicidade cresceu e com ela o desejo cada vez mais constante da presença. Passamos a caçar jeitos. Aí nos descobrimos de vez pelo toque. Primeiro de almas, depois de mãos, depois de bocas, depois de corpos. Insuspeitáveis bares para a decência não ponhar olhos. Um amor do avesso, preenchendo o impreenchível com sentimentos incompreensíveis para aqueles que nunca cruzarão as cercas da moral sedimentada. Que lá fiquem. Sem problemas. Mas que nos deixem aqui, quietas, regozijando-nos em nossos quereres, tão verdadeiros, tão fortes, tão nossos, sob o céu tão azul e sobre a grama tão verde.” SF

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