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MESA DE BAR – Especial Maria Bethania

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As músicas do programa de hoje podem ser baixadas aqui. É preciso se cadastrar no 4Shared.

 

Padrão

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O problema de fazer sempre é que quando você não faz você não fez nunca.

Uma carta para minha mãe

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[Publicado em 14/05/2006
no jornal O Estado do Amazonas]

Barriga da mamãe, 14/05/2006

Oi, Mãe.

Meu nome é Ana Clara. A gente não se conhece pessoalmente, mas já se ama muito. Resolvi lhe escrever pra dizer algumas coisas para você nesse nosso primeiro dia das mães. Mãe, eu nunca tive uma mãe. É a primeira vez. Pelo menos nisso a gente é igual porque você nunca teve uma filha. Somos nossas primeiras experiências.

Sabe, mãe, tenho medo de sair desse lugar quentinho e aconchegante onde estou. Passei já oito meses e meio aqui, encolhidinha. Mais esse espacinho aqui tem tanto amor e me protege tanto que tenho até medo de sair. Ouvi dizer que hoje aí o negócio tá feio. Em São Paulo, tem muito bandido brigando com polícia. Na Bolívia, um tal de Evo Morales tá querendo ficar com a Petrobrás. Eu não tenho a menor idéia do que é isso tudo, mas com certeza não é melhor do que meu cantinho aqui. O que me acalma é que sei que é você que vai tomar conta de mim.

Mãe, é verdade que pra eu me sentir acomodada e quentinha como estou agora você já arrumou meu quarto? Mandou fazer uns quadrinhos, comprou porta-retrato, pintou a parede de lilás, trocou a lâmpada praquela que regula, pesquisou pacas pra comprar meu bercinho, mandou fazer todos os lençóis de libélula? Como é que você sabe, mãe, que eu amo libélulas? É porque elas são pequeninas e frágeis como eu, né? Eu sei que de vez em quando eu ouço papai reclamar de uma tal de trena. Ele diz que toda vez que você pega na trena ele tem que assinar um cheque. O que é uma trena, mãe? E um cheque? Ah, deixa pra lá… Você me explica isso depois, quando eu nascer. Tem tempo. Papai eu sei o que é. É ele que fica segurando sua barriga e se assusta quando eu me mexo. Ele não sabe, mas eu faço de propósito só pra ver o nervoso dele. Fico gargalhando sozinha. Imagina se eu tivesse na barriga dele? Ele vive dizendo que gosta mais de mim do que você gosta. Eu sei que ele gosta muito, mãe, mas ele vai me perdoar: mãe é mãe.

Mãezinha, quando eu estava na sala dos anjos, uma pessoa bonita, com manto azul, veio me buscar. Ela disse pra mim pra eu me preparar que eu ia ser um bebê de uma mãe muito especial, que ia me amar muito muito, junto com meu pai. Ela disse também que eu fui muito desejada e que precisei de uma ajudinha pra poder chegar aqui. E eu estou aqui, mamãe. A senhora do manto azul me disse que mesmo depois que eu viesse para cá e nascesse, que ela iria ficar do meu lado pro resto da vida. Ela me conforta, mãe. É como se fosse você. Uma outra mãe, a dona Maria.

Mãe, deixa eu contar um segredo pra você: o papai é meio leso pra essas questões de data. Vai ser eu quem vai lembrar ele de todas as datas da família. Essa é uma das minhas missões quando eu nascer: ajudar o papai a lembrar das coisas, dos dias, dos aniversários. E levar coca-cola pra ele quando ele pedir. Mas isso só quando eu aprender a andar.

Mãe Bia, eu vou nascer no mês da Copa do Mundo. Eu não sei o que é uma Copa do Mundo, só sei que todos os bebês que vão nascer em junho só falam disso. Mas todos disseram também que não é pra gente se preocupar porque você nem vai ligar pra Copa do Mundo, só pra mim. Que eu sou mais importante de que o Ronaldinho ou Beckham. E o papai disse, eu ouvi, que vai tirar férias só pra ficar comigo. Isso é legal, mãezinha, porque o papai trabalha muito. Vou fazer muito cocô só pra ver a cara dele, que vai ter que limpar. Esse papai vai sofrer na minha mão.

