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Quando a água é muito limpa…

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O ser humano é um animal na natureza, como animais são o peixe e o pássaro. O pássaro está programado para voar e o peixe pra nadar e nós, humanos, estamos programados para falar. Possuímos a capacidade inata da linguagem. Diferente da dos outros animais, a linguagem humana é simbólica e, por isso, aprendemos com o idioma valores éticos, morais, jurídicos, enfim, uma série de parâmetros que vão guiar nossos atos para vivermos em sociedade. Aí começa a coisa.

Não podemos, como fazem os demais animais, dar vazão aos nossos impulsos e desejos na hora em que eles aparecem. Não podemos nos apropriar do bem alheio, da mulher do próximo, dizer tudo que desejamos, fazer o que nos dá na telha. Somos bloqueados nessas vontades. Confessemos: queremos muitas vezes, mas não podemos. Estamos limitados pelos filtros sociais que a linguagem nos impõe. É a linguagem que separa o homem da natureza. Até aí parece tudo normal, não é? Parece, mas há um detalhe.

O detalhe é que esse desejo não realizado, que se chama pulsão, não se apaga. Ela vai para algum lugar, uma espécie de gavetão do proibidão. É lá nesse gavetão, chamado inconsciente, que os desejos reprimidos ficam armazenados. Mas por serem pulsões, pulsam inquietos doidos para sair de lá. Como na lei da física, as pulsões vão se acumulando e o espaço vai ficando pequeno demais para tanta vontade reprimida, recalcada. É preciso aliviar. Como vem o alívio?

Quantas vezes você se pega surpreendido por si mesmo dizendo coisas ou nomes que não deveriam estar ali naquela frase? Atos falhos e lapsos são o tchiiiii da panela de pressão. É por um nome dito foras de hora ou por meio de uma frase que foge ao controle da consciência da linguagem que os desejos acham os seus caminhos para fugir da prisão do inconsciente. Sacou por que você chamou o seu namorado atual pelo nome do ex ou a sua mulher pelo nome daquela gostosa que você queria pegar? Entendeu a razão de aquela palavra vir ali por conta própria lhe embaraçando todo e lhe embaralhando a vida? Pois é. É o tchiiiii.

Mas são os sonhos os melhores palcos da vazão do recalcado. Quando dormimos, abrem-se as porteiras dos desejos e dançam-se os bailes funk do proibidão do inconsciente. Por isso você aparece em lugares que você de alguma forma quer e não pode estar, fazendo coisas estranhas que seu eu consciente nunca faria, com pessoas que os seus filtros jamais deixariam contracenar com você na vida real. Não por falta de vontade, mas por falta de possibilidade social. Vale tudo no sonho. Mas a mente é esperta e nem sempre entrega tudo de bandeja. Às vezes ela metaforiza coisas por pessoas e pessoas por lugares. Fazer amor com o presidente Lula no sonho pode representar uma vontade reprimida de dormir com o poder. Péssimo exemplo, reconheço. Desculpa. Cobrir alguém do Twitter de porrada no sonho representa uma resistência ao próprio Twitter por algum motivo ou pode ser ciúme dessa pessoa pura e simplesmente. Freud dizia que um charuto às vezes é só um charuto mesmo.

O meu ponto aqui neste texto é o seguinte: pela linguagem usada, podemos ler muito mais do que um idioma. Podemos ler o próprio sujeito e seus desejos. A linguagem vaza os desejos contidos. Saber ler essas marcas, os tchiiiiis, revela muito das pessoas com quem convivemos. Quando a gente diz, a gente sempre se diz junto.

O Twitter é um prato cheio para análises. Se tivesse som, seria uma sinfonia de tchiiiis. Os RTs quase sempre são desejos reprimidos sendo falados pelos outros. Eu não posso falar algo, mas pego carona em alguém que falou e me digo por ele, aliviando minha pulsão. DMs são pulsões seguras, que morreriam de medo de passear pela timeline. Mas nós mesmos nos traímos em 140 caracteres e vez por outra largamos algo que não era para sair, mas que encontrou seu caminho. E algumas pessoas conseguem ler o tweet aparentemente sem nexo, solto, sem sentido. Porque ele é grávido de sentidos, ligado a uma rede de memória que veio antes e que vai continuar depois. Todo sentido vem de um lugar e aponta para outro. Ninguém usa a linguagem impunemente. É isso.

Termino com esse tweet que pesquei agora: “Quando eu era criança, às vezes eu falava sozinho e todos me chamavam de louco. Eu cresci, agora não é mais loucura. Tá na moda, é Twitter”. Twitter, é vero, não é a loucura. É mais uma forma de não explodir as pulsões confinadas. Tem gente que come, tem gente que faz sexo, tem gente que joga. Tem gente que acha defeito em tudo, tem gente que tuíta. E tem gente que escreve.

