Sniper

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Às vezes a melhor forma de companheirismo é manter o silêncio. É, na hora do desequilíbrio da relação, resistir à tentação de usar a informação privilegiada – que o amor dá no pacote – para fazer arder feridas abertas, que pedem para ser cuidadas pelo outro e não cutucadas pelo outro. Quando começa a se perder a certeza de que o silêncio também cura, se começa também a desnecessária sessão de agulhadas cirúrgicas, precisas, de quem conhece os pontos e sabe exatamente onde enfiá-las. É uma acupuntura às avessas: em vez de sarar, a agulhada queima, machuca, arde. É a informação privilegiada – feita para ajudar na partilha da vida a dois – sendo usada para fazer doer com precisão. É cruel isso. Porque não tem se tem defesa contra o franco-atirador que lhe tem na mira e conhece seus movimentos como ninguém…

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