Mãezinha, me disseram que não tem amor maior do que o amor de mãe. Foi a dona Maria que disse. Me mostrou a foto do filho dela, um homem bonito, barbado. Ele estava lá quando eu vim pra sua barriga. Me deu um beijo e um abraço. Foi tão bom, mãe. Ele adora criança.

Ei, mãe, quando é que a gente vai de novo naquele lugar onde eu posso fazer careta pra você e o papai olharem na televisão? Alguém fica cutucando minhas costas e me faz cócegas. Eu sei que vocês ficam me espiando, tá? O Pedro e me contou que fizeram o mesmo com ele. O Guilherme da Tia Camila também. Ele até se divertiu mostrando o coisa dele. Mãe, por que eu não tenho o coisa? Ah, depois me explica. Se prepara aí, tá, mãe? Quando eu começar com meus infinitos porquês eu não vou parar mais.

Mãezinha Bibi, eu já amo muito você. Porque você já cuida de mim. Porque você me desejou. Porque você me ama também. Eu sei que corro o risco de ser mimada por você. Acontece com toda mãe por causa da super-proteção. Mas o papai vai regular a gente que eu sei.

Nesse primeiro Dia das Mães juntinhas, quero dizer que sou muito feliz por ser sua filha. Não podia haver mãe melhor no mundo, eu sei. Mas eu ainda vou dançar pra você, fazer camisa de mãozinha com tinta, recitar poema, me vestir de bicho. Eu ainda vou ser sua confidente, vou pedir pra você pedir as coisas pro papai. Você ainda vai chorar quando me deixar na escola pela primeira vez, quando eu fizer o teste do pezinho, quando eu fugir pra namorar, quando eu chorar no seu colo por causa de namorado, quando eu me casar e quando eu puder ser abençoada como você e for mãe, dando um neto para você. Eu só peço uma coisa mãe: quero que meu filhinho tenha uma mãe igual a minha. Linda, carinhosa, feliz e que ama seu bebê, eu, a Ana Clara.

Deus te abençoe, mãezinha. E mês que vem estou aí, sentindo o aconchego dos teus braços e vivendo do lado de fora o amor que já sinto do lado de dentro. Eu amo você. Da tua, para sempre,

Ana Clara Eid Freire

PS: Manda um beijo pro papai também, senão ele fica com ciúme.

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Vambora, Miguelito!

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[Escrevi este texto há exatamaente dez anos, no dia 21 de julho de 2002. Nascia Miguel, meu sobrinho. Eu estava devastado pelo fim de um casamento. Hoje, em homenagem ao Miguel, que aniversaria, e à vida, que sempre se ajeita, republico]

Tabatinga, Alto Solimões, vinte e um de julho, 04:30h da madrugada. O galo canta. Aliás, os galos cantam. Cada um mais vaidoso que o outro. A impressão que tenho aqui do quarto do hotel é que a cada tufar de peito e explosão de som, eles olham para os lados e desafiam uns aos outros, como adolescentes se desafiam em concursos de arrotos.

À sinfonia de galos vaidosos se junta o cantar do celular, rasgando a madrugada de contemplação e introspecção. Mais uma, diga-se de passagem. Atendo entre ansioso e aliviado e vejo que é o Mauro, meu irmão. Feliz como pinto na merda. Nasceu o Miguelzinho, seu primeiro filho. Minha mãe toma-lhe o telefone para dizer que o menino é branquinho e pimbudo, avó vaidosa como os galos cantores tabatinguenses, falando do esporão do rebento. Espero que, se não ajudar, ele não atrapalhe. Que o menino seja a cara da mãe, linda.

Venho para o computador para escrever sobre isso, sobre ser pai. Não adianta dizer que sou desqualificado para falar sobre o assunto porque ainda não sou pai. Eu tenho um grande pai, conheço bons e maus pais. E quero ser pai. Qualificação suficiente. Os galos agora estão cada vez mais vaidosos e aumentam em número e potência seu cântico. Adolescentes desafiados, sabe como é… Abro o programa de música e mando tocar qualquer uma entre as que tenho aqui armazenadas. Talvez a música sobreponha o barulho do galinhame. Peço que o computador escolha aleatoriamente. Um cachorro faz o backing vocal da sinfonia dos galos aqui ao lado. Ele é barítono, o danado.