Diz a letra de Há tempos, do Legião Urbana: “Lá em casa tem um poço, mas a água é muito limpa…”. Não me iludo. Sob a água limpa, há a não potável que mata a sede. Eu me escrevo aqui. Você já aprendeu a me ler, leitor? Qualquer coisa, DM 😉

A festa do Twitter

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Tenho usado o Twitter há uns dois anos. Mais do que usuário, tenho tentado compreendê-lo como pesquisador do fenômeno de linguagem. Do ponto de vista do suporte, já pude concluir que o Twitter agrada porque concentra na ferramenta as características desejáveis para a informação no mundo de hoje: acessibilidade, relevância, concisão, imediatidade, expansibilidade e multimidiaticidade. Quanto mais características dentre essas a informação apresentar, mais interessante e valorizada ela fica.

No Twitter, a informação é extremamente acessível. Na esmagadora maioria das vezes (a hipérbole pleonástica é proposital), quem posta a informação no Twitter é o próprio sujeito que está vivenciando o fato. Com foto ou video, se quiser abusar. Confesso que leio o Twitter antes dos jornais do dia para saber o que está rolando no mundo. Essa acessibilidade à informação ganha um tom mais interessante quando se observa que a mediação do mundo real se perde na possibilidade da interlocução direta entre sujeitos que, de outro modo, pouco provavelmente teriam algum tipo de conversa. Já ganhei tchauzinho da Patrícia Poeta e uma ownada federal da bonita Scarlett Johansson por causa de um falso RT que fiz tirando graça, como se ela tivesse me mandado uma DM (http://twitter.com/ScarJohansson/status/21795020350). É! A Scarlett falou comigo! Tudo bem, foi um esporro. Mas falou!

Como somos nós que escolhemos a quem seguir e que informação receber, a relevância do que lemos tende a ser maior. Noves fora os carentes, que precisam desesperadamente de seguidores, seguimos e somos seguidos por aquelas pessoas cujas informações são, de algum modo, interessantes para nós. E interesse é algo que varia no conceito. Querer julgar a timeline de alguém por nossos critérios é querer que o outro goste do Flamengo ou ache o Novo Uno bonito na marra. Timeline é igual aos livros que você compra e às músicas que você ouve: só você sabe a importância das escolhas. Eu sigo o Pierre Levy (@plevy) por questões acadêmicas, sigo o Felipe Fonseca (@soudemenor) pela espirituosidade, o Cardoso (@cardoso) pela rabugice e sigo o G1 (@g1) pelas notícias. Sigo meus orientandos e alunos da graduação e dos mestrados porque é um jeito rápido de falar com eles. Não sigo gente que eu considero chata, como não me seguem aqueles que me acham chato também. Tem gente que segue algumas pessoas só para encher-lhes o saco. Trollar, no jargão da internet. Mas é o que digo: isso é necessário para elas porque a encheção de saco é uma forma sincera de um vaidoso manifestar sua admiração. Critérios pessoais de relevância. É assim.

É uma arte ser relevante em 140 caracteres. O Twitter força as pessoas a buscarem a concisão, a linguagem enxuta. Ninguém tem tempo para ler 100 páginas de texto hoje. Ok, nós amantes do bom e velho livro somos exceção… Mas grosso modo, a informação tem de chegar em forma de lead. Concisão é exercício. Há gente verborrágica de ideias que é um primor de concisão no Twitter, como o poeta Carpinejar (@carpinejar). Mas para dizer em 140 caracteres de forma concisa é preciso antes ter o que dizer e estar pronto para interagir a partir do que se diz. Por isso muita gente não gosta do Twitter. Porque sua subjetividade não bate com as exigências da ferramenta. O cidadão entra e sai logo ou nem sequer entra. Porque é fato: tuitar algo é pedir para ser respondido. Quem não quer interagir está no lugar errado.

O caráter de imediatidade do Twitter é um dos seus grandes atrativos. Tudo ali é na hora, just-in-time. O Twitter é um grande diretório de classificados, uma grande reunião de especialistas (tem sempre um em algo), um grande centro de informação (das mais importantes às mais triviais). Pergunte e responderão. Poste e comentarão. Quer saber quem morreu, quem pisou na bola, o assunto do momento, quem está pegando quem, quanto está o jogo do Fluminense? Tudo lá, fresquinho. Mas nada de informações longas e detalhadas. Lá estão as informações fundamentais sobre qualquer assunto. Encontrando essas informações, se houver interesse, clica-se no link e, aí sim, mais textos, fotos, vídeos, podcasts e o escambau.

Por permitir a expansibilidade da informação em formatos multimidiáticos, o Twitter agrega valor à ferramenta. Se uma informação lhe servir e dela você precisar mais detalhes, links lhe levarão a eles. Ouça a pessoa, veja a foto, participe do Twicam com ela. Explodem as possibilidades porque o Twitter funciona como um hub informacional.

Acessibilidade, relevância, concisão, imediatidade, expansibilidade e multimidiaticidade: a discursividade da ferramenta Twitter passa por aí.

Mas tem o outro lado da questão: a do sujeito que usa o Twitter. E isso é o que tem me chamado a atenção ultimamente como objeto de estudo e observação.

