Quatro tons de Branco

Postado em Atualizado em

Eu acreditava que nunca mais iria gostar de alguém. Todo mundo quando está arrebentado de amor sempre acha que o coração não tem a capacidade de se regenerar e remendar os tecidos necrosados. Aí ou a gente vai para um ostrismo, toda fechada para o mundo, ou parte para explorar as possibilidades. Eu tinha entrado naquela fase de curtição, onde o limite é o prazer e não o afeto. Nessa fase, a regra é escolher alguém que mexe com você, no bom e no mal sentido.

A pauta era uma entrevista com um secretário de Estado. Dividir minha vida amorosa de franco-atiradora com a loucura da profissão de jornalista passou a ser a receita para manter a sanidade depois que ele se foi daquela forma abrupta naquele acidente.

– Toca pra Ilha da Fantasia, Cabeça.

Ilha da Fantasia é como, nós, jornalistas, chamamos o condomínio mais chic da cidade, onde moram vários políticos, empresários e mais uma dezena de pessoas que dividem o glamour das páginas sociais com o segredo de justiça dos inquéritos da Polícia Federal.

– Por que na Ilha, Fernandinha?, perguntou o Cabeça.
– Vai ser na casa dele. No escritório da casa dele. Foi a condição para ele dar a entrevista. O Kraken disse pra gente ir lá, a gente vai lá, Cabeça. Um dia quando tu fores editor, tu mandas. Por enquanto tu és o motorista. Obedece e pisa aí.
– “Manda quem pode, obedece quem tem juízo”.
– Tu e tuas frases originais… Registrou essa? Alguém pode roubar…
– A sabedoria popular sabe das coisas, bebê…

Ele me esperava no escritório da casa. A casa tinha uma garagem com quatro carros estacionados. Uma SUV BMW branca chamava atenção. Ao entrar ali, caí na real quanto à desigualdade de distribuição de renda no país. Tem gente que é muito rica. São muitos mundos muito diferentes em um mesmo país. Confesso que tenho uma raiva ressentida dos muitos ricos. Sempre trago na cabeça o que meu pai me disse um dia: há um teto salarial para gente honesta. Mais do que aquilo, só pisando nas pessoas ou jogando valores no lixo. Parece que é assim mesmo.

– Bom dia!, eu disse ao entrar no escritório. Havia um quadro de Frida Kahlo e um de Picasso. Imitações, claro. Aquelas sobrancelhas de Frida sempre me deram arrepios.
– Olá, entre. Estava lhe esperando.

André Branco, uns 40 e poucos anos, meio grisalho, vestindo uma camisa polo preta. Era o secretário da minha pauta. Ele me cumprimentou com dois beijinhos. Foi estranho. Sempre olhei para aquele cara com a ojeriza de militante de esquerda. Mas a iniciativa foi dele e não tive muito como evitar.

– Posso fotografar o lugar?
– Claro. À vontade. Vocês não andam mais com fotógrafos?
– Redução de custos. A gente joga em todas. Depois que inventaram o videorreporter…

Enquanto fotografava, o perfume dele, que ficou colado em mim, me desconcentrava. Era francês, eu tinha certeza. Fiquei com vontade de perguntar o nome, mas não combinava nem com o momento e nem com a tarefa para qual eu havia sido designada. Era do tipo de perfume que a gente sente e tem vontade de comer a pessoa que está usando. O perfume certo na vulnerabilidade adequada pode render bons caldos.

– Quantos anos você tem?
– Isso não se pergunta a uma mulher, secretário.
– Kouros. Yves Saint Laurent.
– O quê?
– Meu perfume. Você não consegue disfarçar que gostou dele. Quantos anos? É justo. Uma informação para cada.
– Vinte e dois. Bom, tenho umas perguntas a lhe fazer. Podemos? Posso gravar?
– Claro.
– O senhor está sendo acusado de fraudar uma licitação na sua secretaria. O que o senhor tem a dizer sobre isso.
– Não há fraude. Tudo foi feito dentro da lei. O que houve foi uma dispensa de licitação porque a empresa que ganhou o serviço era a única com capacidade técnica atestada. O problema é que as pessoas não entendem e quando se fala em ‘dispensa de licitação’ acham que isso é ilegal. Lei 8.666. É só ler.
– Mas na denúncia apresentada pelo Ministério Público…
– O Ministério Público quer ser mais real do que o rei. São administradores frustrados que querem administrar pelo executivo. Até hoje eles não entenderam direito qual é a função deles. Você é uma jovem repórter. Sabe qual é a sua função no jornal. Se quiser fazer a função de outro, cujo conhecimento técnico não possui, não vai dar certo, entende?

