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Lista de Desejos

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“Sonho que se sonha só é sonho. Sonho que se sonha junto é realidade”. Dom Helder Câmara

As festas de ano novo dobrando a esquina. Queima de fogos, lista de intenções.

Falando em intenções, quero então fazer uma lista de desejos para o ano que se achega. Ao contrário do que se acredita, desejos a gente revela, sim, para que os outros desejem conosco olhando para a mesma estrela. Assim podemos dar vida às palavras de Dom Helder, aí em cima na epígrafe.

Então, que em 2013 a meta primeira de todas as pessoas seja atingida. Ticar mais um xiszinho nas tarefas a realizar na vida é sempre gratificante. Muitas vezes, dessa meta dependem outras metas, metas-corolárias – corolária é uma palavra difícil, mas linda.

Que em 2013 as pessoas amem mais e sofram menos por causa de outras. Que entendam que há sempre um caminho para felicidade, mesmo que o que as leve para lá não seja aquele trajeto tão cuidadosamente planejado. Que descubram, no novo e por vezes improvisado caminho, o riacho límpido que perderiam se não houvesse o desvio feito a contragosto. E que não destruam o caminho caminhado, pois foi ele que lhes trouxe até aqui.

Que em 2013 possamos dar continuidade ao trabalho que estamos desenvolvendo no nosso espaço profissional. Há uma sede desértica e uma fome de mudança africana por mudanças qualitativas na sociedade. Que possamos nos regozijar com uma esperada justiça social – regozijar também é uma palavra linda.

Que em 2013 quem se perdeu se ache. Quem se achar, se curta. Quem se curtir, que sonhe. Que use como barômetro da vida não as pequeninas coisas do dia a dia, as más e mesquinhas, mas as pequeninas coisas do dia a dia, as boas e agradáveis. Que, assim, nosso bem-querer e nossa disposição em viver nossa vida, única e nossa, beijem a boca e despertem do sono a Pollyana bela e adormecida que existe em cada um de nós. Robertocarlianamente, é preciso saber viver. Sonhar não custa nada, frase trivial e tão verdadeira. É da trivialidade que surgem os geniais insights. Devemos olhar com cuidado o comum que nos cerca, pois ele guarda surpresas inimagináveis e mudanças de vida impensáveis.

Que em 2013 as inevitáveis lágrimas que rolarem em nossas faces sirvam para enxágue da alma. Que sirvam para limpar os olhos dos travos de amargura que porventura tenham tocado a boca de nosso espírito. Que as lágrimas vertidas sirvam para regar o verde do jardim de nossa alma, por vezes cinzentas. A dor é o maior aprendizado do ser humano. Sempre haverá algo a doer. Quanto mais cedo reagimos e aprendemos a domesticá-la, mais cedo creio que seremos mais serenos e lépidos diante das drummondianas pedras no meio do caminho.

Que em 2013 novas pessoas especiais surjam em nossas vidas. A cada ano, acredito, um bom punhado delas é colocado a dedo no traçado de nossa existência com alguma missão que só muito mais tarde descobriremos. Ou não. Pessoas que simples e profundamente nos fazem bem. Pessoas cujo simples cruzar de olhar já dá um tom especial à melodia do nosso dia até então desafinado. Pessoas que fazem o coração jovializar surpreso e agradado ao vê-las inesperadamente e que levam esse mesmo coração a esperar ansioso pelo próximo encontro. Pessoas que atrasam nossas programações mais mundanas por conta de suas inestimáveis companhias, quase divinas. Pessoas especiais a quem nossa linguagem chama autonomamente de amigas, independente do tempo de convívio. Pessoas como essa em quem você está pensando agora.

Que em 2013 as velhas mágoas se aposentem e vão curtir a vida em qualquer outro lugar. Que abram vaga nova no coração, onde nunca deveriam ter ocupado assento. Que em seus lugares, alegrias joviais e cheias de gás, recém-nascidas ou formadas, assumam e sintam o prazer em servir doses sem medida de paciência, tolerância e carinho em relação aos que nos circundam.

Que em 2013 aquele velho amigo que se pôs distante ponha-se achegado. Que as gargalhadas e risadagens compartilhadas e registradas no amarelado álbum do tempo, e suspensas pelos rumos da vida, retomem seu viço e seu som estridente de então, quando lágrimas corriam soltas lavando a alma de felicidade. Uma amizade resgatada é como uma nota de cinquenta achada no bolso daquela bermuda que há muito a gente não usa: alegra e permite a retomada de planos. E que também aquele amigo que se porá distante no ano que entra não se desachegue. Que vá, mas fique, deixando sua presença fraterna no lugar de sua presença física. Deixando seu cheiro em nossa alma para a lembrança eterna.

Que em 2013 aquele velho projeto secreto tenha sua vez. Ele sempre esperou quietinho por ela. Chegou a hora. Desengavete-o!

Que em 2013 seja o Ano Internacional do Reencontro. Reencontro consigo, com seus amigos, com sua família. Reencontro com aqueles de quem nos desencontramos por causa da teia dos acontecimentos cotidianos. Reencontro com aqueles de quem nos perdemos no tumulto da multidão dos fatos. Reencontro com nossos valores mais pueris de solidariedade, afetividade e humildade. Reencontro com Deus, grande maestro do show da vida e de vida que nos cerca.

