Inglês

Quintana traduzido

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Sempre acreditei impossível a tradução de “Poeminha do Contra”, de Quintana. Adorei a tradução abaixo, no site Talqualmente, que veio me desmentir:

“Todos estes que aí estão
Atravancando o meu caminho,
Eles passarão.
Eu passarinho!”

Mario Quintana

All them folk there over yon
My path they do defy,
They’ll tweet along.
I Tweetie Pie!

Sarah Kersley

Yes, I speak Engrish…

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Joel Santana se virando no inglês. Show de motivação de um monoglota querendo se comunicar na língua do país onde agora vive, a África do Sul.

The book is on the table

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Connected to the worldMinha pesquisa no doutorado foi sobre a história das políticas públicas para o ensino de línguas estrangeiras (LE) no Brasil. Descobri que nosso país nunca teve política para LE. Aliás, teve sim. Na época de Getúlio. Vargas simplesmente proibiu que se falasse alemão, italiano e japonês – os idiomas dos inimigos do Brasil na Guerra. Foi uma perseguição pesada, principalmente nos estados do Sul, numa violência simbólica cruel. Uma política de línguas com foco na limitação e não de expansão de oferta.

Essa falta de política tem tido consequências graves na escola. É lugar comum se ouvir que ninguém aprende LE na escola pública. A Lei 5.692 (a LDB de 1971) e o Parecer 853/71 do Conselho Federal de Educação, que definiu que a LE seria optativa, levaram à existência de dois ingleses: o inglês bom, que todo mundo quer, admira e paga por ele em cursinhos, e o inglês ruim, associado à escola, em que ninguém põe fé.

Desde então as LE tem sido tratadas como disciplinas de segunda classe. Sintomas disso é a atrasada inclusão das LE no Programa Nacional do Livro Didático (PNLD), somente para 2010, e a ausência sistemática das LE em provas como o Enem. O Governo Lula, que quis transformar o exame de Inglês em não eliminatório para o Itamaraty, sancionou em 2005 a Lei 11.161, que tornou obrigatório o ensino de Espanhol em todas as escolas de Ensino Médio com implantação até 2010. O que era para ser uma decisão louvável acabou saindo pela culatra. Explico.

A Lei 9.394/96, LDB atual, prevê o ensino de uma LE moderna a partir da 5ª série ou 6º ano. Normalmente esse papel é do inglês. Para o ensino médio, a LDB prevê a mesma coisa: a obrigatoriedade de uma LE moderna e mais a oferta de uma segunda língua optativa. Essa optativa nunca foi ofertada – como tudo que é optativo nas leis brasileiras – e o papel da língua obrigatória que era também do Inglês agora é do Espanhol. A idéia da lei de Lula era ampliar a oferta de línguas, mas o que de fato ocorre é que as escolas estão abandonando o Inglês no Ensino Médio, por causa da obrigatoriedade do Espanhol, chegando ao cúmulo de oferecer seu ensino aos professores de Inglês. Alguém precisa avisar aos monoglotas que decidem que são línguas de famílias diferentes. Moral da história: o aluno terá quatro anos de Inglês e três de Espanhol. Nem Shakespeare nem Cervantes.

A sonegação linguística que o sistema público está fazendo só tende a aumentar o truísmo de que ninguém aprende LE na escola pública. O ardil de ofertar só o Espanhol quando a legislação aponta para duas línguas no Ensino Médio recebe um chega pra lá quando o MEC anuncia o novo Enem (Exame Nacional do Ensino Médio) como alternativa ao vestibular e nele inclui Espanhol e Inglês. Agora as escolas de nível médio terão de oferecer as duas línguas para que seus alunos não sejam prejudicados no Enem e nos processos seletivos para as universidades. É esperar para ver.

Detalhe final: a lei do Espanhol traz algo que passa despercebido e é solenemente ignorado pelas Secretarias de Educação. No seu artigo 3º diz: “Os sistemas públicos de ensino implantarão Centros de Ensino de Língua Estrangeira”. Talvez aí esteja a luz no fim do túnel. Já dizia isso na tese. Resta a vontade política. The end.

Filha de peixe…

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…peixinha é. Olhem como a minha filha mais nova, a Marina, já está falando inglês legal. O vídeo foi feito pelo padrinho dela, meu irmão Paulinho Kokay.