O Twitter é uma terapia em grupo. Frustrações, vaidades, agressividade, carências, autovitimização, hiperaltruísmo e coisas assim a gente vê por ali. O Twitter é um valvulão, uma vuvuzela digital de sons presos na garganta do inconsciente. Os sujeitos de antanho guardavam seus segredos nos diários com chaves. E explodiam para dentro. Hoje os sujeitos evadem sua privacidade postando, do celular, tweets, fotos, posts, comments. E explodem para fora. A intolerância, a agressão gratuita, o ciberbullying, a briga comprada, a cabeça enfiada na carapuça alheia, tudo isso é sintoma de um novo sujeito, que processa sua subjetividade de forma instantânea, como o BicMac que come ou como o peguete com quem fica. Tudo é líquido agora. Toca aqui, Bauman!

As características da informação sobre que falamos acima parecem se estender aos sujeitos. Precisa-se ter um outro sempre acessível para falar na cara (ou no monitor, claro) tudo rápida e concisamente, pois o tempo do processamento é o imediato. As relações conflituosas se estendem pelos multimeios: no Twitter, nos blogs, por SMS, e-mail, no YouTube. Isso tudo adquire para o sujeito da hipermodernidade uma relevância fundamental para seu próprio equilíbrio psíquico. Sem isso, estoura-se.

Não falo isso com saudosismo de outros tempos, como se antes fosse melhor e tal. Falo como constatação de que é assim agora. É diferente apenas. Se isso é bom ou ruim, que cada um valore a partir de seus parâmetros.

No fundo, o Twitter é uma grande festa, com todo mundo meio de porre. O álcool, sabe-se, libera os filtros e acentua traços da personalidade controlados pela sobriedade. O Twitter, me parece cada vez mais, faz a mesma coisa. Bêbado pode ser engraçado e divertir muito. Mas pode ser muito chato também. Essa é a festa. Topa?

Avesso amado

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A raiva é um tipo de amor. A raiva se dá pelo desejo de se querer ser o outro e não se poder aceitar ser o outro. E na querência proíbida de se querer ser o outro é que o amor possível se realiza. Quem tem raiva ama o seu outro impossível que habita no outro que se odeia. O maestro é o inconsciente. Bachianas…

O Saci digital

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Como estudioso da linguagem, andei pensando em um fenômeno que se evidencia na timeline do Twitter: o carapucentismo. E aqui estou para tentar explicar como é que ele ocorre, a partir da perspectiva da linguagem, que é a praia em que ouso surfar com certa segurança.

Carapucentismo é quando alguém tuíta algo genérico na timeline e um dos seguidores desse alguém toma a frase para si. É interessante saber com a linguagem explica o fenômeno.

Por que um mesmo texto é bom para a Tatiane e odioso para Sandra? Por que um filme é show de bola para o Gustavo e muito fanta para o Felipe? Por que Clarice Lispector extasia a Ellen e é indiferente para a Bia? Por que que eu gosto da Patricia Poeta e o Norton da Christiane Pelajo? Porque, ao contrário do que nos ensinam na escola, leitura está longe de ser extração de significados de um texto. Leitura é, antes, atribuição de significados, significados que  já trazemos conosco e que construímos na nossa existência como falantes de uma língua.

Repetindo, para ser didático: o sentido não está no texto, entendido aqui na sua forma mais ampla. O sentido está no que é atribuído pelo leitor sob o estímulo do texto. Se assim não fosse, um texto seria sempre  interpretado da mesma forma por todos os seus leitores. Mas o estético é ideológico, pois depende da matriz semântica pela qual vemos o mundo, mundo em que nos incluímos.

Ok, mas o que isso tem a ver com o carapucentismo? Tudo.

Não que um texto que fale de pessoas chatas tenha sua carapuça preenchida pelo destinatário porque ele se ache chato. Nem um texto que critique trolls, como o belo texto da Jussara Pordeus – http://twitpic.com/1vttdk – seja incômodo porque a pessoa se acha um troll, ainda que não saiba. Não. O carapucentismo acontece porque a pessoa se acha. Assim mesmo, intrasitivamente. Ponto. Sofre de Complexo de Sol – o sistema todo gira ao seu redor –  e acredita piamente que dos 95 milhões de usuários do Twitter, aquele tweet solto foi – e só pode ter sido – para ela. Os links são para ela. As frases são para ela. As poesias são para elas. Os xingamentos são para ela. As fotos do Twitpic, claro, para ela. O diapasão do mundo é ela.

Aí, as consequências lógicas: ou o saci digital toma para si e ignora – uns fazem isso mesmo porque não crêem valer a pena a troca de tweets e DMs espinhosas –,  ou toma para si e dá um unfollow simples e clean no tuiteiro – recurso que acho de uma elegância ímpar no Twitter –, ou, o pior, acusa o golpe, abrindo para o mundo a sua interpretação egocêntrica, respondendo ao autor do tweet e começando uma flame war aberta ou tácita, mas que qualquer um pouquinho mais safo saca de longe.