Que 2013 seja o ano da virada. Seja lá qual for essa virada. Desde que seja para melhor. Que seja o ano do recomeço, seja lá o que for que precise ser recomeçado. Rupturas virão, ao certo, mas novos laços imediatamente surgirão para não deixar o entremeado tecido da vida roto e maltrapilho. A roupa que veste a vida espelha a aura que reveste a alma. E vice-versa.

Que 2013 seja o ano da coragem. Da coragem de rever autocriticamente nossas pisadas de bola e nossas mancadas, sem punições ou autoflagelos. Quem não dá testadas nessa vida de quando em vez? Que sejam momentos de introspecção positiva. Momentos de rever nossos planos, conceitos e preconceitos daninhos. Coragem para, tudo revisto, assumir posturas claras. Coragem para não esquecer que ninguém é eterno e que a vida é efêmera como uma florzinha no campo. Exatamente por isso não vale a pena ficar ruminando em cima daquela questiúncula miudinha e pequena. Coragem para dizer diretamente o que tem a ser dito, mas de forma tranquila, serena e verdadeira, como só os corajosos sabem fazer. Os fracos de alma sentem a necessidade de dizer por terceiros, de mandar recados. Aliás, não é necessidade: é falta de opção. É a única forma que sabem fazê-lo. Então, que aprendam outras formas em 2013.

Que em 2013 aquele dia anual de cabeça quente sirva para aquecer o coração. Explodir para quê? Que o calor da cabeça gere energia termoelétrica para processar as perguntas sem respostas, refletir a vida, refletir as tomadas de rumos, refletir os novos momentos e sua significação. Refletir a reflexão. Dormir antes de decidir.

Que 2013 seja um ano de tolerância. Que se perceba que as pessoas são diferentes e que nessa diferença reside a beleza de uma relação. Mapear o amor que sentimos e que funda nossa relação com os outros é uma das tarefas mais primordiais e gostosas de qualquer relação. É bom demais construir nossa história, riscar nossos corações nas árvores dos fatos, nas calçadas da mente. E lembrar, sem dramas, que cada um às vezes precisa de um minuto sozinho no seu cantinho. Não é nem preciso verbalizar essa necessidade para o outro. O amor proficiente no amor aprende a ler silêncios, textualizar olhares, significar sorrisos e gestos. Enfim, compreende a necessidade de transcender as palavras enunciadas. O não-dito grita o que as palavras calam.

Que em 2013 aquele velho conselho de Victor Hugo prevaleça: tenha dinheiro, mas não esqueça quem manda em quem. Dinheiro é conseqüência e não meta. Pense nisso, mas não se desvalorize enquanto profissional. A felicidade no trabalho é elemento importante para o equilíbrio da felicidade global, mesmo que por vezes ela pareça encurralada por desânimos e sensações de imobilidade. Os ritmos das pessoas para a cadência da vida são diferentes: alguns sambam, outros valsam. Alguns bregam com Michel Teló, outros viajam na mais deliciosa MPB. Ninguém muda tudo, mas alguma coisa se muda. Concentre-se nesse alguma coisa e toque a canoa que o chibé lhe espera.

Que em 2013 as pessoas façam algo que nunca fizeram. Ou porque não gostam ou porque não tiveram chance. Que descubram nessas coisas diferentes um prazer diferente. Que tomem Guaraná Baré, comam tucumã no pão, bife com ketchup. Que criem coragem para provar Yaksoba e berinjela. Que assistam filmes do Almodóvar , experimentem uma bala de araçá-boi. Que se desapoquentem ouvindo Jorge Aragão ou Carpenters. Que assistam ao Domingão do Faustão e se deliciem com aquelas velhas videocassetadas de dez anos atrás. Que tome um delicioso banho de chuva a dois ao som de “Que maravilha”, cantada pelo Toquinho. Que leia um livro à cama, trocando calorzinho pelos pés que se chamegam por baixo do edredom. Que comam o doce abio e riam juntos do beijo de boca grudenta que a fruta proporciona. Que riam dos outros e, acima de tudo, riam de si. Aprender a ri de si é fundamental.

Que em 2013 a saudade venha e venha forte. Só sente saudade quem viveu intensamente. Que haja vida intensa no ano que rebenta. Que essa intensidade não signifique assoberbamento, mas compactação, viçosidade e viscosidade ao vinho da celebração aos fatos. Que brindemos à vida sem ficar de porre, mas apenas levemente felizes.

Que 2013, enfim, seja seu ano. Ao desejar um 2013 maravilhoso, peço a você que me lê para não esquecer algo fundamental: de bater um papo com Deus nas suas mais diversas formas. Sempre faz bem.

Meu último, mas nem por isso menos importante, desejo é o de que em 2013 minha lista de desejos tenha apenas uma frase: um 2014 igual a 2013: feliz. Aliás, feliz é uma palavra muito linda.

Aquarela

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Mauro e eu. Casa 20.Há pessoas que quando chegam mudam o ambiente. Trazem a luz que faltava para tudo ficar mais brilhante. Trazem o vento para soprar nos cabelos e rostos num dia de calor infernal. Há pessoas magnéticas. Quando elas aparecem, puxam automaticamente para perto de si outras pessoas, que se sentem energizadas pela sua presença. Há pessoas que são rios. Levam consigo outras pessoas para frente, numa incansável marcha adiante. Não há quem não se sinta bem arrastado na sua correnteza do bem.