O computador escolhe Vambora, da Adriana Calcanhoto. Apropriada: Entre por essa porta agora/ e diga que me adora / você tem meia hora / pra mudar a minha vida/ Vem, vambora/ que o que você demora/ É o tempo que leva/ Ainda tem o seu perfume pela casa/ Ainda tem você na sala/ Porque meu coração dispara/ quando tem o seu cheiro/ dentro de um livro/ dentro da noite veloz.

Meu irmãozinho, o caçulinha dos homens, agora é pai. Lembra, mano, quando a gente brincava de super-homem contra “todos” lá na casa da rua três? Tu sempre eras o super-homem e eu era o “todos”. E tu sempre vencias nas nossas brigas imaginárias. Um a um, todos os inimigos que eu encenava sucumbiam dizendo um “ahhhhh” de morte antes de fenecer. Eu te deixava vencer. O super-homem sempre vencia. Aí fostes estudar em Niterói e eu te disse, numa carta cheia de saudades, que a partir dali deverias ser o super-homem mesmo porque o “todos” seria real, criaria mil armadilhas para ti, iria usar kriptonita sempre que pudesse para ti atingir. As brigas não seriam mais dos brinca, mas seriam dos vera. Pois é.

Hoje me volta à mente a brincadeira que costumávamos curtir na infância, rolando na cama do beliche ou no sofá da sala. E me volta com ela a vontade de dizer, com conhecimento parcial de causa, que está na hora, de novo, de ser o super-homem e se preparar para mais um embate contra o “todos”, sabendo que agora estás mais vulnerável porque tens uma coisinha que vais amar mais que tudo, mais até que a ti próprio. E que por isso não dormirás mais, tendo que estar sempre alerta para protegê-lo do malvado “todos”.

Como na trilha sonora do computador, Miguelito entrou pela porta agora, vai dizer que te adora e já mudou a tua vida. Ele olha para ti, com seus olhinhos que ainda não aprenderam a ler o mundo, e faz um convite ao qual tu não podes dizer não: “Vambora!”. O seu perfume vai impregnar a casa, teu coração vai disparar muito por ele, como sei que está disparado agora como um AR-15 recebendo policiais no morro. Esse moleque vai te roubar a mulher e tu, ainda assim, vai amá-lo sem medida. Vocês têm uma vida toda pela frente, sem pausa. Dias e noites velozes. Para sempre. A música da Adriana Calcanhoto foi muito bem escolhida. É uma luva. Às vezes penso que esse computador pensa…

Mano, sei que é difícil, senão impossível. Mas tenta ser um pai igual ao nosso. Acabei de falar para meus alunos para serem incrédulos em relação às receitas prontas, que eles precisam reinventá-las antropofagicamente e eu aqui dando uma para ti. Pri, minha irmãzinha, tenta ser uma mãe igual a nossa também. Eu sei que nossa família se mete muito, mas é por amor, como tu sabes. Como tu podes ver agora aí nos teus braços. Sabe, acho que só a intenção fará de vocês os melhores pais do mundo. Mas não quero ficar dizendo o que vocês têm que fazer. ‘Magina, logo eu. De toda forma,  com vocês converso depois, quando eu chegar aí. Deixa eu falar com ele, o palmitinho pimbudo.

Miguelito, titio. Seja bem-vindo. O titio está longe e triste. Longe por trabalho e triste por um monte coisa que você um dia irá entender, mas que espero que entenda como espectador, se bem que acho que ninguém se livra disso. Mas o titio está muito, muito feliz por ti, por tu vires mudar o mundo e nossa família de uma forma que ainda não descobrimos plenamente. E sabe, tio, deixa eu te dizer uma coisa que um dia disse ao teu pai: nesse mundo a gente tem de ser uma espécie de super-homem, pois o “todos” parece conspirar contra nós. Há pessoas más, há pessoas mesquinhas, há pessoas invejosas, há pessoas pegajosas, há pessoas falsas, há pessoas que cobram. Há pessoas insensíveis, há inimigos invisíveis. Há dores. Há tristeza.

