Se não nesta, em uma outra…

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“Fazia tempo que eu me via pensando nele. Como seria estar a seu lado, conviver com ele, saber-lhe o cotidiano. Claro, era tudo exercício dos meus quereres, pois a gente era impossível, ele era inalcançável. Imagina. Mas eu acompanhava seus passos – ou seriam seus clicks? – pelas redes sociais. Me inseria mentalmente nas fotos que ele postava, dava print nos seus posts como se fossem bilhetes que ele escrevera para mim, ficava imaginando sua boca bonita dizendo coisas sobre mim, sobre meus cabelos longos, sobre meus olhos graúdos, sobre querer morder as maçãs do meu rosto, sobre meus lábios que possuem uma parte incolor em suas bordas. Já estivemos perto, mas sempre fui muito discreta. Hoje nem sequer nos vemos pessoalmente e só nos falamos em posts e comentários comportados no Facebook. Mas me tremo toda, quase em êxtase, quando isso acontece. Eu morro de vontade de contar tudo a ele, só para vê-lo assustado com a revelação. Se bem que eu acho que ele me sabe. Desde que a gente se viu pela primeira vez, ele sempre me olhou com olhos de sorriso. E eu também. O encontro dos sorrisos de nossos olhos inaugurou a gente, começou a história de nós dois. Se não para esta vida, para qualquer outra ainda por vir…” SF

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