Há pessoas que são professores. E dão show. Porque ensinam determinação, superação, vontade. Porque os outros veem nelas modelos de que as coisas podem mudar e dar certo. Há pessoas que inutilizam a meteorologia. Porque para elas não tem tempo ruim.

Há pessoas que são vinhos. Com o tempo, vão melhorando, ficando mais apurado. E, como os vinhos antigos, guardados décadas, têm um sabor tão diferente. Por isso, todos querem dar um gole no líquido burgandy. Querem segurar a taça de cristal nas mãos e sentir os seus contornos únicos. Um cristal raro também, que cai, porque é assim a vida, mas dificilmente quebra pela plasticidade da alma.

Há pessoas que são gladiadores.  A compleição física pouco importa. Podem ser baixinhas mesmo. Mas são gigantes quando entram no tatame da vida. São super-homens brigando com todos os bandidos do mundo. Vencem sempre. São pessoas vitoriosas. Eternamente vitoriosas. Mesmo quando perdem. Porque elas sabem que perder é parte do jogo e que perder é a véspera de um novo dia.

Há pessoas que são admiráveis por sua fé. Fé na vida, fé no homem, fé no que virá. Que acreditam. Assim mesmo: acreditam. Verbo sem objeto. Acreditam e ponto. Acreditam numa vida sempre melhor para si e para o mundo. Acreditam que a mudança é sempre um lugar possível dobrando a esquina. Acreditam que ao dobrar cada esquina a paisagem é sempre mais bonita. Porque essas pessoas têm nos olhos a boniteza que falta a muitos nos dias de hoje. Porque essas pessoas têm no olhar a poesia do olhar desacostumado, que dá sentidos àquilo que é tomado por garantido e é invisível aos olhos acostumados.

Há pessoas que são especiais. Não porque são melhores do que as outras. Elas próprias não acreditam nisso. Mas paradoxalmente, elas são pessoas superlativas que, vejam só, não acreditam no superlativo. Porque superlativar pressupõe que um seja melhor do que os outros e elas sambem que ninguém é o que é sem os outros. Essas pessoas se sabem feitas de gente. Gostam de gente. Gente é sua matéria-prima. Elas sabem que a felicidade que constroem no sorriso que arrancam daqueles que estão nos seus piores dias conta no coeficiente de melhoria do mundo. Por isso estão sempre sorrindo. Há pessoas que são o sorriso por definição, que têm sua foto estampada no conceito dos dicionários. Pode ir lá na letra S, SORRISO. A foto está lá para explicar o conceito sem deixar dúvidas.

Uma dessas pessoas que se encaixa em tudo isso aí é meu irmão caçula Mauro. Hoje é aniversário dele. 41 anos. Acordei pensando nele. Pensando na gente. Em tudo que a gente passou juntos, nos carinhos e nas brigas de menino, no quintal e na goiabeira da casa 20, na cumplicidade, nos segredos cabeludos que guardamos um do outro. E pensei, olhando as araras na minha janela, o quanto o meu irmão é uma aquarela. Ele colore o mundo por onde passa. Com um pinguinho de tinta que deixa cair num pedacinho azul do papel, num instante ele imagina uma linda gaivota a voar no céu. Fiquei feliz e orgulhoso por tê-lo como irmão.

Liguei para ele agora cedo para dar os parabéns e cantar a musiquinha que sempre cantamos um para o outro: “Estou ficando velho, estou ficando feio, até a minha bunda já rachou no meio!” Não consegui. Minha voz embargou e comecei a chorar. Choro de felicidade de tê-lo como irmão. De saber que ele é luz, que ele é vento, que ele é imã. Que ele é rio, que ele é professor, que ele é um vinho raro. Que ele é um cristal raro, um gladiador e um vitorioso. Que ele é admirável, que ele é um crédulo na vida, um homem de fé no mundo. Que ele é um cara superlativo. Que ele é uma pessoa especial. Mal consegui dizer a ele o quanto eu o amo. Só consegui dizer que temos o essencial, o amor, e que eu vou almoçar hoje lá na mãe com todo mundo para celebrar a vida, vida que para ele é tão cara, tão feliz e razão suficiente para acordar todo dia e fazer tudo de novo.

Você é um ser de luz, Mauro, meu irmãozinho. Parabéns. Deus já te abençoou. E a nós, por tabela, por te fazer parte da nossa convivência. Eu te amo, mano. Pra caralho. Desculpe o palavrão, você que me lê.  É que não há outra locução na língua portuguesa que expresse tão bem o que eu sinto por esse menino. Um menino que caminha e caminhando chega no muro. Mas que sabe que ali logo em frente a esperar pela gente o futuro está…

SF,  13 de dezembro de 2012. Dia do marinheiro e dia do cego, como ele sempre lembra.

MESA DE BAR – Especial Maria Bethania

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As músicas do programa de hoje podem ser baixadas aqui. É preciso se cadastrar no 4Shared.

 

Padrão

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O problema de fazer sempre é que quando você não faz você não fez nunca.