Para a linguagem, quando as pessoas fazem os sentidos do mundo, elas só acham o que já deixaram lá. Os olhos vêem de onde os pés pisam. É preciso que já haja sentido antes para haver sentido. Ninguém lê um texto. Na verdade, ele é que nos lê. E o pior é que quando nos encarapuçamos nele, acabamos retuitando isso de diversas formas para o mundo. O carapucentismo desnuda.

E antes que alguém se encarapuce, eu afirmo categoricamente: este texto não é para ninguém. Eu juro. Por Deus. Podem tirar as suas cabeçorras daí! Gente carapucenta…

O que irrita você no Twitter?

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Respostas à pergunta “O que irrita você no Twitter?”. Depois comento sobre elas. Mas estão aqui, para os curiosos. Obrigado a quem respondeu.

chrysbraga @sergiofreire eu me irrito com “kkkkkk”, com gente que responde tudo com RT, com quem anuncia DM na TM e com quem escreve errado. Tá bom?

lesmabanana @sergiofreire irrita-me não protagonizar escândalos e barracos do twitter.

fabioalencar @sergiofreire Acho que você quer ouvir como resposta: “o que mais me irrita é quem repete a mesma pergunta até alguém responder”. hehehehe

liadot Gente dando Bom Dia, Boa Tarde e Boa Noite. RT @sergiofreire Para quem não respondeu a pesquisinha básica: o que irrita você no Twitter?

ProfAnaCelia @sergiofreire A baleia intrometida…me irrita muito! Rsrs

Laurafwx_ @sergiofreire a lerdeza

Emerson_MrROX @sergiofreire o que mais me irrita é falta de amistosidade.. mas tá valendo. To no play e não abro!

elaizefarias povo que dá RT de comentários elogiosos feitos a ele (vaidade em dose dupla, não). RT @sergiofreire O que irrita você no Twitter?

fabbess Picuinhas na timeline e gente se achando ´´dona da verdade´´@RT @sergiofreire O que irrita você no Twitter?

rogeriorayol @sergiofreire Me irrita qdo falam comigo e eu fico na dúvida entre ñ responder e parecer mal educado ou responder e orkutzar o meu twitter.

abnihiloinnihil Que as pessoas não te respondam no twitter!… RT @pauloRmendonca RT @sergiofreire E segue a pesquisa básica: o que irrita você no Twitter?

mariaferrnanda Perfis falsos. E gente chata que escreve “peidei”, “levantei”, “escovando os dentes”… RT @sergiofreire O que irrita você no Twitter?

pauloRmendonca Resposta: Pessoas que ficam fazendo pesquisa no twitter. =D RT @sergiofreire E segue a pesquisa básica: o que irrita você no Twitter?

ricsouzas @sergiofreire O q me irrita é esse pessoal q fica fazendo pesquisa no twitter!!! Rsrsrsrs

aninhacgomes @sergiofreire Quando ofendem os outros…..#oquemeirritanotwitter

ellenamazonas @sergiofreire oq me irrita no twitter é gente que se irrita com o twitter e reclama no twitter que está se irritando com ele mesmo.

Yandra_MsROX Qdo naum me respondem sabe.. @sergiofreire E segue a pesquisa básica: o que irrita você no Twitter

aninhacgomes @sergiofreire Qdo ninguém pelo menos me responde um OIII….#oquemeirritano twitter

jrenovatio Lost e futebol. RT @sergiofreire: Obrigado pelas respostas. Segue a pergunta: o que irrita você no Twitter?

cruztat não ter um mecaniso de digitar e autocompletar, ou uma forma mais fácil de encontrar pessoas 🙂 @sergiofreire

EllenAssi @sergiofreire me irrita discursao! Principalmente sobre politica! Ou baixarias! Injustiças…etc

LiviaReis @sergiofreire gente q leva o twitter mt a sério, pq na verdade se leva mt a sério…

jussarapordeus Também é insuportável propaganda política ou comercial … RT @sergiofreire Pesquisinha básica: o que irrita você no Twitter? Obrigado.

jussarapordeus O uso do Twitter para brigas, ofensas e picuinhas #fail RT @sergiofreire Pesquisinha básica: o que irrita você no Twitter? Obrigado.

SonyLost Hatters? Cê odeia chapeleiros? o.o RT @solzinhodalua: isso tbm RT: @osbneto: @sergiofreire Trolls, Hatters e Fakes

fillipysampaio @sergiofreire gente que passa toda a sua agenda diária do que fez, deixou de fazer ou vai fazer! #grrrrrrrrr

vjaraujo_77 A baleia me irrita profundamente… RT @sergiofreire Obrigado pelas respostas. Segue a pergunta: o que irrita você no Twitter?

mari_paraguassu @sergiofreire ver as pessoas avisando umas pras outras que enviou uma DM…

LucilaMeireles @sergiofreire As pessoas intrometidas… nas conversas que sao paralelas… que semprem tem “alguém” que dá “pito” na conversar!

nadiatrindades @Sergiofreire o que me irrita no twitter além de ele baleiar de vez em qnd são piadinhas preconceituosas.