Mas a conspiração do mal, por assim dizer, perde para a conspiração do bem, para os sangue-bons. Existe a Sala de Justiça. Há pessoas boas, pessoas generosas, pessoas solidárias, há pessoas amorosas, há pessoas verdadeiras, há pessoas que doam. Há pessoas sensíveis e amigos visíveis. Há amores. Há alegria. Você nasceu em uma família abençoada por Deus e protegida por Nossa Senhora. Teve a mesma sorte que nós. Que sorte, nada! Benção divina.

Os galos continuam cantando alto e forte, a despeito do sol que está chegando e já pedindo para eles pararem com esse festival de vaidades. Só que eles não param. E isso me faz lembrar outra história, contada pelo Rubem Alves, numa tarde de conversa em Campinas, de saudosas lembranças. É assim:

O galo cantava todo dia. Aprontava-se, penteava a plumagem, passava Neutrox 2 e ia para o lugar mais alto do galinheiro. Perguntado pelos críticos do galinheiro – há sempre críticos nos galinheiros – por que fazia aquilo todos os dias, ele respondeu: “Porque se eu não cantar o sol não nasce”. E na sua convicção, estufava diariamente o peito e cantava. E o sol nascia. E todos ficavam orgulhosos e agradecidos. Invejavam positivamente o galo e sua capacidade de trazer o dia na voz. Mas o galo, como o cachorro do Magri, também é um ser humano. E falha. Um dia dormiu demais e esqueceu-se de cantar. Mas o sol nasceu mesmo assim. E todos, surpresos, descobriram que o sol nascia independentemente do galo cantar. O galo ficou morto de vergonha e sumiu. Não apareceu por uns bons tempos. Sua razão de cantar – ou aquela que parecia ser sua razão – cessara, sumira. O sol era independente dele. Que pena.

Um dia, um belo dia como hoje, todos acordaram ao som do clarinar do galo. Forte, alto, tenor. Lindo e belo, abria suas asas e cantaricava seu galicanto. Os críticos vieram, já azedos e afiados, e perguntaram, preparando-se para a zombaria: “Ei, galo! Por que cantas? Para o sol nascer?” O galo respondeu: “Não. Canto porque sou poeta. E os poetas tem suas razões. Não canto para ele nascer. Canto porque ele nasce.” E continuou a cantar, deixando os críticos sem palavras.

Miguel, seja pois um poeta na vida. Cante com toda força de seus pulmões, ainda frágeis, conhecendo e se adaptando ao ar novo dos novos ares. Cante por suas razões, por suas causas. Cante não para o sol nascer, mas porque ele nasce. E não ligue para os azedos do galinheiro, para o “todos”. Apenas fique antenado e saiba que eles existem. Mas eles passam. Eu sei disso e vou ficar de olho. Seu pai sabe disso e vai ficar atento.

Os galos pararam de cantar. Recolheram-se para compor novos poemas. Como as flores que graciosamente recolhem suas pétalas uma a uma ao fim do dia. Amanhã estarão de volta. Porque o sol nasce.

Já que estamos em clima de Adriana, seguinte: dá a mão aqui pro titio, menino pimbudo. Vambora para vida nova! Nós dois. Vamos ver as cores cujo nome a gente não sabe, as cores de Almodóvar, cores de Frida Khalo, cores. Pela janela do quarto, pela janela do carro, pela tela. Enfim, pela janela das novas vidas, a tua e a minha, que se inauguram hoje.

O que irrita você no Twitter?

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Respostas à pergunta “O que irrita você no Twitter?”. Depois comento sobre elas. Mas estão aqui, para os curiosos. Obrigado a quem respondeu.

chrysbraga @sergiofreire eu me irrito com “kkkkkk”, com gente que responde tudo com RT, com quem anuncia DM na TM e com quem escreve errado. Tá bom?

lesmabanana @sergiofreire irrita-me não protagonizar escândalos e barracos do twitter.

fabioalencar @sergiofreire Acho que você quer ouvir como resposta: “o que mais me irrita é quem repete a mesma pergunta até alguém responder”. hehehehe

liadot Gente dando Bom Dia, Boa Tarde e Boa Noite. RT @sergiofreire Para quem não respondeu a pesquisinha básica: o que irrita você no Twitter?