Uma carta para minha mãe

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[Publicado em 14/05/2006
no jornal O Estado do Amazonas]

Barriga da mamãe, 14/05/2006

Oi, Mãe.

Meu nome é Ana Clara. A gente não se conhece pessoalmente, mas já se ama muito. Resolvi lhe escrever pra dizer algumas coisas para você nesse nosso primeiro dia das mães. Mãe, eu nunca tive uma mãe. É a primeira vez. Pelo menos nisso a gente é igual porque você nunca teve uma filha. Somos nossas primeiras experiências.

Sabe, mãe, tenho medo de sair desse lugar quentinho e aconchegante onde estou. Passei já oito meses e meio aqui, encolhidinha. Mais esse espacinho aqui tem tanto amor e me protege tanto que tenho até medo de sair. Ouvi dizer que hoje aí o negócio tá feio. Em São Paulo, tem muito bandido brigando com polícia. Na Bolívia, um tal de Evo Morales tá querendo ficar com a Petrobrás. Eu não tenho a menor idéia do que é isso tudo, mas com certeza não é melhor do que meu cantinho aqui. O que me acalma é que sei que é você que vai tomar conta de mim.

Mãe, é verdade que pra eu me sentir acomodada e quentinha como estou agora você já arrumou meu quarto? Mandou fazer uns quadrinhos, comprou porta-retrato, pintou a parede de lilás, trocou a lâmpada praquela que regula, pesquisou pacas pra comprar meu bercinho, mandou fazer todos os lençóis de libélula? Como é que você sabe, mãe, que eu amo libélulas? É porque elas são pequeninas e frágeis como eu, né? Eu sei que de vez em quando eu ouço papai reclamar de uma tal de trena. Ele diz que toda vez que você pega na trena ele tem que assinar um cheque. O que é uma trena, mãe? E um cheque? Ah, deixa pra lá… Você me explica isso depois, quando eu nascer. Tem tempo. Papai eu sei o que é. É ele que fica segurando sua barriga e se assusta quando eu me mexo. Ele não sabe, mas eu faço de propósito só pra ver o nervoso dele. Fico gargalhando sozinha. Imagina se eu tivesse na barriga dele? Ele vive dizendo que gosta mais de mim do que você gosta. Eu sei que ele gosta muito, mãe, mas ele vai me perdoar: mãe é mãe.

Mãezinha, quando eu estava na sala dos anjos, uma pessoa bonita, com manto azul, veio me buscar. Ela disse pra mim pra eu me preparar que eu ia ser um bebê de uma mãe muito especial, que ia me amar muito muito, junto com meu pai. Ela disse também que eu fui muito desejada e que precisei de uma ajudinha pra poder chegar aqui. E eu estou aqui, mamãe. A senhora do manto azul me disse que mesmo depois que eu viesse para cá e nascesse, que ela iria ficar do meu lado pro resto da vida. Ela me conforta, mãe. É como se fosse você. Uma outra mãe, a dona Maria.

Mãe, deixa eu contar um segredo pra você: o papai é meio leso pra essas questões de data. Vai ser eu quem vai lembrar ele de todas as datas da família. Essa é uma das minhas missões quando eu nascer: ajudar o papai a lembrar das coisas, dos dias, dos aniversários. E levar coca-cola pra ele quando ele pedir. Mas isso só quando eu aprender a andar.

Mãe Bia, eu vou nascer no mês da Copa do Mundo. Eu não sei o que é uma Copa do Mundo, só sei que todos os bebês que vão nascer em junho só falam disso. Mas todos disseram também que não é pra gente se preocupar porque você nem vai ligar pra Copa do Mundo, só pra mim. Que eu sou mais importante de que o Ronaldinho ou Beckham. E o papai disse, eu ouvi, que vai tirar férias só pra ficar comigo. Isso é legal, mãezinha, porque o papai trabalha muito. Vou fazer muito cocô só pra ver a cara dele, que vai ter que limpar. Esse papai vai sofrer na minha mão.

Mãezinha, me disseram que não tem amor maior do que o amor de mãe. Foi a dona Maria que disse. Me mostrou a foto do filho dela, um homem bonito, barbado. Ele estava lá quando eu vim pra sua barriga. Me deu um beijo e um abraço. Foi tão bom, mãe. Ele adora criança.

Ei, mãe, quando é que a gente vai de novo naquele lugar onde eu posso fazer careta pra você e o papai olharem na televisão? Alguém fica cutucando minhas costas e me faz cócegas. Eu sei que vocês ficam me espiando, tá? O Pedro e me contou que fizeram o mesmo com ele. O Guilherme da Tia Camila também. Ele até se divertiu mostrando o coisa dele. Mãe, por que eu não tenho o coisa? Ah, depois me explica. Se prepara aí, tá, mãe? Quando eu começar com meus infinitos porquês eu não vou parar mais.

Mãezinha Bibi, eu já amo muito você. Porque você já cuida de mim. Porque você me desejou. Porque você me ama também. Eu sei que corro o risco de ser mimada por você. Acontece com toda mãe por causa da super-proteção. Mas o papai vai regular a gente que eu sei.