jaimeohana Twittar besteira demais é pedir unfllow RT: @sergiofreire: Pesquisinha básica: o que irrita você no Twitter? Obrigado.

pdiego_ Perguntas sem respostas RT: @sergiofreire: Obrigado pelas respostas. Segue a pergunta: o que irrita você no Twitter?

marbebici Olhar o TTbr e ver que todo mundo escreveu a mesma coisa RT @sergiofreire Pesquisinha básica: o que irrita você no Twitter? Obrigado.

osbneto @sergiofreire Trolls, Hatters e Fakes

solzinhodalua #mimimi ¬¬ RT: @sergiofreire: Obrigado pelas respostas. Segue a pergunta: o que irrita você no Twitter?

luciana_jn @sergiofreire Quem dá RT em tudo.

Annepimentel @sergiofreire pessoas que usam RT sem parar, Rt ate pra responder, Rt de si mesmo..Rt.. e RT do nada..

lucferrr @sergiofreire Colacopia sem nenhum senso crítico, via de regra, me irrita demais.

ThiagoFFreire @sergiofreire é dificil essa caixinha dos demonios me irritar

lanelima @sergiofreire Gente que faz de MSN…

KTLirio @sergiofreire gente q não interage. Tuiter, na minha opiniao, tem que ter mao dupla.

paulofodra @sergiofreire 1)Follower Teletubbie, 2)marketeiros flooders com foco em venda de produto 3)narrações de programas de TV (e futebol)

elendepaula Acho que as promoções irritam @sergiofreire Hehehe… RT: Pesquisinha básica: o que irrita você no Twitter? Obrigado.

aon1 @sergiofreire gente que dá bom dia, boa tarde e boa noite

johcity @sergiofreire o que irrita são os #mimimi de vc´s. #grgrgrgrgrgr

artaxinho Gente que acha que sua vida íntima interessa ao mundo e faz relato aqui a cada meia hora. RT @sergiofreire O que irrita você no Twitter?

north_farias @sergiofreire sabe o que realmente me irrita aqui? é ser mal interpretado e praticamente obrigado a justificar um tweet. acho um saco!

AlfredoBuchada @sergiofreire me irrita a quantidad d eleitores q me amam, assim como amam o Lula Molusco e a Dilma Russem. #MasAdoroQuemPergunta, vici!

millagc @sergiofreire pessoas que twittam uma palavra e vão montando frases com várias twitts… é um desperdício de twiit incrível…

Juliana_Karla RT @sergiofreire O que irrita você no Twitter? <<>> O tal do BigFollow. O povo implorando por seguidores em sites do tipo. Isso enche! #Fato

karol_moreno @sergiofreire Usar o Twitter como se fosse MSN; informações de cunho eleitoreiro.

luiz__guilherme @sergiofreire Gente que se limita a twittar “tô comendo”, “acabei de arrotar”,”tô defecando” RT: o que irrita você no Twitter?

RiqueAlmeida @sergiofreire Floodagem

sabrinagesta @sergiofreire kkkkkkkk gente q arruma briga por tudo e indiretas

luiz__guilherme @sergiofreire Gente que fala mal do Twitter, mas não sai daqui e fica só no Orkut.RT: o que irrita você no Twitter?

jussarapordeus Ou dar unfollow … #simplesassim RT @MonikFigueiredo acho q quem se irrita com as coisas do twitter tem q cancelar sua conta #prontofalei

luiz__guilherme @sergiofreire gente que vive falando mal do Twitter, por meio de tweets,mas não sai daqui.RT: o que irrita você no Twitter?

keiti_tat informações falsas e boatos RT @sergiofreie Para quem não respondeu a pesquisinha básica: o que irrita você no Twitter?

ellenamazonas O @sergiofreire é um TROLLLLLLL mesmo. Essa pesquisa é só pra um desabafar na cara do outro e no fim todo mundo ir pra porrada.

ronaldosampaio @sergiofreire Pesquisas…..

north_farias @ellenamazonas ma o objetivo do @sergiofreire é esse. promover um experimento sociológico que acabe em confusão!

carolzabisky @sergiofreire palavrão… pra mim, é o ó!

mari_paraguassu @sergiofreire acrescenta aí nas minhas “irritações” quem responde tudo dando RT na pergunta, chato demais!!

luiz__guilherme @sergiofreire gente que só segue quem conhece pessoalmente, ou seja, orkutiza o Twitter de alguma forma. RT:o que irrita você no Twitter?

dantegraca @sergiofreire Eu me irrito com…flamenguistas hahahaha

luiz__guilherme @sergiofreire E por fim,gente que não segue ninguém,anulando assim, a interação, principal marca do twitter.RT:o que irrita você no Twitter?

Su_Tsumi @sergiofreire o + irritante no Twitter, é saber o que pessoas que não sigo pensam. Quando quiser saber deles, os sigo…é simples.

fillipysampaio eu me irrito com… botafoguinhos! uahauhauahauha RT @dantegraca: @sergiofreire Eu me irrito com…flamenguistas hahahaha

luhraposo @sergiofreire Spams, caps lock ativado e tweets nossos postados sem RT’s me irritam!