ProfAnaCelia @sergiofreire A baleia intrometida…me irrita muito! Rsrs

Laurafwx_ @sergiofreire a lerdeza

Emerson_MrROX @sergiofreire o que mais me irrita é falta de amistosidade.. mas tá valendo. To no play e não abro!

elaizefarias povo que dá RT de comentários elogiosos feitos a ele (vaidade em dose dupla, não). RT @sergiofreire O que irrita você no Twitter?

fabbess Picuinhas na timeline e gente se achando ´´dona da verdade´´@RT @sergiofreire O que irrita você no Twitter?

rogeriorayol @sergiofreire Me irrita qdo falam comigo e eu fico na dúvida entre ñ responder e parecer mal educado ou responder e orkutzar o meu twitter.

abnihiloinnihil Que as pessoas não te respondam no twitter!… RT @pauloRmendonca RT @sergiofreire E segue a pesquisa básica: o que irrita você no Twitter?

mariaferrnanda Perfis falsos. E gente chata que escreve “peidei”, “levantei”, “escovando os dentes”… RT @sergiofreire O que irrita você no Twitter?

pauloRmendonca Resposta: Pessoas que ficam fazendo pesquisa no twitter. =D RT @sergiofreire E segue a pesquisa básica: o que irrita você no Twitter?

ricsouzas @sergiofreire O q me irrita é esse pessoal q fica fazendo pesquisa no twitter!!! Rsrsrsrs

aninhacgomes @sergiofreire Quando ofendem os outros…..#oquemeirritanotwitter

ellenamazonas @sergiofreire oq me irrita no twitter é gente que se irrita com o twitter e reclama no twitter que está se irritando com ele mesmo.

Yandra_MsROX Qdo naum me respondem sabe.. @sergiofreire E segue a pesquisa básica: o que irrita você no Twitter

aninhacgomes @sergiofreire Qdo ninguém pelo menos me responde um OIII….#oquemeirritano twitter

jrenovatio Lost e futebol. RT @sergiofreire: Obrigado pelas respostas. Segue a pergunta: o que irrita você no Twitter?

cruztat não ter um mecaniso de digitar e autocompletar, ou uma forma mais fácil de encontrar pessoas 🙂 @sergiofreire

EllenAssi @sergiofreire me irrita discursao! Principalmente sobre politica! Ou baixarias! Injustiças…etc

LiviaReis @sergiofreire gente q leva o twitter mt a sério, pq na verdade se leva mt a sério…

jussarapordeus Também é insuportável propaganda política ou comercial … RT @sergiofreire Pesquisinha básica: o que irrita você no Twitter? Obrigado.

jussarapordeus O uso do Twitter para brigas, ofensas e picuinhas #fail RT @sergiofreire Pesquisinha básica: o que irrita você no Twitter? Obrigado.

SonyLost Hatters? Cê odeia chapeleiros? o.o RT @solzinhodalua: isso tbm RT: @osbneto: @sergiofreire Trolls, Hatters e Fakes

fillipysampaio @sergiofreire gente que passa toda a sua agenda diária do que fez, deixou de fazer ou vai fazer! #grrrrrrrrr

vjaraujo_77 A baleia me irrita profundamente… RT @sergiofreire Obrigado pelas respostas. Segue a pergunta: o que irrita você no Twitter?

mari_paraguassu @sergiofreire ver as pessoas avisando umas pras outras que enviou uma DM…

LucilaMeireles @sergiofreire As pessoas intrometidas… nas conversas que sao paralelas… que semprem tem “alguém” que dá “pito” na conversar!

nadiatrindades @Sergiofreire o que me irrita no twitter além de ele baleiar de vez em qnd são piadinhas preconceituosas.

jaimeohana Twittar besteira demais é pedir unfllow RT: @sergiofreire: Pesquisinha básica: o que irrita você no Twitter? Obrigado.

pdiego_ Perguntas sem respostas RT: @sergiofreire: Obrigado pelas respostas. Segue a pergunta: o que irrita você no Twitter?

marbebici Olhar o TTbr e ver que todo mundo escreveu a mesma coisa RT @sergiofreire Pesquisinha básica: o que irrita você no Twitter? Obrigado.

osbneto @sergiofreire Trolls, Hatters e Fakes

solzinhodalua #mimimi ¬¬ RT: @sergiofreire: Obrigado pelas respostas. Segue a pergunta: o que irrita você no Twitter?

luciana_jn @sergiofreire Quem dá RT em tudo.