Achei que foi uma indireta para a função de fotógrafa.

– Segundo a denúncia do MP, a empresa é de um primo seu.
– E qual é o problema? Era a única empresa com capacidade técnica para fazer o que tinha de ser feito. Eu vou prejudicar a população porque a empresa é de um primo? Besteira. Seu nome é Fernanda, não é?
– Sim.
– Então, Fernanda. Coisas precisam acontecer. Nós criamos as condições para que elas aconteçam. As pessoas usufruem ao máximo delas. Depois a gente passa e o que fica é a lembrança do usufruto.

Ele falou aquilo olhando nos meus olhos. Aquele homem não chegara aonde chegara à toa. Ele sabia o que dizia. Ele sabia convencer. Ele era um homem bonito. Já não me parecia um monstro abominável do capitalismo selvagem.

A entrevista continuou. Ele respondeu tudo com segurança. Saí meio que convencida.

No carro, Cabeça perguntou se tinha ido tudo bem. Eu disse que sim e fomos adiante. Tinha outra pauta. Era sobre o aniversário da cidade. Um historiador da universidade. Gente chata. O cara já tinha desmarcado duas vezes.

– Vamos para a Universidade, Cabeção. Ver se dessa vez rola.

– “Água mole em pedra dura…”

Não sei dizer a razão, mas aquele cara não me saía da cabeça. Fui fuçar para ver se ele tinha Facebook. Tinha. Era casado. Mulher bonita. Dois filhos. Um casal. Fotos em Chicago, em Veneza, Paris. Torcedor do Botafogo. Acho que um dos cinco da cidade, pensei comigo, o sacaneando mentalmente. Ri sozinha. Alicia perguntou quem era.

– Quem é o quê?
– Me poupe, Fernanda. Eu te conheço. De quem é esse perfil do Facebook aberto aí.
– Virou advinha agora?

Fato é que Alicia me conhecia como ninguém. Minha amiga, confidente, cúmplice. Contei a história para ela.

– Furada. Tu sabes. Casado é rolo.
– Ele nem sabe de mim… quer dizer, nem sabe que estou stalkeando ele.
– Cara, eu te apoio em tudo. Mas se tu se meter nessa, tu tá sozinha…
Depois que voltei da casa da Alícia, fiquei pensando. Fiquei tentada a ligar para ele. Ele me deu o cartão com o número do celular anotado à mão. Resolvi mandar uma mensagem.

– “Olá. Aqui é Fernanda, do jornal. Preciso de informações para fechar a matéria. Aguardo retorno.”
– “Olá. Aqui é Branco. Quando quiser. E onde quiser…”

Caraca. Por essa eu não esperava. “Onde quiser…”! Reticências. Reticências são malvadas. Reticências contêm o mundo. Comecei a gostar do joguinho.

– “Eu escolho o lugar? Perigoso isso…”
– “O perigo dá o tom da vida… Me ligue amanhã à tarde e combinamos.”

Passei a noite olhando para o teto do meu quarto e pensando em algumas coisas. Pensei sobre a regra de ouro de nunca ir para a cama no primeiro encontro. Pensei em todos os conselhos para nunca se meter com homem casado. Pensei na ameaça explícita da Alícia. Pensei no desejo que aquele homem me desperta. Pensei na tensão. Pensei no tesão. Pensei na transa. Pensei muito na transa. Minha imaginação dirigia o movimento dos meus dedos por baixo do edredom. Olhos fechados, viajei na sua presença dentro da minha imaginação, dentro de mim. Definitivamente eu o queria. Se ele fazia isso comigo só no desejo, imagina no jogo de corpos. Dormi leve como uma nuvem.

“Oi, quero você.”

Send. Dane-se. Vamos ver o que rola. Nem esperei amanhã à tarde,

“Onde te encontro, menina?”, veio a resposta.

“Queria tomar água de coco, mas não rola. Estou sozinha com minha vó.”