Cristi_Guima @sergiofreire Eu me irrito com quem não tem paciência com a inteligência das pessoas e jogam criticas destrutivas.

lunared @sergiofreire Não poder mandar DM ou mentions sem estar seguindo e sendo seguido ao mesmo tempo. Ainda mais se o perfil for trancado.

biaeid @sergiofreire oq mais me irrita no twitter é saber q meu marido se viciou nele

tkzion @sergiofreire Ser alvo de aplicativos que nos fazem seguir pessoas que eu ñ conheço. Eu digo: “Qm diabos é vc?”

fillipysampaio o que me irrita tb no twitter é esse povo que vive secando o flamengo, né @sergiofreire.

zpublicidade Somos 2! RT @fillipysampaio: o que me irrita tb no twitter é esse povo que vive secando o flamengo, né @sergiofreire.

saymon_erickson @sergiofreire Informação falsa.

MDaniella @sergiofreire o que mais me irrita é gente querendo ditar regras: “não pode isso, não pode aquilo, só pode dizer o que está acontecendo”

Vai baleiar!

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Provavelmente muita gente não entendeu o título deste texto. Como não entendeu ainda as novas formas de reorganização social que têm surgido por meio dos suportes digitais da Internet.

Duas amostras: a primeira foi quando um grupo de cidadãos formadores de opinião decidiu legitimamente demonstrar sua indignação com a aprovação da taxa do lixo de Manaus. Votada pelos vereadores da cidade, a taxa mobilizou tuiteiros a fazer uma vaquinha para publicar dois outdoors com o nome dos vereadores que votaram a favor do projeto do prefeito Amazonino Mendes. Foram arrecadados R$ 1.400,00.

Alguns vereadores se sentiram ofendidos com o movimento e começaram a pressionar empresas de outdoor a não aceitar o serviço, ameaçando inclusive votar um projeto tipo “cidade limpa”, tirando as concessões de outdoor. As empresas recuaram. Uma vereadora não soube dialogar com a diferença e cometeu twiticídio, não sem antes sair atirando em muitos, por esse e por outros motivos. Triste da cidade em que vereadores sérios têm de fiscalizar vereadores venais, que deveriam fiscalizar o executivo.

O segundo fato, decorrente do primeiro, é a tentativa de intimidação. Uma das coordenadoras da arrecadação da campanha do outdoor foi visitada em seu trabalho por uma equipe de uma rádio, alegadamente a CBN Manaus. A história está aqui: www.oavesso.com.br/omalfazejo. Outros ou estão sendo processados pelo dono da rádio ou já sofreram intimidação em seus locais de trabalho.

Já faz tempo que estudiosos falam da sociedade da informação. Para quem se interessa pelo papo acadêmico, leia Pierre Levy, Manuel Castells ou Adam Schaff. A questão é que alguns sujeitos ainda se comportam como se as relações sociais fossem as mesmas do capitalismo tardio, impermeável à sociedade da informação. Não se deram conta, com suas cabeças cheias de entulho autoritário, que mudou. Antigamente, o poder que silenciava era o bélico, dos exércitos, da baioneta. Silenciava-se na aniquilação física do inimigo. Até recentemente, era o poder econômico. Para calar sobre um assunto, políticos compravam todo o estoque da revistas que o tinha como matéria e resolvida a questão estava. Aniquilava-se pela supressão da informação. Hoje, o poder migrou para a informação. Mais especificamente para a distribuição da informação. Com uma diferença: se antes ela era sólida (tira-se daqui para ali, guarda-se pra sempre), hoje ela é líquida (aperte aqui e ela escorre pelos dedos para aparecer em outro lugar, guarde aqui e ela derrete saindo do depósito para ganhar as ruas). Na sociedade 140 bytes só se aniquila alguém com a superação da informação, ou seja, pelo convencimento com argumentos.

As consequências  desse descompasso de tempos (o de alguns sujeitos e do tempo em que vivem) são políticos que pagam mais de um milhão a seus testas-de-ferro achando que basta esconder a cópia do empenho e da ordem bancária que ninguém saberá. Esquecem que em sua liquidez  a informação vai para os bits públicos, dando real significado ao verbo vazar. Velhos métodos para novos cenários não funcionam. As consequências disso são pretensos coronéis de barranco se transmutando em alferes de mídia, mudando a patente (mas não suas práticas) e crendo piamente que a intimidação de outros tempos têm o mesmo efeito de outrora nessa época de liquidez. Ledo engano.

A liquidez dos suportes digitais tem efeito especular ampliado para práticas pré-digitais. Funciona como espelho. Do jeito que vem volta refletindo amplificadamente na direção do próprio emissor. Se a CBN Manaus fez isso mesmo – e se não fez precisa se manifestar publicamente sobre o fato, pois há testemunhas -, não tem ideia da jaca em que se meteu. Seu pretenso ato, covarde nessa ou em qualquer outra época, reverberará negativamente, ecoando vozes coletivas que convergem em princípios e na concisão dos 140 caracteres do Twitter. O efeito resume-se na frase de uma usuária do Twitter: “Eles jogam a merda no ventilador, a gente faz ela feder”. É por aí.