Annepimentel @sergiofreire pessoas que usam RT sem parar, Rt ate pra responder, Rt de si mesmo..Rt.. e RT do nada..

lucferrr @sergiofreire Colacopia sem nenhum senso crítico, via de regra, me irrita demais.

ThiagoFFreire @sergiofreire é dificil essa caixinha dos demonios me irritar

lanelima @sergiofreire Gente que faz de MSN…

KTLirio @sergiofreire gente q não interage. Tuiter, na minha opiniao, tem que ter mao dupla.

paulofodra @sergiofreire 1)Follower Teletubbie, 2)marketeiros flooders com foco em venda de produto 3)narrações de programas de TV (e futebol)

elendepaula Acho que as promoções irritam @sergiofreire Hehehe… RT: Pesquisinha básica: o que irrita você no Twitter? Obrigado.

aon1 @sergiofreire gente que dá bom dia, boa tarde e boa noite

johcity @sergiofreire o que irrita são os #mimimi de vc´s. #grgrgrgrgrgr

artaxinho Gente que acha que sua vida íntima interessa ao mundo e faz relato aqui a cada meia hora. RT @sergiofreire O que irrita você no Twitter?

north_farias @sergiofreire sabe o que realmente me irrita aqui? é ser mal interpretado e praticamente obrigado a justificar um tweet. acho um saco!

AlfredoBuchada @sergiofreire me irrita a quantidad d eleitores q me amam, assim como amam o Lula Molusco e a Dilma Russem. #MasAdoroQuemPergunta, vici!

millagc @sergiofreire pessoas que twittam uma palavra e vão montando frases com várias twitts… é um desperdício de twiit incrível…

Juliana_Karla RT @sergiofreire O que irrita você no Twitter? <<>> O tal do BigFollow. O povo implorando por seguidores em sites do tipo. Isso enche! #Fato

karol_moreno @sergiofreire Usar o Twitter como se fosse MSN; informações de cunho eleitoreiro.

luiz__guilherme @sergiofreire Gente que se limita a twittar “tô comendo”, “acabei de arrotar”,”tô defecando” RT: o que irrita você no Twitter?

RiqueAlmeida @sergiofreire Floodagem

sabrinagesta @sergiofreire kkkkkkkk gente q arruma briga por tudo e indiretas

luiz__guilherme @sergiofreire Gente que fala mal do Twitter, mas não sai daqui e fica só no Orkut.RT: o que irrita você no Twitter?

jussarapordeus Ou dar unfollow … #simplesassim RT @MonikFigueiredo acho q quem se irrita com as coisas do twitter tem q cancelar sua conta #prontofalei

luiz__guilherme @sergiofreire gente que vive falando mal do Twitter, por meio de tweets,mas não sai daqui.RT: o que irrita você no Twitter?

keiti_tat informações falsas e boatos RT @sergiofreie Para quem não respondeu a pesquisinha básica: o que irrita você no Twitter?

ellenamazonas O @sergiofreire é um TROLLLLLLL mesmo. Essa pesquisa é só pra um desabafar na cara do outro e no fim todo mundo ir pra porrada.

ronaldosampaio @sergiofreire Pesquisas…..

north_farias @ellenamazonas ma o objetivo do @sergiofreire é esse. promover um experimento sociológico que acabe em confusão!

carolzabisky @sergiofreire palavrão… pra mim, é o ó!

mari_paraguassu @sergiofreire acrescenta aí nas minhas “irritações” quem responde tudo dando RT na pergunta, chato demais!!

luiz__guilherme @sergiofreire gente que só segue quem conhece pessoalmente, ou seja, orkutiza o Twitter de alguma forma. RT:o que irrita você no Twitter?

dantegraca @sergiofreire Eu me irrito com…flamenguistas hahahaha

luiz__guilherme @sergiofreire E por fim,gente que não segue ninguém,anulando assim, a interação, principal marca do twitter.RT:o que irrita você no Twitter?

