Rupestres

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“E pensar que éramos quase que um só… E pensar que ela sabia o meu cotidiano e eu o dela… E pensar que eu já estive dentro dela e que ela já me acolheu tantas e tantas e tantas vezes em si… Hoje ela é só memória que me é trazida pelos rupestres do mundo vez por outra: amigos em comum, uma dedicatória num livro ou cd, uma música velha naquela rádio nostalgia. Se alguém no futuro viesse a fazer a arqueologia de nosso amor, ficaria intrigado sobre como tantos vestígios fortes, como tantos rabiscos nas cavernas do afeto de repente sumiram, descontinuando tudo. A pergunta do arqueólogo seria a mesma minha: ‘o que aconteceu aqui que mudou o rumo das coisas? Onde tudo se perdeu?’. É. Perde-se alguém quando se começa a perder o seu cotidiano. Sobram vestígios, papiros de nós se desmanchando no tempo…” SF

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