Acontece que o “feder” a que se refere a tuiteira, porta-vozeando outros indignados, é qualificado. São formadores de opinião que reconhecem o estado de direito. Pessoas devidamente letradas como cidadãos ativos que não trocam suas opiniões por dentaduras, promessas de carreta de internet ou afins. São sujeitos de seu tempo, que transitam na liquidez da informação com desenvoltura, águas essas, diga-se de passagem, em que muitos dos mimeógrafo-boys ou CDD-girls quando se metem só tomam caldo, pagando peitinhos ou se arranhando todo nos cachotes dessas ondas, se é que entendem a metáfora.

Já está no ar a campanha #ToNaFilaCBN. Por meio desse hashtag, a bela ironia de que se é para intimidar vai ter que agendar as visitas aos locais de trabalho de muita gente. Aliás, o meu é na UFAM, ICHL, Departamento de Línguas e Literaturas Estrangeiras. Só que estou de férias. Só volto dia 18. Nem precisa agendar. Estou de férias do trabalho, diga-se. Ligado na internet, no Twitter, na informação. Não tem como desligar. Ela vem até nós.

Solidarizo-me com a Bianca Abinader, a vítima dessa covardia imbecil. Porque só um imbecil para achar que algodão enxuga gelo. E não tenho a menor dúvida de que vai baleiar para eles. Duvido até que eles saibam o que ébaleiar, o que é hashtag ou o que é fake. #biafacts #carapintadafeelings. Enter.

Não sabe brincar? Não desce pro play!

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Já não é a primeira vez que uma pessoa pública sai do Twitter por estar descontente com os comentários que lê por lá. Como acompanhei a mais recente contenda ao vivo, resolvi pensar um pouco sobre o jogo de linguagem que acontece no Twitter. Tratou-se da saída da vereadora de Manaus, Mirtes Salles, depois de ver um tweet pornográfico postado por um vírus ser repercutido à exaustão pelos usuários do serviço. Quem não viu, aqui no site do Não, Senhor! tem um resumo.

Como qualquer lugar onde circula um grupo, o Twitter tem suas regras de linguagem. Quem não entra nessa ordem de discurso vira marginal, no sentido de ir para as margens do grupo, isso quando não é levado a cruzar a linha da exclusão mesmo, chegando até mesmo ao twiticídio. E quais seriam essas regras não escritas?

Ainda que careça de mais estudo, arriscaria dizer que o Twitter tem quatro regras básicas.

A primeira delas: o “sabe com quem está falando?” não funciona. Aliás, funciona inversamente. Basta um figurão se meter a besta para todos caírem matando. É como se os usuários lembrassem a ele que fora dali ele pode ter fama, dinheiro ou prestígio, mas que ali ele tem 140 caracteres como todo mundo. E se não souber usar com concisão piora tudo. Aliás, regra de ouro da linguagem: vista a roupa do ambiente. Querer ser sujeito de linguagem em lugares com relações assimétricas é pedir para ser considerado um transgressor. Experimente proferir um palavrão numa reunião de negócios ou corrigir o português de seus amigos de bar. É por aí. Encontrar o balanço da linguagem de um grupo é uma das características de uma pessoa fluente numa língua.

Regra número dois: No Twitter, bom humor é fundamental. Ninguém aguenta um chato rabugento, a não ser que isso faça parte do role que a pessoa construiu, como o @Cardoso, por exemplo. Por isso, é fundamental rir. E mais importante: desenvolver a capacidade de rir de si mesmo. Se a vereadora risse de seu tweet pornográfico e escrevesse algo como: “Ei, acho o Marcelo Ramos hackeou meu Twitter! Hahaha! Que diabo é isso! Alguém aí me ajuda!” talvez ela ainda estivesse usando o serviço para divulgar seus atos parlamentares, além de provavelmente ter conquistado a solidariedade alheia. Porque no Twitter a solidariedade vem com empatia.

Essa é a regra número três: as pessoas entram no Twitter basicamente para diversão e informação. Eventualmente se adere ao serviço para apreciar questões profissionais mais sérias. Interação é fundamental nesse jogo lúdico. Tweet bom é tweet que nos faz ficar leves, sorrir, aquele com que se ganha algo, aquele que dá vontade de retuitar. Responder tweets diretos aumenta o seu valor social no grupo que lhe segue. Não responder leva fatalmente a unfollow, mais cedo ou mais tarde. A regra é: o que eu tenho para oferecer a quem me lê? Se não tiver nada além do “Bom dia!”, como a @SandyLeah, você se limitará a seguidores inerciais, aqueles que lhe seguem porque você é famoso. Ah, você não é famoso? Bom, então ficará sem followers. Volte para o Orkut.