Su_Tsumi @sergiofreire o + irritante no Twitter, é saber o que pessoas que não sigo pensam. Quando quiser saber deles, os sigo…é simples.

fillipysampaio eu me irrito com… botafoguinhos! uahauhauahauha RT @dantegraca: @sergiofreire Eu me irrito com…flamenguistas hahahaha

luhraposo @sergiofreire Spams, caps lock ativado e tweets nossos postados sem RT’s me irritam!

Cristi_Guima @sergiofreire Eu me irrito com quem não tem paciência com a inteligência das pessoas e jogam criticas destrutivas.

lunared @sergiofreire Não poder mandar DM ou mentions sem estar seguindo e sendo seguido ao mesmo tempo. Ainda mais se o perfil for trancado.

biaeid @sergiofreire oq mais me irrita no twitter é saber q meu marido se viciou nele

tkzion @sergiofreire Ser alvo de aplicativos que nos fazem seguir pessoas que eu ñ conheço. Eu digo: “Qm diabos é vc?”

fillipysampaio o que me irrita tb no twitter é esse povo que vive secando o flamengo, né @sergiofreire.

zpublicidade Somos 2! RT @fillipysampaio: o que me irrita tb no twitter é esse povo que vive secando o flamengo, né @sergiofreire.

saymon_erickson @sergiofreire Informação falsa.

MDaniella @sergiofreire o que mais me irrita é gente querendo ditar regras: “não pode isso, não pode aquilo, só pode dizer o que está acontecendo”

Reunião de Condomínio

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Reunião de condomínio  tem algumas peculiaridades que se repetem independente do local.

Ontem teve reunião aqui no meu condomínio, que começou depois da primeira convocação, claro, quando o quorum chegou. A Bia, que nunca morou em apartamento, decidiu ir comigo para conhecer a coisa por dentro. Depois que casei pela primeira vez, sempre morei em apartamento. Portanto, decidi que poderia muito bem servir de guia traquejado para explicar para a debutante do momento as coisas que aconteceriam. Além de tudo, eu sou presidente do Conselho Fiscal, eleito democraticamente durante minha ida ao banheiro na primeira assembléia. Sou autoridade, respeito é bom e eu gosto.

Didaticamente, como compete a um professor, comecei explicando que a primeira coisa a ser feita pelo recém-chegado numa reunião de condomínio é tentar identificar os mocinhos e os bandidos. Tem sempre dois grupos antagônicos que se enfrentam. Dependendo do nível de sofisticação do condomínio, esse número pode ser até maior. Quanto mais sofisticado, mais barraqueiros. São eles que animam a festa.

Uma vez mapeado os grandes grupos e decidido em qual ficar, é preciso passar a uma segunda etapa e mapear as figuras individualmente. Tem sempre o chato, o Maria-vai-com-as-outras e a antipática que acha que sabe tudo e se acha a última jujuba do saquinho. Tem sempre o japonês que fala pouco mas presta uma atenção danada. Tem também o dirigente, que gosta de estar ali naquela posição que controla as falas, exercendo o poder moderador. Tem o sujeito que sempre levanta a interminável questão dos inadimplentes. Tem os inadimplentes abusados, que não pagam, mas vão à assembléia e querem votar. Eles inexoravelmente fazem parte do grupo em que não está o levantador de questões sobre inadimplência, lógico. Tem aquele que reclama que a taxa do condomínio está alta, que é geralmente um pré-inadimplente. Tem a gostosona, que recebe olhares, fulminantes e indisfarçáveis se  vindos das esposas feias, e gulosos, se vindos da macharada. Ah, tem também sempre aquele exemplar que diz: “lá onde eu morava, era assim, ó: blá-blá-blá”. Tem aquele outro, baixinho e gordo, com uma pochete ridícula, que sempre insinua que o síndico está metendo a mão. Tem o síndico, que se injuria com as insinuações e coloca o cargo à disposição. Tem aquele casal de namorados, que não desgruda e que está junto há doze anos, um ano a menos do que o enrolão do Amaro, meu primo que é webdesigner da Suframa, noivo há treze. E tem nós, claro, que estamos fora de qualquer classificação por motivos óbvios.