“Mande seu endereço”. Eu mandei. Tem uma hora na vida da gente que a gente vai dando enter, enter, enter, sem ler. Seja o que Deus quiser…

Quarenta minutos depois, um SMS avisando que chegou. Um carro preto parado em frente de casa, sob a mangueira do terreno do outro lado da rua. Eu decidi ir lá. Confesso que estava suando frio. Minhas mãos molhadas. Meu coração saindo pela boca. Era muita porra-louquice. Mas o desejo de ver aonde isso ia dar era maior que o medo.

– Oi…
– Quer entrar? A porta de lá está aberta.
– Tá.

Ao entrar no carro, senti o perfume no ar. Desconfio que o filho da mãe borrifou para me inebriar. Sem falar nada, ele alcançou um saco plástico no banco de trás e aumentou um pouco o som – rolava Tarde em Itapoã. Ele estendeu o saco plástico e disse:

– Pra você, menina.
– O que é isso?, disse, abrindo a sacolinha.
– Água de coco. Faz bem para o colesterol e evita câimbras. É em caixinha, mas dadas as circunstâncias…

Tive que rir. Além de bonito, cheiroso, o cara ainda era espirituoso. Gosto de homens que me fazem sorrir. Não gosto dos que me fazem gargalhar, no entanto. Quer dizer, não para ter algo. Tem de ser aquele sorriso roubado, que não dá para conter. Ponto para ele. Charme é aquilo que desequilibra os olhos e baculeja os pensamentos. Ele era muito charmoso, vamos combinar.

– Obrigada. Não precisava. Quer uma?
– Quero. Obrigado.

Ele colocou o canudinho na caixinha dele e me deu, antes de enfiar na minha e ficar para ele.

– O que você quer de mim?, ele perguntou enigmático.
– Quero testar o meu poder de sedução. Provar que não existe homem fiel. Mostrar que o homem age por instinto e não pela razão.
– Eu estava me referindo à informação para a sua matéria. Mas já que você falou isso, quem é que traumatizou você assim?

Oops! Sorri para disfarçar que acusei o golpe. Ele falou “você”… Quando um homem muda do “tu” para “você” é porque ele está a fim. Ele estava a fim. Mas não era efusivo, nem afoito. Mais um ponto para ele. Não gosto de efusividades.

– Ninguém me traumatizou. Você é casado. O que você está fazendo aqui?
– O que uma coisa tem a ver com a outra?
– Vocês homens são todos iguais.
– Frase original…

Eu me senti o Cabeça.

– Você quer casar comigo? Acabar com meu casamento?
– Claro que não!
– Então não vejo problema. Há diferentes tipos de afetos. Uma coisa é você ter sua família, gostar dela, protegê-la. Outra é você dar vazão para as paixões que se apresentam na vida.
– Quer saber? Esse seu papo é muito canalha, cara!
– Quer que eu vá embora? Sem problema.
– Não, não quero. Eu quero você. Quis no dia que vi você.

Lá estava eu falando “você”…

Ele olhou para mim. Sorriu. Ouviu o que queria. Conversamos amenidades por meia hora. Ele trocou a música. Colocou Marisa Monte, “Beija eu”.. Ele foi se aproximando de mim. O perfume foi ficando mais forte e quanto mais forte ficava, mais eu sentia que ia me entregar àquele homem. Ele chegou com o rosto perto de minha boca. Dava para sentir o seu hálito de menta. Ele veio em minha direção e parou. Olhou-me bem dentro dos olhos. Disse, num sussurro:

– Eu sou um obediente musical.

Chegou mais perto. Senti que estava prestes a me beijar. Antes de colar seus lábios nos meus, no entanto, passou a ponta da língua no canto da minha boca. Depois passeou com ela pelos meus lábios. Explorava meu rosto como se desbravasse uma selva que lhe era virgem. Mordeu de leve. Eu já estava maluca e ele sabia disso. Sentia e ouvia a sua respiração quente. Ele enfiou a língua em minha boca e encontrou a minha língua, molhada e receptiva. Foi a primeira vez que ele entrou em mim. Chupava minha língua sem força, quase flutuando sobre ela, como quem sorve um sorvete de casquinha no início, num beijo leve e bom. O beijo é o que muda o desejo de lugar.