A quarta regra é a variedade. É preciso variar seus tweets. Tweets sempre na mesma esfera cronotópica (o mesmo campo, o mesmo assunto, as mesmas coisas, o mesmo tema) cansam. Seja sério (com humor), ria, informe, divirja propositivamente, tire sarro e saiba ser tirado. Mas evite  fazer somente uma dessas coisas o tempo todo. Ninguém aguenta monotemáticos. Nem no Twitter nem em canto nenhum do mundo.

O @realwbonner sacou as regras rapidamente e virou sucesso. Xuxa e Ronaldo Tiradentes não entraram no jogo. A Mirtes não soube rir de si e foi infeliz ao escolher uma das comentadoras mais agudas do Twitter manauara para responder de forma prepotente. Deu no que deu.

O bom usuário Twitter é o que consegue transitar nessas regras. Pode checar. Falhou numa delas, grandes são as chances de você ganhar uma hashtag. Deve haver outras regras discursivas. Quando voltar de férias, vou pesquisar mais sobre isso. Por enquanto, ficam essas.

Na linguagem, como na vida, a gente tem de aprender as regras do jogo. Até para piar tem regras. E aí, quem não sabe brincar que não desça pro play. Não é, @bia_abinader?

Os Dez Mandamentos do Twitter

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Twitter? @sergiofreire1 – Preferirás o Twitter sobre todas as outras redes.

2 – Não usarás seus 140 caracteres em vão.

3 – Guardarás o #FF e MusicMonday para esses dias.

4 – Respeitarás os old hands que chegaram antes.

5 – Não darás block ou unfollow, mesmo quando queres matar.

6 – Só adulterarás para o RT caber.

7 – Não furtarás tweets alheios.

8 – Não farás RT criticando @teuproximo com @.

9 – Não protegerás seus Tweets.

10 -Não cobiçarás os followers do @teuproximo.

Amém.

Microcontos de setembro

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Microcontos. Histórias em 140 bytes.Setembro não acabou, mas já fica aqui o registro. Até dia 30, atualizo tudo. Literatura 140b.

CARTA. Era do tempo das cartas de amor.Mandou um linda pra ela. Mas ela casou com o Kledson, q a ganhou via MSN. Correio em greve.

VOLÚPIA. Finalmente sentiu o peso do corpo dela sobre o seu. Como já havia sentido a leveza da alma dela sobre a sua…

EINSTEIN. A vida real, unidimensional, não compreendia seus quereres reais em 3D. Querências quânticas, saudades do impossível.

FREUDIANA. Em seus sonhos,o inconsciente escrevia seu enredo woodyalleniano,impossível em Hollywood.O filme era sensacional.

BOB CHARLES. Ele falou para ela nem tentar tirá-lo da cabeça. Muitos detalhes compunham a colcha da memória de sua vida a dois.

VINICIUS. Prometo zelar por nosso amor. Enquanto rolar, tá valendo a promessa.

CAIPIRA. Vivia implorando para que ela parasse de pensar no outro,de ligar para o outro.Ele estava à disposição para ser feliz.

ADONIRAN.3 cumpadi choraram por causo de que a maloca foi abaixo pra fazê edificio arto.Deus quis.Se alembram com carinho dela…

CECÍLIA. O rapaz,olhos fechados,fazia poesia.Em vão.Nada mudava seu humor. Sua vontade era correr no mato e esconder a tristeza.

CARTOLA.Lastimava o abandono. Esperou melhorar com o outono. Surtou. Passou a conversar com as rosas ladras do perfume da amada.

JOBIM.Amava muito a moça.Mas ela o deixou em março. Era o fim do caminho.O fundo do poço.Tremia de febre terçã de amor.

VAZIO. Ao lavar a louça do dia anterior, eram as mágoas que também lavava com suas lágrimas, antes que elas cicatrizassem…

AUTODIDATA. Aprendeu a tocar de ouvido. Não passou no exame. Foi quando sacou que a Ordem dos Músicos não altera o produto.

MISSA DO GALO. Se o marido podia, ela também se achou no direito de poder. Que rolou, rolou. Muito justo.

TEMPOS MODERNOS. A formiga empresariou a cigarra. A cigarra não passa mais fome. A formiga se aburguesou e traiu a companheirada.

POLÍTICA. Roubou dinheiro público. Colocou amigo como conselheiro no Tribunal de Contas. Então roubou a fiscalização pública.

DRUMMONDIANA.A IBM tem medo da Microsoft, que tem medo do Google, que tem medo do Facebook, que tem medo do Twitter, que tem medo de baleia.

IMPRESSÕES. A vida toda teve a fama de meticuloso. Era apenas um cara lento…

FANATISMO.Deixou de ver o jogo do Brasil para ir a uma festa de um ano com as filhinhas.Era um daqueles fanáticos por família.

EM HOMENAGEM AO DIA DO SEXO (06/09): 69. – … – ….

CONVERGÊNCIA. Nunca se encontraram como queriam.E como queriam.Só mesmo ao olharem as mesmas estrelas do Cruzeiro do Sul em noite de lua clara.