Nesse primeiro Dia das Mães juntinhas, quero dizer que sou muito feliz por ser sua filha. Não podia haver mãe melhor no mundo, eu sei. Mas eu ainda vou dançar pra você, fazer camisa de mãozinha com tinta, recitar poema, me vestir de bicho. Eu ainda vou ser sua confidente, vou pedir pra você pedir as coisas pro papai. Você ainda vai chorar quando me deixar na escola pela primeira vez, quando eu fizer o teste do pezinho, quando eu fugir pra namorar, quando eu chorar no seu colo por causa de namorado, quando eu me casar e quando eu puder ser abençoada como você e for mãe, dando um neto para você. Eu só peço uma coisa mãe: quero que meu filhinho tenha uma mãe igual a minha. Linda, carinhosa, feliz e que ama seu bebê, eu, a Ana Clara.

Deus te abençoe, mãezinha. E mês que vem estou aí, sentindo o aconchego dos teus braços e vivendo do lado de fora o amor que já sinto do lado de dentro. Eu amo você. Da tua, para sempre,

Ana Clara Eid Freire

PS: Manda um beijo pro papai também, senão ele fica com ciúme.

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Vambora, Miguelito!

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[Escrevi este texto há exatamaente dez anos, no dia 21 de julho de 2002. Nascia Miguel, meu sobrinho. Eu estava devastado pelo fim de um casamento. Hoje, em homenagem ao Miguel, que aniversaria, e à vida, que sempre se ajeita, republico]

Tabatinga, Alto Solimões, vinte e um de julho, 04:30h da madrugada. O galo canta. Aliás, os galos cantam. Cada um mais vaidoso que o outro. A impressão que tenho aqui do quarto do hotel é que a cada tufar de peito e explosão de som, eles olham para os lados e desafiam uns aos outros, como adolescentes se desafiam em concursos de arrotos.

À sinfonia de galos vaidosos se junta o cantar do celular, rasgando a madrugada de contemplação e introspecção. Mais uma, diga-se de passagem. Atendo entre ansioso e aliviado e vejo que é o Mauro, meu irmão. Feliz como pinto na merda. Nasceu o Miguelzinho, seu primeiro filho. Minha mãe toma-lhe o telefone para dizer que o menino é branquinho e pimbudo, avó vaidosa como os galos cantores tabatinguenses, falando do esporão do rebento. Espero que, se não ajudar, ele não atrapalhe. Que o menino seja a cara da mãe, linda.

Venho para o computador para escrever sobre isso, sobre ser pai. Não adianta dizer que sou desqualificado para falar sobre o assunto porque ainda não sou pai. Eu tenho um grande pai, conheço bons e maus pais. E quero ser pai. Qualificação suficiente. Os galos agora estão cada vez mais vaidosos e aumentam em número e potência seu cântico. Adolescentes desafiados, sabe como é… Abro o programa de música e mando tocar qualquer uma entre as que tenho aqui armazenadas. Talvez a música sobreponha o barulho do galinhame. Peço que o computador escolha aleatoriamente. Um cachorro faz o backing vocal da sinfonia dos galos aqui ao lado. Ele é barítono, o danado.

O computador escolhe Vambora, da Adriana Calcanhoto. Apropriada: Entre por essa porta agora/ e diga que me adora / você tem meia hora / pra mudar a minha vida/ Vem, vambora/ que o que você demora/ É o tempo que leva/ Ainda tem o seu perfume pela casa/ Ainda tem você na sala/ Porque meu coração dispara/ quando tem o seu cheiro/ dentro de um livro/ dentro da noite veloz.

Meu irmãozinho, o caçulinha dos homens, agora é pai. Lembra, mano, quando a gente brincava de super-homem contra “todos” lá na casa da rua três? Tu sempre eras o super-homem e eu era o “todos”. E tu sempre vencias nas nossas brigas imaginárias. Um a um, todos os inimigos que eu encenava sucumbiam dizendo um “ahhhhh” de morte antes de fenecer. Eu te deixava vencer. O super-homem sempre vencia. Aí fostes estudar em Niterói e eu te disse, numa carta cheia de saudades, que a partir dali deverias ser o super-homem mesmo porque o “todos” seria real, criaria mil armadilhas para ti, iria usar kriptonita sempre que pudesse para ti atingir. As brigas não seriam mais dos brinca, mas seriam dos vera. Pois é.

Hoje me volta à mente a brincadeira que costumávamos curtir na infância, rolando na cama do beliche ou no sofá da sala. E me volta com ela a vontade de dizer, com conhecimento parcial de causa, que está na hora, de novo, de ser o super-homem e se preparar para mais um embate contra o “todos”, sabendo que agora estás mais vulnerável porque tens uma coisinha que vais amar mais que tudo, mais até que a ti próprio. E que por isso não dormirás mais, tendo que estar sempre alerta para protegê-lo do malvado “todos”.