Seu corpo se envergou sobre o meu. Ele me abraçou enquanto me beijava. Estava completamente entregue àquilo. De repente, ele puxou a gola de minha blusa e começou a morder meu ombro, meu pescoço, minha nuca. Eu queria explodir. Estava completamente encharcada de desejo. Ele, atraído por isso, eu desconfio, pousou a mão sobre a minha coxa. Foi deslizando a mão para a parte interna da minha perna. Devagar. Segurei sua mão. Ele recolheu. Segurei sua mão. Ele entendeu. Seu dedo achou o caminho até mim. Deixei que ele entrasse em mim pela segunda vez. Gozei pela primeira vez de incontáveis vezes.

Sua mão era macia. Senti a maciez também quando a colocou em minha barriga, levantando a minha blusa. Sabia que aquilo era um caminho sem volta. A gente sabe quando chega ao ponto do não retorno nas querências, cujo o único destino possível é o sexo. O sexo bom. Como aquele que se anunciava com seu polegar a explorar caminhos por debaixo do elástico meu soutien… Sua mão não tinha pressa. Já tinha mostrado que sabia aonde ia. Levantou meu soutien, libertando o que era seu objetivo. A rigidez do mamilo denunciava o quanto eu queria e sinalizava para ele para que continuasse. Senti seu polegar apertar de leve. Depois foi o indicador a circular a auréola como um cego lendo desejos em braile. Eu respirava forte e cada vez mais rápido. Sua mão envolvia meu seio e com a palma ele fazia leves pressões. Soltei um “ai” involuntário. Tesão dói.

Minha blusa já estava no meio da barriga quando ele olhou para mim e, com o olhar, anunciou que iria levantá-la mais. Pegou delicadamente a blusa com as duas mãos em sua extremidade inferior e foi levantando. Ali estava eu, com praticamente um estranho, de peito nu. Ele olhou. Ficou um tempo admirando como se estivesse me fotografando mentalmente. Passou a mão numa pinta que tenho acima do seio direito. Mordeu o lábio. Sem dizer nada, foi chegando de novo junto a mim. Mergulhou nos meus peitos e cheirou meu corpo. Eu apertava seu rosto contra o meu corpo e passava a mão por entre seus cabelos. Ele se deliciou comigo. Sua língua me fazia sentir raios no corpo. Mordiscava e lambia. De mim, ele sentia o gosto. Por ele, eu me senti desejada.

Decidi devolver o carinho. Minha mão correu por sobre sua perna. Pude sentir o tamanho do seu desejo por mim. Roupas prendem desejos. Roupas impedem o toque. Delicadamente abri o botão de sua calça e abri seu zíper. Não tinha mais volta. Ele seria meu. Ele puxou o banco do carro para trás, reclinou, deitou e passou a mão nos meus cabelos. Foi a senha. Beijei sua barriga. Senti mais de perto aquele perfume que me deixava zonza. Eu também tinha meus segredos com a língua. Eu também sabia mordiscar. Eu também gosto de sorvete. Foi a terceira vez que ele entrou em mim. Eu não sei que música tocava, mas tinha um solo de guitarra delicioso que cadenciava os meus movimentos. Eu adoro isso.

Ele, que não dissera uma palavra até então, disse:

– Sabe onde eu queria estar agora, menina?

Me chamar de menina tornava a coisa mais proibida. O cara era bom.

– Onde?, respondi fazendo minha parte no joguinho.

– Dentro de você…

Fui pra cima dele. Enquanto nos beijávamos, ele levantou minha saia, acariciou minhas coxas e abaixou até onde pôde a minha calcinha, um estrago a essa altura do campeonato brasileiro série A. O resto ficou comigo. Na dança de corpos, nos procuramos. E nos achamos. Quando nos achamos, paramos, ambos. Ao mesmo tempo. Ele pegou meu rosto com as duas mãos e disse:

– Eu te quis na hora que eu te vi.

Ele deslizou para dentro de mim sem esperar mais, me preenchendo as vontades. Estava suada. Ele também. Mesmo com o ar-condicionado do carro ligado. Minha barriga molhada esfregava na dele. Minhas mãos entrelaçavam e apertavam as mãos dele. Eu cavalgava em cima daquele homem. Surfava nele. Ele me puxava os cabelos e alternava seus beijos em minha boca e em meus peitos. Seus beijos eram meu açoite. Sentei olhando para ele. Sentei olhando para as estrelas pelo para-brisa. Era a quarta vez que ele entrava em mim. Não estava claro quem dominava quem. Também pouco me interessava. A última coisa que eu queria naquela hora era pensar em masturbação sociológica de gênero. Sociológica de gênero, que fique claro.

