João e Maria

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“Leve. A gente sabia ser leve. Criar nosso mundo, nossos enredos malucos. Eu era o rei e você a princesa. De repente você quis fugir da gente. Mas não fuja, não. Faça-me de seu brinquedo, minha criança. A gente tem de ser feliz. É nossa sina. Eu enfrento todos pela gente: batalhões de alemães e seus canhões só com meu bodoque. Sem medo. A gente nem chegou a saber o que é isso. Nossa inocência não teve tempo. Mas o nosso faz-de-conta terminou porque você sumiu no mundo. Sem me dizer nada. De rei virei bobo, de bobo virei arlequim, com um manto feito de retalhos coloridos de nossas histórias. Cada sutura um início, um meio, um fim. E vago por aí, louco das ideias, pés no barro, querendo saber o que vai ser de mim nessa vida velha sem porteira. Sem notícia da princesa…” SF

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