Como na trilha sonora do computador, Miguelito entrou pela porta agora, vai dizer que te adora e já mudou a tua vida. Ele olha para ti, com seus olhinhos que ainda não aprenderam a ler o mundo, e faz um convite ao qual tu não podes dizer não: “Vambora!”. O seu perfume vai impregnar a casa, teu coração vai disparar muito por ele, como sei que está disparado agora como um AR-15 recebendo policiais no morro. Esse moleque vai te roubar a mulher e tu, ainda assim, vai amá-lo sem medida. Vocês têm uma vida toda pela frente, sem pausa. Dias e noites velozes. Para sempre. A música da Adriana Calcanhoto foi muito bem escolhida. É uma luva. Às vezes penso que esse computador pensa…

Mano, sei que é difícil, senão impossível. Mas tenta ser um pai igual ao nosso. Acabei de falar para meus alunos para serem incrédulos em relação às receitas prontas, que eles precisam reinventá-las antropofagicamente e eu aqui dando uma para ti. Pri, minha irmãzinha, tenta ser uma mãe igual a nossa também. Eu sei que nossa família se mete muito, mas é por amor, como tu sabes. Como tu podes ver agora aí nos teus braços. Sabe, acho que só a intenção fará de vocês os melhores pais do mundo. Mas não quero ficar dizendo o que vocês têm que fazer. ‘Magina, logo eu. De toda forma,  com vocês converso depois, quando eu chegar aí. Deixa eu falar com ele, o palmitinho pimbudo.

Miguelito, titio. Seja bem-vindo. O titio está longe e triste. Longe por trabalho e triste por um monte coisa que você um dia irá entender, mas que espero que entenda como espectador, se bem que acho que ninguém se livra disso. Mas o titio está muito, muito feliz por ti, por tu vires mudar o mundo e nossa família de uma forma que ainda não descobrimos plenamente. E sabe, tio, deixa eu te dizer uma coisa que um dia disse ao teu pai: nesse mundo a gente tem de ser uma espécie de super-homem, pois o “todos” parece conspirar contra nós. Há pessoas más, há pessoas mesquinhas, há pessoas invejosas, há pessoas pegajosas, há pessoas falsas, há pessoas que cobram. Há pessoas insensíveis, há inimigos invisíveis. Há dores. Há tristeza.

Mas a conspiração do mal, por assim dizer, perde para a conspiração do bem, para os sangue-bons. Existe a Sala de Justiça. Há pessoas boas, pessoas generosas, pessoas solidárias, há pessoas amorosas, há pessoas verdadeiras, há pessoas que doam. Há pessoas sensíveis e amigos visíveis. Há amores. Há alegria. Você nasceu em uma família abençoada por Deus e protegida por Nossa Senhora. Teve a mesma sorte que nós. Que sorte, nada! Benção divina.

Os galos continuam cantando alto e forte, a despeito do sol que está chegando e já pedindo para eles pararem com esse festival de vaidades. Só que eles não param. E isso me faz lembrar outra história, contada pelo Rubem Alves, numa tarde de conversa em Campinas, de saudosas lembranças. É assim:

O galo cantava todo dia. Aprontava-se, penteava a plumagem, passava Neutrox 2 e ia para o lugar mais alto do galinheiro. Perguntado pelos críticos do galinheiro – há sempre críticos nos galinheiros – por que fazia aquilo todos os dias, ele respondeu: “Porque se eu não cantar o sol não nasce”. E na sua convicção, estufava diariamente o peito e cantava. E o sol nascia. E todos ficavam orgulhosos e agradecidos. Invejavam positivamente o galo e sua capacidade de trazer o dia na voz. Mas o galo, como o cachorro do Magri, também é um ser humano. E falha. Um dia dormiu demais e esqueceu-se de cantar. Mas o sol nasceu mesmo assim. E todos, surpresos, descobriram que o sol nascia independentemente do galo cantar. O galo ficou morto de vergonha e sumiu. Não apareceu por uns bons tempos. Sua razão de cantar – ou aquela que parecia ser sua razão – cessara, sumira. O sol era independente dele. Que pena.

Um dia, um belo dia como hoje, todos acordaram ao som do clarinar do galo. Forte, alto, tenor. Lindo e belo, abria suas asas e cantaricava seu galicanto. Os críticos vieram, já azedos e afiados, e perguntaram, preparando-se para a zombaria: “Ei, galo! Por que cantas? Para o sol nascer?” O galo respondeu: “Não. Canto porque sou poeta. E os poetas tem suas razões. Não canto para ele nascer. Canto porque ele nasce.” E continuou a cantar, deixando os críticos sem palavras.

Miguel, seja pois um poeta na vida. Cante com toda força de seus pulmões, ainda frágeis, conhecendo e se adaptando ao ar novo dos novos ares. Cante por suas razões, por suas causas. Cante não para o sol nascer, mas porque ele nasce. E não ligue para os azedos do galinheiro, para o “todos”. Apenas fique antenado e saiba que eles existem. Mas eles passam. Eu sei disso e vou ficar de olho. Seu pai sabe disso e vai ficar atento.

Os galos pararam de cantar. Recolheram-se para compor novos poemas. Como as flores que graciosamente recolhem suas pétalas uma a uma ao fim do dia. Amanhã estarão de volta. Porque o sol nasce.

Já que estamos em clima de Adriana, seguinte: dá a mão aqui pro titio, menino pimbudo. Vambora para vida nova! Nós dois. Vamos ver as cores cujo nome a gente não sabe, as cores de Almodóvar, cores de Frida Khalo, cores. Pela janela do quarto, pela janela do carro, pela tela. Enfim, pela janela das novas vidas, a tua e a minha, que se inauguram hoje.

O que irrita você no Twitter?