Além dessa fauna, há também o comportamento do ecossistema para ser analisado. A Bia ficou intrigada com o fato das discussões se concentrarem em pontos quase sempre secundários e serem completamente repetitivas. Pacientemente, eu disse a ela que reunião de condomínio com objetividade e sem repetição não é reunião de condomínio. Faz parte do caráter da instituição ser assim. Senão esculhamba. Minha explicação sobre o assunto equivale, assim, a dizer para o neófito do buraco que o dois é curinga. Coisa básica, sabe? Isso depois de eu ter de convencê-la que ela não podia votar também.

Depois de muitos repetitiones e do saco cheio, finalmente chega-se às votações. Vota-se tudo, pois, claro, o condomínio é um espaço democrático. Mas primeiro vota-se sempre pelo adiamento de uma parte da pauta que ninguém terá paciência de discutir. Cada votação é sistematicamente seguida de uma recontagem porque parece que o japonês do 401 não levantou a mão direito – ou seu braço curto deu ilusão de ótica. Conta de novo. Mantém o braço até o gerente da mesa contar. Estica, japa! Vota-se para ver se já está na hora de votar. A sabe-tudo, tendo seu voto vencido, reclama da votação perdida e sai resmungando. O chato levanta a mão e sempre declara voto, desfiando um rosário de razões pelas quais votou na proposta do Humberto do 202 da torre 1. Nem o Humberto do 202 da torre 1 aguenta esse chacrilongo.

Quando acaba a assembleia, geralmente perto de meia-noite, tem a parte dos comentários outdoors. Cada grupo se reúne informalmente no caminho para seus apartamentos e comenta os absurdos das propostas sugeridas pelo pessoal da outro facção. Lamenta-se, claro, a ausência do Roberto do 403, que se tivesse comparecido teria feito a diferença para nosso lado na votação. O desconfiado da pochete sempre acha um momento para dizer: “sei não, mas acho que se apertar esse síndico, ele peida. Acho que aí tem!”

Para fechar o esquema, depois dos boas-noites no elevador, ao entrar no apartamento, o casal – eu e a Bia, no caso em tela  – comenta entre si o que percebeu mas não pode ter sido dito na hora. Isso porque a fofoqueira do 601, aquela do cabelo roxo, da calça de lycra colada e parecendo o bonequinho da Michelin de tanta dobrinha, estava bem atrás de nós, de trela com o louro do bloco 3, ambos prestando uma atenção danada: ela na minha conversa e ele na bunda da gostosona, encostada na porta de pé de propósito.

Depois dessa, parece que minha patroa decidiu que acha melhor morar em casa mesmo. Não gostou muito da experiência, pelo jeito. Numa casa, o sistema é outro. Nada de democracia fajuta cheia de verborragia. Em uma casa, nós somos déspotas, soberanos – “nós” modifalar: elas são. A mulher decide e está acabado. O marido, os filhos e o cachorro é que se atrevam a discordar. Paredon

Hora de dormir. Quando supero o aumento da taxa de condomínio – maldito Roberto do 403! –  e caio no sono, sou acordado pela digníssima consorte. Ela pergunta ansiosa: “Amor, amor! Pra quando mesmo foi marcada a próxima reunião, hein?”. Me abstenho de continuar escrevendo. Eu, Sérgio Augusto Freire de Souza, apartamento 603, bloco 1, lavro essa ata que, depois de lida e aprovada, deverá ser assinada por todos os presentes.

29 de janeiro de 2004

Nossa sintaxe

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Tu és sujeito da minha gramática
Eu, predicativo. Apossas-te de mim!
Por ser quem sou só posso ser assim
Uma textura mais que enigmática

Sou o adjunto, me junto a teu nome
Pra servir a ti, núcleo, que és o centro
Pois como núcleo, pões-me para dentro
Do teu sintagma, me use, me tome

Sou uma oração mais que subordinada
À tua coordenadíssima organização
Sem nosso o amor, a nossa conexão
Minhas palavras correm para o nada

Sou prefixo e mudo o teu sentido
Sou sufixo e a tua classe altero,
Nesse jogo prolixo e sincero