Eu gozei muito. Longamente. Minhas pernas perderam as forças. Senti choques pelo corpo. Tremi. Arrepiei. Tive câimbras que a água de coco não conteve. Ele esperou muito por mim. Mas por fim gozou também. E eu com ele, de novo. Ele me apertou com tanta força quando explodiu que me deixou a cintura roxa. Foi a melhor transa da minha vida. Eu pensei que não diria essa frase de novo. Comecei a desconfiar de que só o sexo com amor vale a pena. Ali era puro sexo, puro tesão, carnaval, festa da carne. Mal conhecia o cara. Ele mal me conhecia. Mas a gente se encaixou maravilhosamente bem. A vida tem dessas. Não é porque é sexo casual que a pessoa tem de tratar você mal.

Dane-se o moralismo! Até esqueci que ele era casado. “Uma coisa é uma coisa. Outra coisa é outra coisa”, diria Cabeça se estivesse de voyeur da cena.

Ele passou a mão nos meus cabelos, tirando do meu rosto. Eles estavam desgrenhados. Ele sorriu e disse:

– Você tem uma boca linda. Mas a pintinha é a cereja do bolo.

Ele tinha gostado da pintinha. Eu sorri. Eu disse que precisava voltar. Procurei minhas roupas largadas do avesso pelo assoalho do carro. Vesti e falei:

– Eu ia te fazer a pergunta para a matéria agora. Mas acho que vou deixar pra outro dia.

Ele entendeu. Saí sem dar tchau. Esperou eu entrar e foi. Aquilo ainda me renderia um baita sermão da Alícia no dia seguinte. Mas eu não conseguia tirar da cabeça e do corpo as nuances do Dr. Branco. As quatro vezes que ele entrou em mim. Definitivamente eu queria mais. Mais tons de Branco.

É. Coisas precisam acontecer. Nós criamos as condições para que elas aconteçam. As pessoas usufruem ao máximo delas. Depois a gente passa e o que fica é a lembrança do usufruto. Tive a nítida impressão de que essa história iria continuar…

12 comentários em “Quatro tons de Branco

    Solange disse:
    28/10/2012 às 19:13

    Nossa!! Esse conto me despertou desejos profº… Parabéns e que venha o próximo!

    Cristina Magda disse:
    28/10/2012 às 21:38

    Meu amigo, fiquei ser ar…rs. Parabéns. Na outra encarnação, vc foi mulher e jornalista, kkkkkk. Abraços.

    hilan gerzvolf disse:
    29/10/2012 às 13:07

    Maravilhoso !!

    Emerson Dourado disse:
    29/10/2012 às 20:35

    Inteligente, rápido, satírico, envolvente, muito bom mesmo! Se permite a ousadia em comentar seu texto, apenas uma notinha fora do tom: mulheres nunca se refeririam a “campeonato brasileiro série A”. No mais, uma maravilha!!!

      Sérgio Freire respondido:
      30/10/2012 às 08:47

      Hahaha! Verdade, Emerson. Mas Fernanda é tricolor doente. Porque eu não contei isso… Vou contar!

    Manoel Melo disse:
    07/11/2012 às 02:17

    Tem quem goste desses contos, mas em regra é … estranho. Não que seja ruim, mas atinge a psiquê feminina sem pensar nas consequências, em regra aquelas mulheres impulsivas e sem critica social. Mas…se assim é o mundo, volto a minha insignificância.:c(

      Sérgio Freire respondido:
      07/11/2012 às 09:48

      Sexo é tabu, Manoel. Sempre tem efeitos diferentes nas pessoas. =)

    Laiane Loyola (@layloyola) disse:
    07/11/2012 às 13:31

    O conto é excelente, me deixou querendo mais. O sexo é um assunto que muitos evitam, mas a verdade é que todo mundo faz ou pelo menos deveria fazer! Continue…

    Cassandra disse:
    11/11/2012 às 19:20

    Deliciosamente excitante sem ser vulgar! Muito bom, aliás, como todas as coisas que o mestre escreve! Abração!

    Nathália disse:
    22/05/2013 às 14:33

    Adoro seus textos,parabéns!

    Vanessa Alcântara disse:
    15/02/2015 às 16:41

    Sensacional, merece continuação!

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