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Respostas à pergunta “O que irrita você no Twitter?”. Depois comento sobre elas. Mas estão aqui, para os curiosos. Obrigado a quem respondeu.

chrysbraga @sergiofreire eu me irrito com “kkkkkk”, com gente que responde tudo com RT, com quem anuncia DM na TM e com quem escreve errado. Tá bom?

lesmabanana @sergiofreire irrita-me não protagonizar escândalos e barracos do twitter.

fabioalencar @sergiofreire Acho que você quer ouvir como resposta: “o que mais me irrita é quem repete a mesma pergunta até alguém responder”. hehehehe

liadot Gente dando Bom Dia, Boa Tarde e Boa Noite. RT @sergiofreire Para quem não respondeu a pesquisinha básica: o que irrita você no Twitter?

ProfAnaCelia @sergiofreire A baleia intrometida…me irrita muito! Rsrs

Laurafwx_ @sergiofreire a lerdeza

Emerson_MrROX @sergiofreire o que mais me irrita é falta de amistosidade.. mas tá valendo. To no play e não abro!

elaizefarias povo que dá RT de comentários elogiosos feitos a ele (vaidade em dose dupla, não). RT @sergiofreire O que irrita você no Twitter?

fabbess Picuinhas na timeline e gente se achando ´´dona da verdade´´@RT @sergiofreire O que irrita você no Twitter?

rogeriorayol @sergiofreire Me irrita qdo falam comigo e eu fico na dúvida entre ñ responder e parecer mal educado ou responder e orkutzar o meu twitter.

abnihiloinnihil Que as pessoas não te respondam no twitter!… RT @pauloRmendonca RT @sergiofreire E segue a pesquisa básica: o que irrita você no Twitter?

mariaferrnanda Perfis falsos. E gente chata que escreve “peidei”, “levantei”, “escovando os dentes”… RT @sergiofreire O que irrita você no Twitter?

pauloRmendonca Resposta: Pessoas que ficam fazendo pesquisa no twitter. =D RT @sergiofreire E segue a pesquisa básica: o que irrita você no Twitter?

ricsouzas @sergiofreire O q me irrita é esse pessoal q fica fazendo pesquisa no twitter!!! Rsrsrsrs

aninhacgomes @sergiofreire Quando ofendem os outros…..#oquemeirritanotwitter

ellenamazonas @sergiofreire oq me irrita no twitter é gente que se irrita com o twitter e reclama no twitter que está se irritando com ele mesmo.

Yandra_MsROX Qdo naum me respondem sabe.. @sergiofreire E segue a pesquisa básica: o que irrita você no Twitter

aninhacgomes @sergiofreire Qdo ninguém pelo menos me responde um OIII….#oquemeirritano twitter

jrenovatio Lost e futebol. RT @sergiofreire: Obrigado pelas respostas. Segue a pergunta: o que irrita você no Twitter?

cruztat não ter um mecaniso de digitar e autocompletar, ou uma forma mais fácil de encontrar pessoas 🙂 @sergiofreire

EllenAssi @sergiofreire me irrita discursao! Principalmente sobre politica! Ou baixarias! Injustiças…etc

LiviaReis @sergiofreire gente q leva o twitter mt a sério, pq na verdade se leva mt a sério…

jussarapordeus Também é insuportável propaganda política ou comercial … RT @sergiofreire Pesquisinha básica: o que irrita você no Twitter? Obrigado.

jussarapordeus O uso do Twitter para brigas, ofensas e picuinhas #fail RT @sergiofreire Pesquisinha básica: o que irrita você no Twitter? Obrigado.

SonyLost Hatters? Cê odeia chapeleiros? o.o RT @solzinhodalua: isso tbm RT: @osbneto: @sergiofreire Trolls, Hatters e Fakes

fillipysampaio @sergiofreire gente que passa toda a sua agenda diária do que fez, deixou de fazer ou vai fazer! #grrrrrrrrr

vjaraujo_77 A baleia me irrita profundamente… RT @sergiofreire Obrigado pelas respostas. Segue a pergunta: o que irrita você no Twitter?

mari_paraguassu @sergiofreire ver as pessoas avisando umas pras outras que enviou uma DM…

LucilaMeireles @sergiofreire As pessoas intrometidas… nas conversas que sao paralelas… que semprem tem “alguém” que dá “pito” na conversar!

nadiatrindades @Sergiofreire o que me irrita no twitter além de ele baleiar de vez em qnd são piadinhas preconceituosas.

jaimeohana Twittar besteira demais é pedir unfllow RT: @sergiofreire: Pesquisinha básica: o que irrita você no Twitter? Obrigado.

pdiego_ Perguntas sem respostas RT: @sergiofreire: Obrigado pelas respostas. Segue a pergunta: o que irrita você no Twitter?

marbebici Olhar o TTbr e ver que todo mundo escreveu a mesma coisa RT @sergiofreire Pesquisinha básica: o que irrita você no Twitter? Obrigado.

osbneto @sergiofreire Trolls, Hatters e Fakes

solzinhodalua #mimimi ¬¬ RT: @sergiofreire: Obrigado pelas respostas. Segue a pergunta: o que irrita você no Twitter?

luciana_jn @sergiofreire Quem dá RT em tudo.

Annepimentel @sergiofreire pessoas que usam RT sem parar, Rt ate pra responder, Rt de si mesmo..Rt.. e RT do nada..

lucferrr @sergiofreire Colacopia sem nenhum senso crítico, via de regra, me irrita demais.

ThiagoFFreire @sergiofreire é dificil essa caixinha dos demonios me irritar

lanelima @sergiofreire Gente que faz de MSN…

KTLirio @sergiofreire gente q não interage. Tuiter, na minha opiniao, tem que ter mao dupla.

paulofodra @sergiofreire 1)Follower Teletubbie, 2)marketeiros flooders com foco em venda de produto 3)narrações de programas de TV (e futebol)

elendepaula Acho que as promoções irritam @sergiofreire Hehehe… RT: Pesquisinha básica: o que irrita você no Twitter? Obrigado.

aon1 @sergiofreire gente que dá bom dia, boa tarde e boa noite

johcity @sergiofreire o que irrita são os #mimimi de vc´s. #grgrgrgrgrgr

artaxinho Gente que acha que sua vida íntima interessa ao mundo e faz relato aqui a cada meia hora. RT @sergiofreire O que irrita você no Twitter?

north_farias @sergiofreire sabe o que realmente me irrita aqui? é ser mal interpretado e praticamente obrigado a justificar um tweet. acho um saco!

AlfredoBuchada @sergiofreire me irrita a quantidad d eleitores q me amam, assim como amam o Lula Molusco e a Dilma Russem. #MasAdoroQuemPergunta, vici!

millagc @sergiofreire pessoas que twittam uma palavra e vão montando frases com várias twitts… é um desperdício de twiit incrível…

Juliana_Karla RT @sergiofreire O que irrita você no Twitter? <<>> O tal do BigFollow. O povo implorando por seguidores em sites do tipo. Isso enche! #Fato

karol_moreno @sergiofreire Usar o Twitter como se fosse MSN; informações de cunho eleitoreiro.

luiz__guilherme @sergiofreire Gente que se limita a twittar “tô comendo”, “acabei de arrotar”,”tô defecando” RT: o que irrita você no Twitter?

RiqueAlmeida @sergiofreire Floodagem

sabrinagesta @sergiofreire kkkkkkkk gente q arruma briga por tudo e indiretas

luiz__guilherme @sergiofreire Gente que fala mal do Twitter, mas não sai daqui e fica só no Orkut.RT: o que irrita você no Twitter?

jussarapordeus Ou dar unfollow … #simplesassim RT @MonikFigueiredo acho q quem se irrita com as coisas do twitter tem q cancelar sua conta #prontofalei

luiz__guilherme @sergiofreire gente que vive falando mal do Twitter, por meio de tweets,mas não sai daqui.RT: o que irrita você no Twitter?

keiti_tat informações falsas e boatos RT @sergiofreie Para quem não respondeu a pesquisinha básica: o que irrita você no Twitter?

ellenamazonas O @sergiofreire é um TROLLLLLLL mesmo. Essa pesquisa é só pra um desabafar na cara do outro e no fim todo mundo ir pra porrada.

ronaldosampaio @sergiofreire Pesquisas…..

north_farias @ellenamazonas ma o objetivo do @sergiofreire é esse. promover um experimento sociológico que acabe em confusão!

carolzabisky @sergiofreire palavrão… pra mim, é o ó!

mari_paraguassu @sergiofreire acrescenta aí nas minhas “irritações” quem responde tudo dando RT na pergunta, chato demais!!

luiz__guilherme @sergiofreire gente que só segue quem conhece pessoalmente, ou seja, orkutiza o Twitter de alguma forma. RT:o que irrita você no Twitter?

dantegraca @sergiofreire Eu me irrito com…flamenguistas hahahaha

luiz__guilherme @sergiofreire E por fim,gente que não segue ninguém,anulando assim, a interação, principal marca do twitter.RT:o que irrita você no Twitter?

Su_Tsumi @sergiofreire o + irritante no Twitter, é saber o que pessoas que não sigo pensam. Quando quiser saber deles, os sigo…é simples.

fillipysampaio eu me irrito com… botafoguinhos! uahauhauahauha RT @dantegraca: @sergiofreire Eu me irrito com…flamenguistas hahahaha

luhraposo @sergiofreire Spams, caps lock ativado e tweets nossos postados sem RT’s me irritam!

Cristi_Guima @sergiofreire Eu me irrito com quem não tem paciência com a inteligência das pessoas e jogam criticas destrutivas.

lunared @sergiofreire Não poder mandar DM ou mentions sem estar seguindo e sendo seguido ao mesmo tempo. Ainda mais se o perfil for trancado.

biaeid @sergiofreire oq mais me irrita no twitter é saber q meu marido se viciou nele

tkzion @sergiofreire Ser alvo de aplicativos que nos fazem seguir pessoas que eu ñ conheço. Eu digo: “Qm diabos é vc?”

fillipysampaio o que me irrita tb no twitter é esse povo que vive secando o flamengo, né @sergiofreire.

zpublicidade Somos 2! RT @fillipysampaio: o que me irrita tb no twitter é esse povo que vive secando o flamengo, né @sergiofreire.

saymon_erickson @sergiofreire Informação falsa.

MDaniella @sergiofreire o que mais me irrita é gente querendo ditar regras: “não pode isso, não pode aquilo, só pode dizer o que está acontecendo”